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Israel recebe os últimos reféns sequestrados; Trump agradece ao “Deus Todo-Poderoso de Abraão, Isaque e Jacó”

Familiares aguardam com emoção a chegada dos reféns libertados após o acordo entre Israel e Hamas. (Foto: IDF)
Familiares aguardam com emoção a chegada dos reféns libertados após o acordo entre Israel e Hamas. (Foto: IDF)

Os últimos 20 reféns israelenses vivos mantidos pelo grupo Hamas foram libertados nesta segunda-feira (13), em um dia que já é considerado histórico.

Israelenses se alinharam nas ruas para agitar bandeiras e mostrar apoio enquanto as IDF (Forças de Defesa de Israel) transportavam os sete primeiros reféns vivos de Gaza para Re’im.

Eles faziam parte do grupo de 251 pessoas sequestradas em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do Hamas a Israel, que resultou na morte de aproximadamente 1.200 pessoas.

Os reféns, que passaram mais de 700 dias em cativeiro, foram entregues à Cruz Vermelha e levados à base militar de Re’im, no sul de Israel, onde reencontraram suas famílias e receberam atendimento médico e psicológico.

Entre os libertados estão jovens sequestrados durante o festival Nova, soldados capturados em combate e civis levados de kibutzim próximos à fronteira.

O retorno dos reféns encerra um dos capítulos mais dolorosos da guerra entre Israel e Hamas, iniciada há dois anos.

A libertação, parte da primeira fase do acordo de paz mediado pelos EUA, marca o início de uma nova etapa nas relações entre Israel e Palestina.

Em troca, Israel iniciou a libertação de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua. A operação foi realizada sob forte esquema de segurança e sem cobertura midiática, conforme estipulado no acordo.

O plano de paz, apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e negociado com mediação de Egito, Catar e Turquia, prevê ainda o cessar-fogo permanente, o recuo das tropas israelenses para linhas previamente acordadas dentro da Faixa de Gaza, e a criação de um conselho internacional para discutir o futuro governo do território palestino.

Reféns mortos

Durante o período de cativeiro, 28 reféns foram confirmados como mortos. A entrega dos corpos está ocorrendo em etapas: apenas quatro foram devolvidos até agora, o que gerou forte indignação entre familiares e organizações como o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas.

“Esta é uma violação flagrante do acordo pelo Hamas”, afirmou o fórum. “Esperamos que o governo israelense e os mediadores ajam imediatamente para corrigir esta terrível injustiça.”

A devolução dos corpos é uma das cláusulas mais sensíveis do acordo de paz, e ainda não há prazo definido para que todos os restos mortais sejam entregues.

Israel, por sua vez, condicionou parte da reconstrução de Gaza à devolução completa dos corpos.

O Hamas alegou não saber a localização de todos os corpos, e uma força-tarefa internacional, com participação da Turquia, Catar, Egito, EUA e Israel, foi criada para ajudar na busca e identificação dos restos mortais.

Donald Trump em Israel

O presidente dos EUA, Donald Trump, aterrissou no Aeroporto Internacional Ben Gurion nesta segunda-feira (13), onde foi recebido pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e membros do governo israelense.

A chegada ocorreu sob forte esquema de segurança, com tapete vermelho, bandeiras hasteadas e ampla cobertura da imprensa internacional.

Trump chegou ao país para discursar no Knesset, o Parlamento israelense, e acompanhar a libertação dos últimos 20 reféns israelenses vivos mantidos pelo Hamas há 738 dias.

A chegada dos reféns faz parte da primeira fase do acordo de paz que visa pôr fim à guerra iniciada em 7 de outubro de 2023.

Em seu discurso, Trump exaltou a libertação dos reféns como “um triunfo incrível para Israel e para o mundo” e declarou:

“Esta é a minha grande honra – um grande e belo dia. Um novo começo”, disse o presidente americano. “Este é um dia histórico, o fim de uma era de mortes e terror, e um novo amanhecer para o Oriente Médio.”

“Hoje os céus estão calmos, as armas estão em silêncio”, disse ele, “em uma região que viverá em paz por toda a eternidade”.

Em diversos momentos, o presidente americano foi ovacionado de pé por todos os presentes.

“Contra todas as probabilidades, fizemos o impossível e trouxemos nossos reféns de volta para casa”, declarou Trump às autoridades de Israel reunidas no Knesset.

