Fiéis participam de culto com máscara em meio a pandemia do coronavírus
Fiéis participam de culto com máscara em meio a pandemia do coronavírus

O coronavírus levou quase dois terços dos crentes americanos de todas as religiões a sentir que Deus está dizendo à humanidade que mude sua maneira de viver, segundo uma nova pesquisa.

Embora o vírus chacoalhe o mundo, causando dificuldades econômicas para milhões e matando mais de 80.000 americanos, as conclusões da pesquisa da Universidade de Chicago Divinity School e da Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research indicam que as pessoas também podem estar procurando significado mais profundo no surto devastador.

Mesmo alguns que não se afiliam à religião organizada viram uma possível mensagem maior no vírus.

Mais de 60% dos crentes americanos de todas as religiões sentem que a nova pandemia de coronavírus é um sinal de que Deus está dizendo à humanidade para mudar sua forma de viver.

Trinta e um por cento dos americanos que acreditam em Deus sentem “fortemente” que o vírus é um sinal de Deus dizendo à humanidade para mudar.

A pesquisa nacional, realizada de 30 de abril a 4 de maio de 2020, constatou que os evangélicos (43%) são os mais propensos a acreditar que a pandemia é um sinal de Deus, em comparação com 28% dos católicos e protestantes da linha histórica. E os americanos negros, independentemente de educação, renda ou gênero, são mais propensos do que os de outras origens raciais a dizer que sentem que a doença de COVID-19 é um sinal de que Deus quer que a humanidade mude. Quarenta e sete por cento dos afro-americanos dizem que sentem isso fortemente, em comparação com 37% dos latinos e 27% dos americanos brancos, acrescenta a pesquisa.

Cristãos evangélicos brancos (67%), são mais propensos que outros crentes americanos (53%) a sentir que Deus os protegerá de serem infectados. Os cristãos evangélicos brancos (7%) são menos propensos do que outros (15%) a duvidar da existência de Deus ou sentir que Deus abandonou a humanidade (3% vs. 10%) por causa do surto de COVID-19.

Em meio a essa dura realidade, a pesquisa descobriu que americanos negros que acreditam em Deus têm mais chances de dizer que sentiram dúvidas sobre a existência de Deus como resultado do vírus – 27% disseram isso, em comparação com 13% dos latinos e 11% dos americanos brancos.

Mas o vírus provocou uma mudança insignificante na crença geral dos americanos em Deus, com 2% dizendo que acredita em Deus hoje, mas não antes. Menos de 1% diz que não acredita em Deus hoje, mas acreditava antes.

No geral, 82% dos americanos dizem acreditar em Deus e 26% dos americanos dizem que seu senso de fé ou espiritualidade se fortaleceu como resultado do surto. Apenas 1% diz que está enfraquecido.

Folha Gospel com informações de Associated Press e The Christian Post