O dirigente máximo da Igreja Maná, Jorge Tadeu, atribuiu a um ex-representante a responsabilidade pela decisão anunciada pelo governo angolano de decretar o fim das atividades instituição religiosa no país.

“Perante as alegações desta decisão, só me ocorre pensar que serão provenientes do tempo de administração de um antigo mau obreiro que cometeu várias irregularidades, dando origem à abertura de um inquérito interno e sua conseqüente expulsão”, diz um comunicado da presidência da Igreja Maná enviado à Agência Lusa.

“Fui apanhado de surpresa e até me custou a acreditar, porque não tinha conhecimento de que em algum dia tivéssemos sido chamados ou acusados por qualquer motivo”, afirma Jorge Tadeu, que assina o documento.

Reconhecendo a sua qualidade de dirigente máximo da Igreja Maná Internacional, Tadeu esclarece que em cada país em que a igreja está implantada existe uma “liderança nacional”.

“Embora eu seja o presidente da Maná Internacional e para todos os efeitos tenha de assumir as responsabilidades, a verdade é que em cada país é instituída liderança nacional, de preferência com pessoas nacionais, a quem é dada autonomia total, em termos administrativos, legais e financeiros”, explica.

Decreto

Jorge Tadeu afirma ainda que já deu instruções para que os dirigentes da Igreja Maná em Angola “ajam com serenidade”, cumprindo “assim os mandamentos de Jesus”, peçam ajuda “aos respectivos órgãos do governo para saber a origem desta situação” e sejam averiguadas as “responsabilidades”.

“Termino este comunicado dizendo que se por qualquer motivo a falha for minha ou de alguém da atual liderança, seguiremos o mandamento de Deus que é de admitir os erros e pedir perdão”, conclui Jorge Tadeu.

A Igreja Maná teve sua atividade proibida em Angola por violar a lei e a ordem pública, segundo um decreto-lei publicado no Diário da República, órgão oficial do governo.

Com cerca de 600 mil fiéis em Angola e mais de 500 casas e templos em nove províncias, a Igreja Maná tem origem em Portugal. A entidade foi criada em 1984, em Lisboa, pelo “apóstolo” Jorge Tadeu.

O “Diário da República “justifica a decisão de revogação do reconhecimento oficial da Igreja Maná com a conclusão de um processo instaurado pelo Ministério da Justiça em que foram detectadas “violações sistemáticas” da lei angolana e da ordem pública.

Fonte: ALC

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