Referências à fé e à Bíblia

Trump fez referência ao livro sagrado dos judeus e à ideia de Deus como testemunha do momento histórico.

“Nos reunimos em um dia de profunda alegria, de esperança crescente, de fé renovada – e, acima de tudo, um dia para dar nossos mais profundos agradecimentos ao Deus Todo-Poderoso de Abraão, Isaque e Jacó”, disse ele.

“Os reféns estão de volta! É tão bom poder dizer isso”, discursou. “Este é o nascimento de um novo Oriente Médio, onde a paz deve florescer sob o olhar de Deus.”

Donald Trump discursa no Knesset em um momento histórico, durante a cerimônia de retorno dos reféns israelenses. (Captura de tela/YouTube/White House)

A menção à fé foi recebida com entusiasmo, especialmente por parlamentares religiosos, que viram na fala um sinal de alinhamento espiritual com Israel.

“Após tantos anos de guerra incessante e perigos sem fim, hoje, os céus estão calmos, as armas silenciadas, as sirenes silenciosas, e o sol nasce em uma Terra Santa que finalmente está em paz”, disse Trump. “Uma terra e uma região que viverão, se Deus quiser, em paz por toda a eternidade.”

‘Amigo de Israel’

O primeiro-ministro israelense, que discursou antes do presidente americano, descreveu Trump como “o maior amigo que Israel já teve”.

“Trump é o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca. Seu nome estará para sempre gravado na história do nosso povo”, afirmou.

Netanyahu evocou a Bíblia ao dizer que “em nossos momentos mais escuros, pedimos a Deus que nos mostrasse um caminho – e ele o fez através de nossos amigos”.

“Há tempos de paz e tempos de guerra. Os dois últimos anos foram tempos de guerra, mas agora entramos em tempos de paz. Dentro e fora de Israel”, declarou o primeiro-ministro.

Netanyahu destacou ainda o papel de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, apoiar as operações militares contra o Irã e promover os Acordos de Abraão.

O Knesset estava lotado. Bandeiras de Israel e dos EUA decoravam o plenário, e o ambiente era de celebração e reverência.

Parlamentares de diferentes partidos se uniram em aplausos e cânticos. O presidente Isaac Herzog também esteve presente, reforçando o caráter histórico da ocasião.

Herzog saudou a libertação dos primeiros reféns do Hamas e disse que Israel estava aguardando a libertação de todos os prisioneiros remanescentes.

“Com agradecimentos a Deus acolhemos nossos entes queridos. Estamos esperando por todos – todos os últimos”, disse Herzog.

Egito e a Cúpula da Paz

Após o discurso, Trump seguiu para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde liderará uma cúpula internacional ao lado do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.

O encontro reunirá líderes de mais de 20 países, incluindo Emmanuel Macron, Keir Starmer, Pedro Sánchez e Recep Tayyip Erdogan.

O objetivo é assinar um documento que formaliza o fim da guerra na Faixa de Gaza e iniciar uma nova fase de reconstrução e estabilidade regional.

Segundo o plano de paz, as próximas etapas incluem:

  • A criação de uma força de segurança palestina com apoio árabe.
  • O desarmamento do Hamas.
  • A reconstrução de Gaza com financiamento internacional.
  • A supervisão do processo por Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Reações internacionais

A comunidade internacional reagiu com alívio e esperança. O presidente francês Emmanuel Macron classificou o acordo como “um grande avanço diplomático” e elogiou os esforços de Trump e dos mediadores regionais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia está pronta para contribuir com a reconstrução de Gaza e apoiar a transição política baseada na solução de dois Estados.

Em Londres, Nova York e Paris, manifestações espontâneas celebraram o retorno dos reféns. Na Trafalgar Square, membros da comunidade judaica realizaram uma vigília em homenagem às vítimas do conflito, enquanto em Tel Aviv, milhares se reuniram na “Praça dos Reféns” para acompanhar a libertação em tempo real.

