Restos da igreja cristã demolida pelas autoridades indianas (à esquerda) e culto sendo realizado ao ar livre (à direita). (Foto: Reprodução/Premier)
Restos da igreja cristã demolida pelas autoridades indianas (à esquerda) e culto sendo realizado ao ar livre (à direita). (Foto: Reprodução/Premier)

A Igreja da Unção Jesus em Sirsa, na região de Haryana, na Índia, deveria abrir suas portas em agosto deste ano para abrigar uma congregação de mais de 200 pessoas, após um projeto de desenvolvimento financiado pela própria igreja que começou em dezembro de 2017.

De acordo com a British Christian Christian Network (BACA), a igreja recebeu uma carta das autoridades locais onde pedia para interromper o uso do edifício devido à falta de permissão de planejamento.

No dia 31 de agosto, uma equipe de policiais, militares e autoridades municipais começou a demolir o prédio, derrubando seu salão principal e muro sem aviso prévio de ação física.

A BACA alega que nenhum outro edifício enfrentou outras ações do conselho, apesar de ser comum que casas e templos na área circundante sejam construídos sem permissão de planejamento.

O pastor da igreja, Newton Das, diz que está preocupado com a rápida destruição de seu prédio como um ato de perseguição religiosa.

“O mais triste é que o Comitê apenas demoliu a igreja, enquanto todas as outras casas e templos construídos lá na mesma colônia ainda estão lá”, disse.

O pastor contou que uma grande perda de fundos que foi levantada, além das horas de serviço voluntário dos membros foram destruídos. “Os membros da igreja estão sentindo uma grande sensação de tristeza e perda, nosso investimento foi destruído”, declarou.

“Fizemos tudo com muita dor e sacrifício, construímos um lugar para as pessoas adorarem, mas agora nos sentimos tão desamparados”, disse o pastor Newton Das.

Juntamente com um coletivo de pastores locais, Newton enviou um memorando ao Comissário Adjunto Adjunto (ADC) das Autoridades de Desenvolvimento de Harayna, para buscar clareza sobre a legalidade da demolição.

Até o momento, ele não recebeu nenhuma resposta.

A congregação de 200 membros continua reunida sob uma tenda no local demolido para os cultos de domingo.

Fonte: Guia-me com informações de Premier