Líderes religiosos de Israel pediram na quinta-feira ao papa Bento 16 que faça do Holocausto um tema de estudo obrigatório em colégios católicos, pois isso poderia ajudar a combater o antissemitismo nas futuras gerações.

Os dois lados retomaram um diálogo que havia sido interrompido devido ao caso de um bispo que nega o Holocausto, o que deixou as relações judaico-católicas em seu pior momento do último meio século.

Os israelenses também pediram ao Vaticano que adote uma posição firme contra um esboço de declaração a ser levado a uma conferência da ONU sobre o racismo em abril. Alguns países dizem que a declaração será hostil a Israel.

“Permita-nos sugerir à sua consideração que a compreensão da história e moral da Shoah (Holocausto, em hebraico) se tornem um tema exigido para inclusão no currículo de estudantes de todas as escolas católicas do mundo inteiro”, disse o rabino-chefe de Haifa, Shear Yashuv Cohen, durante a reunião no Vaticano.

Ele acrescentou que isso iria “reforçar sua forte posição contra a negação do Holocausto e pela declaração do antissemitismo como um pecado contra Deus”.

Fonte: Reuters