Fonte: Guia-me com informações de Globo, Jerusalem Post, Guardian e Ynet News

Emissora pública na Espanha pede desculpas por chamar crescimento de igrejas evangélicas de “perigoso”

Captura de tela do programa "Directo al Grano", da RTVE, apresentado por Marta Flich, cujo segmento de 22 de setembro de 2025 sobre igrejas evangélicas gerou reclamações públicas e um pedido oficial de desculpas da emissora. | Captura de tela/YouTube/RTVE Play
Captura de tela do programa "Directo al Grano", da RTVE, apresentado por Marta Flich, cujo segmento de 22 de setembro de 2025 sobre igrejas evangélicas gerou reclamações públicas e um pedido oficial de desculpas da emissora. | Captura de tela/YouTube/RTVE Play

A emissora pública espanhola RTVE pediu desculpas por um programa que descreveu o crescimento das igrejas evangélicas como “preocupante” e as retratou como “perigosas”, prometendo lidar com questões religiosas com “o máximo cuidado” após uma onda de reclamações de organizações evangélicas e telespectadores.

De acordo com uma reportagem do Evangelical Focus, a polêmica começou depois que o episódio de 22 de setembro do programa vespertino Directo al Grano, da RTVE, exibiu um trecho que destacava igrejas evangélicas, usando imagens de congregações sem consentimento e apresentando-as de forma negativa. O programa fazia referência a um pastor que não representava a comunidade evangélica mais ampla da Espanha.

O trecho gerou críticas generalizadas de indivíduos e entidades evangélicas, incluindo a Federação de Entidades Religiosas e Evangélicas da Espanha (FEREDE), que apresentou uma queixa formal à direção da RTVE.

Beatriz Ariño, ombudswoman do público da RTVE, reconheceu as preocupações dos telespectadores e pediu desculpas em uma carta enviada aos que reclamaram. “Lamentamos muito a decepção de vocês e compreendemos perfeitamente a sua raiva”, escreveu ela, segundo a Evangelical Focus.

Ariño citou o mandato interno da RTVE, que proíbe a discriminação com base na religião e instrui jornalistas a evitar preconceitos e parcialidades ao abordar questões de crença. Ela disse que a emissora “tomou nota do erro”.

A equipe do Directo al Grano admitiu que o trecho foi retirado depois que os produtores perceberam que ele se referia incorretamente à “Igreja Evangélica” em vez de “falsos pastores ou seitas”. Em uma transmissão posterior, a apresentadora Marta Flich emitiu uma correção no ar:

“Na semana passada, publicamos um alerta em manchete sobre o crescimento preocupante da Igreja Evangélica na Espanha. Gostaríamos de esclarecer que estávamos falando apenas sobre a disseminação de mensagens sectárias por alguns pastores agindo por conta própria, e não sobre a Igreja Evangélica como um todo, que existe em nosso país há 150 anos. Pedimos desculpas a qualquer telespectador que possamos ter ofendido, reconhecemos o erro e trataremos questões relacionadas à liberdade religiosa com o máximo cuidado.”

Em um artigo de opinião anterior publicado pelo Evangelical Focus, o jornalista e diretor digital do Protestante, Daniel Hofkamp, ​​disse que o episódio refletia “uma visão tendenciosa e manipulada da realidade do evangelicalismo na Espanha”.

Hofkamp observou que vários grandes veículos de comunicação noticiaram recentemente o crescimento das igrejas evangélicas, muitas vezes interpretando mal sua linguagem e tradições. “O discurso midiático não está isento de preconceitos contra os cristãos evangélicos”, escreveu ele, “sejam eles herdados da tradição católica — que anteriormente descrevia os protestantes como ‘hereges’ — ou de novos preconceitos que pintam os evangélicos com conotações políticas ou esotéricas”.

Ele alertou que tal cobertura corre o risco de estigmatizar uma comunidade religiosa crescente que agora representa uma das maiores minorias religiosas da Espanha. “O que um pastor declara é considerado representativo de toda a realidade evangélica”, escreveu Hofkamp, ​​”sem consultar vozes mais autorizadas ou especializadas, como a Aliança Evangélica Espanhola ou a FEREDE”.

Ele acrescentou que a comunidade evangélica da Espanha, que cresceu constantemente nas últimas décadas — em parte por meio da imigração da América Latina — frequentemente relata ser mal compreendida ou mal representada na grande mídia.

Hofkamp argumentou que a controvérsia da RTVE marcou “o ápice de uma estigmatização gradual da mídia” e instou os jornalistas espanhóis a aplicarem o mesmo rigor e respeito na cobertura dos evangélicos que aplicariam a qualquer outra fé. “A emissora pública espanhola faria bem em considerar se é assim que deseja informar seus telespectadores”, concluiu.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente no Christian Daily International

Pastor preso injustamente por 13 anos morre 3 dias após absolvição de acusação de blasfêmia

O pastor Zafar Bhatti foi falsamente acusado de blasfêmia em 2012. (Foto: Church in Chains).
O pastor Zafar Bhatti foi falsamente acusado de blasfêmia em 2012. (Foto: Church in Chains).

