Família cristã no Vietnã
Família cristã no Vietnã

Os líderes cristãos e irmãos Hung, Long e Viet*, da tribo hmong, foram presos pela polícia na semana passada no Centro do Vietnã. De acordo com as autoridades, os três cristãos foram acusados de roubar arroz de outras famílias no vilarejo. Eles cuidam das próprias famílias que totalizam 16 pessoas.

“Quando alguém crê em Deus é agredido, as casas são demolidas e as famílias expulsas pelas autoridades locais do vilarejo. Elas fizeram um anúncio na delegacia dizendo que não permitem que os membros da comunidade sigam outras religiões que não sejam o animismo ou o budismo”, contou Isaac *, um parceiro local da Portas Abertas.

Portanto, quando as famílias dos três cristãos deixou as religiões tradicionais para seguir a Jesus começaram a enfrentar oposição, mesmo que fizessem os cultos nas próprias casas com discrição. “É muito triste. Há poucos dias, a família estava colhendo arroz e milho na própria terra quando a polícia local e o chefe do vilarejo vieram e confiscaram a colheita. Depois a casa deles foi destruída também”, acrescentou Isaac.

Excluídos

“Eles sofreram muito. Primeiro, foram agredidos, depois, a eletricidade e a água foram cortadas. A plantação de arroz e os pouco animais que tinham foram confiscados. O chefe do vilarejo e outros vizinhos também tomaram o trator das famílias cristãs que elas haviam recebido há pouco graças a um auxílio do governo para pequenos produtores rurais”, acrescentou Isaac.

Além disso, o chefe do vilarejo não permite que as famílias cristãs vendam ou comprem produtos nem que tenham contato com membros da comunidade. As autoridades locais também proibiram as crianças cristãs de retornarem à escola.

Apesar da pressão, nenhum dos cristãos renunciou à fé em Jesus. “Não fazemos mal a ninguém, apenas cremos em Jesus. Que mal há nisso? Por que nos perseguem?”, disseram os irmãos. Parceiros locais têm enviado roupas, alimentos e outros itens básicos para a família enquanto os cristãos estão presos. Os recursos são poucos, por isso muitas vezes não há o suficiente para alimentar todos.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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