
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação federal após ativistas interromperem um culto dominical em uma igreja batista do sul, em St. Paul, no estado de Minnesota. A ação ocorreu na Cities Church, onde um dos pastores atua, segundo denúncias, como funcionário do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
Durante o culto conduzido pelo pastor sênior Jonathan Parnell, manifestantes ligados à Racial Justice Network e ao Black Lives Matter Minnesota invadiram o santuário, interrompendo a celebração. O protesto teria sido motivado pela suposta atuação do pastor David Easterwood como líder de um escritório local do ICE na cidade.
De acordo com relatos, os ativistas gritaram palavras de ordem como “ICE fora!” e exigiram justiça para Renee Good, mulher que morreu após ser baleada por um agente do ICE em 10 de janeiro. A manifestação acabou forçando o encerramento do culto.
No domingo, Harmeet Dhillon, procurador-geral assistente para Direitos Civis do Departamento de Justiça, afirmou nas redes sociais que o órgão federal apura o caso por possíveis crimes federais.
“Um local de culto não é um fórum público para o seu protesto!”, escreveu Dhillon.
“É um espaço protegido exatamente contra tais atos por leis federais criminais e civis! A Primeira Emenda também não protege seu pseudojornalismo de interromper um culto de oração. Considere-se avisado!”
Reações da Casa Branca e do Departamento de Justiça
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também se manifestou sobre o episódio, afirmando que o governo federal não aceitará atos de intimidação contra cristãos.
“O presidente Trump não tolerará a intimidação e o assédio contra cristãos em seus locais sagrados de culto. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação completa sobre o incidente desprezível que ocorreu mais cedo hoje em uma igreja em Minnesota.”
Já a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que entrou em contato direto com a liderança da igreja atingida.
“Acabei de falar com o pastor em Minnesota cuja igreja foi alvo. Ataques contra as forças de segurança e a intimidação de cristãos estão sendo enfrentados com todo o rigor da lei federal”, escreveu ela no X.
“Se as lideranças estaduais se recusarem a agir de forma responsável para impedir a ilegalidade, este Departamento de Justiça continuará mobilizado para processar crimes federais e garantir que o Estado de Direito prevaleça.”
Identidade do pastor gera controvérsia
O site oficial da Cities Church identifica David Easterwood como um de seus pastores. Informações pessoais dele, segundo a Associated Press, parecem coincidir com dados presentes em documentos judiciais que mencionam um David Easterwood como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul.
A agência de notícias também informou que ele teria participado, ao lado da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de uma coletiva de imprensa realizada em outubro.
Apesar disso, veículos como FOX 9 e Hindustan Times ressaltam que não há confirmação independente de que o pastor da igreja e o funcionário do ICE sejam a mesma pessoa. As publicações destacam que, embora os dados “pareçam coincidir”, ainda é necessário cautela quanto à identificação definitiva.
Folha Gospel com informações de Guia-me e The Christian Post