Zafar Bhatti, um pastor cristão no Paquistão que passou 13 anos na prisão por uma falsa condenação por blasfêmia, morreu de parada cardíaca apenas três dias após sua absolvição. Ele havia retornado para casa após ser inocentado por um tribunal superior, mas desmaiou antes que sua família pudesse providenciar atendimento médico.

Bhatti, 62 anos, fundador da Igreja da Missão Mundial de Jesus, foi preso em julho de 2012 em Rawalpindi, província de Punjab, após um clérigo local acusá-lo de enviar mensagens de texto que insultavam a mãe do profeta islâmico Maomé. Ele foi acusado sob o Artigo 295(C) do Código Penal do Paquistão, uma disposição que prevê pena de morte para quem profanar o nome do profeta muçulmano.

Seu advogado, Saif ul Malook, disse à UCA News que a saúde de Bhatti havia se deteriorado drasticamente durante sua permanência na Prisão de Adiala. Ele sofria de diabetes e doenças cardíacas e teve dois ataques cardíacos leves enquanto estava sob custódia, informou o grupo Christian Solidarity Worldwide (CWS), sediado no Reino Unido , ao noticiar sua morte.

Malook havia repetidamente solicitado fiança por motivos médicos, argumentando que as condições da prisão eram inadequadas e haviam piorado o estado de saúde de Bhatti. Bhatti, que alegou inocência desde o início, teria sido torturado sob custódia para confessar.

Em 2017, ele foi condenado à prisão perpétua, mas seu caso permaneceu no limbo de apelação por anos.

De acordo com a Church In Chains , pelo menos 47 audiências foram agendadas entre sua condenação e sua libertação final, com cada uma delas adiada sem resolução.

Apesar dos avisos médicos, incluindo um atestado médico de 2019 informando que um terceiro ataque cardíaco poderia ser fatal, Bhatti permaneceu sob custódia até sua absolvição na última quinta-feira.

Três anos antes, em janeiro de 2022, um tribunal de sessões havia aumentado sua punição para uma sentença de morte, embora isso nunca tenha sido executado.

A Voz dos Mártires relatou que a libertação de Bhatti foi recebida com festa por sua família e apoiadores. Reunido com sua esposa, Nawab Bibi, o pastor estava esperançoso e relativamente bem-humorado, embora ainda fisicamente debilitado.

Sua morte foi um choque para a comunidade cristã no Paquistão, que há muito tempo fazia campanha por sua libertação.

Durante sua prisão, Bibi falou repetidamente sobre o impacto psicológico que isso teve sobre ambos.

Ela disse em uma entrevista de 2017 ao repórter Shamim Masih, da Associação Cristã Britânica Paquistanesa, que seu marido enfrentava ameaças e espancamentos diários dentro da prisão. “Houve inúmeras tentativas de matar meu marido — ele sofre bullying todos os dias e não está a salvo nem dos detentos nem dos funcionários da prisão”, disse ela. “Todos os dias me preocupo com a possibilidade de receber a notícia de que ele está morto.”

Ela disse que eles oravam juntos durante as visitas à prisão, na esperança de uma intervenção divina. “Sei que Deus o libertará um dia, mas peço aos cristãos de todo o mundo que orem por ele e desafiem seus governos a ajudá-lo.”

O trabalho do casal na igreja atraiu a ira dos moradores locais, disse ela, principalmente porque a congregação dele havia crescido apesar da oposição. “Gostaria que nossos perseguidores vissem que os cristãos não são criaturas malignas. Somos seres humanos criados por Deus, o mesmo Deus que os criou, embora eles ainda não saibam disso”, disse ela.

As leis de blasfêmia do Paquistão foram amplamente condenadas por grupos internacionais de direitos humanos.

A Portas Abertas EUA e outras organizações de fiscalização afirmam que as leis são frequentemente usadas para atingir minorias, resolver vinganças pessoais ou incitar a violência em massa. As condenações são frequentemente baseadas em pouca ou nenhuma evidência, e os recursos podem se arrastar por anos.

