A Igreja Renascer em Cristo, liderada pelo apóstolo Estevam Hernandes e por sua mulher, a bispa Sônia, declarou ontem apoio ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.

A entrada da denominação na campanha foi oficializada após reunião da Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas do Brasil, que reúne 5,5 mil pastores e 2,5 mil ministérios, e tem como assessor político o Bispo Gê, presidente da Renascer.

A Confederação, da qual a Renascer é parte, apoiou no 1.º turno Celso Russomanno (PRB). O apoio a Serra agora foi articulado pelo prefeito Gilberto Kassab, que, nas palavras do bispo Gê, “foi muito útil na aprovação dos prédios” que abrigam templos da Renascer, alvo de processos por irregularidades. “Da Renascer são mais de 200 igrejas em processo de aprovação”, disse o bispo. “Mas nosso apoio se deve ao que consideramos ser melhor para a cidade.”

A campanha tucana tem feito uma peregrinação por igrejas evangélicas em busca de apoio. As alianças já feitas somam um portentoso eleitoral em potencial de mais de 1 milhão de fiéis.

O tucano tem apoio garantido da Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor R.R. Soares, cujo filho, David Soares, foi eleito vereador pelo PSD, da coligação tucana; assim como o PV do pastor e deputado federal Roberto de Lucena, da Igreja Brasil para Cristo, a quarta maior do País.

As principais alas da Assembleia de Deus, maior denominação pentecostal do País, também estão com Serra, como o Ministério de Belém, do pastor José Wellington Bezerra, pai da vereadora reeleita Marta Costa (PSD). E lideranças importantes como Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, antigo desafeto do PT, e o pastor Jabes Alencar, líder do Ministério do Bom Retiro e presidente do Conselho de Pastores de São Paulo, que reúne 6 mil líderes de igrejas evangélicas.

Mais do que votos diretos, os pastores servirão à campanha tucana para “bater” no candidato do PT, Fernando Haddad, sem que Serra tenha de fazê-lo. Entre os temas a serem explorados está o “kit gay”, como ficou conhecido entre opositores o material didático de combate à homofobia idealizado pelo Ministério da Educação na gestão do petista.

[b]Fonte: Estadão[/b]