Em aramaico, mesma língua falada por Jesus Cristo, o arcebispo maronita, dom Edgard Madi, 50 anos, consagrou ontem os cristãos da comunidade libanesa que vivem na Bahia.

Na sua primeira visita a Salvador, a maior autoridade da Igreja Maronita no Brasil também proferiu mensagem de Natal em pleno templo católico apostólico romano, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, nas Mercês. A Igreja Maronita é uma seita cristã que reúne os católicos orientais, principalmente os de origem libanesa, síria e egípcia.

É possível que boa parte dos fiéis presentes ao ritual não tenham entendido algumas palavras proferidas pelo arcebispo. Não pelo fato deste ter nascido no Líbano. Mas porque, em momentos da liturgia, a missa maronita é celebrada em aramaico. “Conservamos as orações e as palavras da consagração na língua de Cristo”, explica, em bom português. No Líbano, a maioria das missas ainda hoje é celebrada integralmente em aramaico. “Manter essa tradição é uma forma de reforçar a fé”, acredita o sacerdote, que enxerga a necessidade de criação de uma paróquia maronita na Bahia.
Emocionados com a presença do arcebispo, os seguidores da doutrina maronita lotaram a igreja. “Esse é um momento único. Não é todo dia que contamos com a presença de uma pessoa tão ilustra”, felicita-se a dentista Kátia Tawiz, baiana descendente de libaneses. Em franca comunhão com a Igreja Apostólica Romana, apesar dos fortes traços orientais, a Igreja Maronita também reconhece a autoridade do Vaticano. É o papa que nomeia os seus padres, bispos e arcebispos. Mesmo os santos da Igreja Maronita são reconhecidos pelo papa.

Fonte: Aqui Salvador