O diretor executivo da CSW, Scot Bower, disse que o caso mostrou como a lei pode ser manipulada para punir pessoas inocentes. Ele pediu indenização à viúva de Bhatti e exigiu a revogação total das disposições do Paquistão sobre blasfêmia.

Bower disse que as leis de blasfêmia são “redigidas de forma vaga e frequentemente mal utilizadas para acertar contas pessoais ou atingir membros de comunidades religiosas minoritárias”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

EUA exige a libertação de pastor de uma das maiores igrejas clandestinas da China

Pastor Ezra Jin Mingri, líder da Igreja Zion, na China (Foto: Reprodução)
Pastor Ezra Jin Mingri, líder da Igreja Zion, na China (Foto: Reprodução)

O governo Trump pediu a libertação imediata de um pastor de uma igreja clandestina detido na China, cujos filhos são cidadãos americanos. A demanda do Departamento de Estado ocorre após uma repressão generalizada das autoridades chinesas contra grupos religiosos não registrados.

O pastor Jin Mingri, também conhecido como Ezra Jin, foi detido na sexta-feira em sua casa em Beihai, província de Guangxi, segundo sua filha. Na mesma época, quase 30 outros líderes e membros da Igreja Zion foram presos ou dados como desaparecidos em diversas cidades, incluindo Pequim, Xangai e Shenzhen, informou o The New York Times .

O secretário de Estado Marco Rubio emitiu uma declaração condenando as prisões e pedindo a Pequim que permita que pessoas de todas as religiões, incluindo membros de igrejas domésticas, pratiquem seus cultos sem medo de retaliação, uma posição que se tornou cada vez mais controversa em meio às crescentes tensões entre os EUA e a China.

“Essa repressão demonstra ainda mais como o PCC exerce hostilidade contra cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé e optam por adorar em igrejas domésticas não registradas”, disse Rubio no comunicado.

Jin, de 56 anos, é o fundador da Igreja Zion, uma congregação evangélica não denominacional que surgiu em 2007 e se tornou uma das maiores igrejas clandestinas da China. O pastor, que se juntou aos protestos pró-democracia durante as manifestações da Praça da Paz Celestial em 1989, converteu-se ao cristianismo logo depois e se formou no Seminário Teológico Fuller, na Califórnia.

A Igreja Zion ou Igreja de Sião foi oficialmente fechada em 2018 depois que as autoridades invadiram seu santuário em Pequim, o que levou a igreja a transferir seus cultos para o ambiente online e expandir sua rede pela China.

Os cultos virtuais de Zion frequentemente atraíam até 10.000 participantes no Zoom, YouTube e WeChat, entre outras plataformas, de acordo com o The Wall Street Journal .

A filha de Jin, Grace Jin Drexel, funcionária do Senado dos EUA que mora na região de Washington, disse que seu pai continuou liderando a igreja remotamente, sob constante vigilância e impedido de sair da China. Sua esposa, Chunli Liu, de nacionalidade chinesa, mora nos EUA desde 2018 com seus três filhos, todos cidadãos americanos.

“Eles têm medo da influência do meu marido”, disse Liu em uma entrevista em vídeo. Grace disse que seu pai tentou visitar a Embaixada dos EUA em Pequim recentemente para renovar o visto, mas as autoridades o interceptaram, o levaram ao aeroporto e o forçaram a deixar a capital. A família não teve contato com ele após sua detenção, e ainda não está claro se ele havia sido formalmente acusado.

O pastor Sean Long, líder da Igreja de Sião nos EUA, foi citado dizendo que a igreja esperava que Jin enfrentasse acusações relacionadas à disseminação online de conteúdo religioso, um crime que se tornou mais rigorosamente regulamentado desde que novas regras foram promulgadas em setembro, exigindo que atividades religiosas sejam conduzidas apenas por canais registrados pelo estado. Long disse que os líderes da igreja estavam se preparando para a possibilidade de Jin receber uma longa pena de prisão.

Grace Jin disse que seu pai havia falado em se afastar de seu papel de liderança para se reunir com a família. “…Parecia que algo grande ia acontecer de novo”, disse ela ao Times. “Só não sabíamos quando ou em que medida.”

Muitos membros da Igreja de Sião expressaram temor de que a repressão se expanda ainda mais. No domingo, a preocupação aumentou quando os fiéis compartilharam notícias de detenções e líderes desaparecidos, com alguns temendo que toda a liderança da igreja pudesse ser presa em breve, de acordo com o Journal.

