Fabiano Zettel foi afastado das atividades pastorais após prisão pela PF (Foto: Reprodução/YouTube Lagoinha Belvedere)
Fabiano Zettel foi afastado das atividades pastorais após prisão pela PF (Foto: Reprodução/YouTube Lagoinha Belvedere)

A Igreja Batista da Lagoinha informou, nesta quinta-feira (15), que afastou Fabiano Zettel de qualquer atividade ministerial após a divulgação de informações relacionadas à sua prisão no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. O comunicado (íntegra no final da matéria) foi publicado para esclarecer a posição da instituição diante das repercussões do caso.

Segundo a nota oficial, o afastamento ocorreu de forma imediata assim que surgiram as primeiras notícias sobre a operação, com o objetivo de permitir a apuração adequada dos fatos. A igreja ressaltou que Zettel já não exercia funções ministeriais desde novembro de 2025.

“A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere”, diz o comunicado.

Fabiano Zettel, empresário e cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master por meio de fundos de investimento. Ele chegou a ser detido na quarta-feira (14) quando se preparava para deixar o Brasil em um jato particular com destino a Dubai, mas foi liberado horas depois.

No posicionamento divulgado, a Igreja Batista da Lagoinha também negou qualquer vínculo institucional com as investigações em curso, rebatendo associações feitas entre a denominação, a operação da Polícia Federal e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A instituição afirmou que não exerce controle sobre a vida pessoal ou profissional de indivíduos que frequentam seus cultos ou atividades, destacando que a participação em uma igreja não configura relação jurídica, administrativa ou representativa.

“A Igreja Batista da Lagoinha não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades”, afirmou a nota.

O comunicado não menciona o pastor André Valadão, uma das principais lideranças da Lagoinha, citado anteriormente pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em declarações relacionadas à CPMI do INSS.

Ao final, a igreja afirmou que tem sido alvo de “disseminação de informações inverídicas” e declarou que adotará medidas judiciais cabíveis para preservar sua reputação institucional.

Segundo o texto, poderão ser ajuizadas ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime e outras providências legais necessárias para resguardar “sua honra, sua história e sua missão”.

A nota conclui reafirmando o compromisso da Igreja Batista da Lagoinha com a legalidade, a ética e os princípios cristãos que, segundo a instituição, norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória.

Leia a íntegra da nota oficial abaixo:

NOTA OFICIAL

A Igreja Batista da Lagoinha vem a público esclarecer informações que vêm sendo indevidamente associadas ao seu nome em relação à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades no Banco Master, e à CPMI do INSS.

A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere. Informamos ainda que, oficialmente, desde novembro de 2025, Fabiano Zettel não exerce qualquer papel de pastoreio na instituição, não mantendo função ministerial, liderança institucional ou qualquer vínculo de representação com a igreja.

Ressaltamos que não há qualquer indício, evidência ou comprovação de que a Igreja Batista da Lagoinha tenha sido utilizada, direta ou indiretamente, em qualquer esquema ou prática irregular, esteja ela relacionada à CPMI do INSS ou à Operação Compliance Zero. As tentativas de associar a instituição a acusações com os fatos relacionados são falsas e desprovidas de qualquer base factual ou jurídica. As imputações feitas à instituição são inexistentes e não correspondem à realidade, comprovação disso é a ausência de provas ou indícios que justifiquem a associação apontada.

Como toda instituição religiosa, a Igreja Batista da Lagoinha – que conta com mais de 600 igrejas espalhadas pelo mundo – não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades, uma vez que a participação em uma igreja não configura vínculo jurídico, administrativo ou representativo.

Diante da gravidade das acusações e da disseminação de informações inverídicas, a Igreja Batista da Lagoinha informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime, bem como outras providências legais que se fizerem necessárias, a fim de resguardar sua honra, sua história e sua missão.

A Igreja Batista da Lagoinha reafirma seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com os princípios éticos e cristãos que norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória e acompanha com serenidade a apuração dos fatos, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos oficiais competentes, prestando todos os esclarecimentos e informações que se fizerem necessários.

Lagoinha Global

15 de janeiro de 2026.

Folha Gospel com informações de O tempo, UOL, Fuxico Gospel e Lagoinha Global

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