Mahmud Ahmadinejad, o primeiro presidente iraniano a participar da peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, reuniu-se ontem com vários peregrinos do Irã, apesar de, como todos os funcionários de alto escalão, ele estar sendo mantido afastado da multidão.

Quase 3 milhões de peregrinos de todas as partes do mundo foram ontem ao Monte Arafat, ocasião considerada a mais importante da peregrinação anual, chamada de haj. O haj é um dos cinco pilares do islamismo e deve ser realizado pelo menos uma vez na vida por todos os muçulmanos que tiverem condições físicas e financeiras.

Apesar de o dia no Monte Arafat ser considerado o mais espiritual da peregrinação – quando os muçulmanos acreditam que Deus os perdoará por tudo que pedirem -, centenas de peregrinos manifestaram-se contra os EUA e Israel. Um enviado leu um comunicado do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, dizendo aos peregrinos que o haj exige que eles mostrem o amor por Deus e “expulsem, combatam e enfrentem satã”. Segundo Khamenei, “eles (os EUA e seus aliados) estão tramando complôs na Palestina, Líbano, Iraque e Afeganistão e colocando os muçulmanos uns contra os outros”.

Alguns peregrinos iranianos gritaram “morte à América” e “morte a Israel”. Mas o protesto esteve restrito ao acampamento iraniano, pois as leis sauditas proíbem demonstrações políticas durante o haj.

Fonte: Estadão