Bob Fu, fundador do grupo americano ChinaAid Association, disse que as detenções representam “a mais extensa e coordenada onda de perseguição” contra igrejas clandestinas na China em mais de 40 anos.

Corey Jackson, fundador da Luke Alliance, outro grupo de defesa dos cristãos perseguidos com sede nos EUA, chamou a operação de a mais significativa desde 2018, alertando que a situação pode piorar ainda mais.

A Constituição chinesa garante nominalmente a liberdade de religião, mas o Partido Comunista, que oficialmente endossa o ateísmo, reconhece apenas organizações religiosas aprovadas pelo Estado.

Acredita-se que dezenas de milhões de cristãos chineses frequentam igrejas domésticas, que operam sem registro governamental e são frequentemente assediadas pela polícia. Até mesmo o Movimento Patriótico das Três Autonomias para Protestantes, aprovado pelo governo, e a Associação Católica Patriótica Chinesa para Católicos estão sujeitos à vigilância, censura e controle por clérigos nomeados pelo Estado. Algumas também enfrentaram fechamentos ou demolições por resistirem a diretrizes políticas.

Sob a liderança de Xi Jinping, a China intensificou o escrutínio de grupos religiosos não oficiais, classificando alguns como seitas e incentivando os cidadãos a denunciá-los.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cerca de 28,8 milhões de crianças vivem na pobreza no país, diz Unicef

Criança sentada no chão com um prato de arroz (Foto: Canva Pro)
Criança sentada no chão com um prato de arroz (Foto: Canva Pro)

Hoje, 12 de outubro, é celebrado o Dia da Criança. Contudo, os dados mostram que ainda há pouco o que comemorar. Segundo o estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em janeiro deste ano, o número de crianças e adolescentes vivendo em situação de pobreza é de 28,8 milhões. Se levar em consideração apenas as que têm até 6 anos de idade, cerca de 3,3 milhões enfrentam a pobreza extrema no país.

Apesar desse grupo, na maioria das vezes, viver longe dos olhos da maior parte da sociedade, é responsabilidade do cristão amparar e acolher os pequeninos que sofrem. Para o pastor Ricardo Costa, líder da Comunidade Presbiteriana Vinhedo, mestre em Missiologia, diretor de Treinamento da MPC Brasil e coordenador da Escola de Jesus, cristão de verdade não pode viver apenas de teorias.

“Pregar o Evangelho apenas com um discurso que não possa ser demonstrado não é, em absoluto, pregar o Evangelho. Assim, toda forma de manifestação de misericórdia ao próximo é uma ação lícita com a qual a igreja pode se envolver, conforme a necessidade do seu contexto”, ressalta Costa.

Além disso, o pastor lembra que os dons dados por Deus às pessoas devem ser usados para ajudar o próximo, principalmente as crianças, que estão no grupo mais vulnerável da história. Inclusive, a igreja pode criar ações e convidar outros profissionais que não sejam da mesma religião para ajudar nessa campanha humanitária.

“Profissionais que poderiam se envolver nesse tipo de ação precisariam ser selecionados baseados em seu compromisso com o Evangelho. Contudo, em ações que possam ser para suprir necessidades sociais gerais, como de saúde, corte de cabelo, etc., podem ter colaboração de profissionais que não sejam cristãos, junto com outros cristãos”, orienta.

Olhar amoroso de Deus sobre as crianças deve nos inspirar

O olhar de Deus sobre a infância é um olhar de amor, cuidado e propósito. Proteger e ensinar os pequeninos é mais do que um dever social — é uma missão espiritual. Na Bíblia, as crianças ocupam um lugar especial no coração de Deus. Jesus as colocou como modelo de pureza, humildade e fé, e as Escrituras estão repletas de orientações sobre como elas devem ser tratadas. Em Marcos 9:36-37, Jesus deixa claro que acolher uma criança é acolher o próprio Deus:

“Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou.” O salmista também reforça que todas as crianças são criaturas divinas, formadas com amor e propósito: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Salmos 139:13).

Desde cedo, elas precisam ser ensinadas no caminho do Senhor. Como está em Deuteronômio 6:6-7: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”

O ensino deve ir além do conhecimento religioso: envolve caráter, exemplo e amor, conforme Provérbios 22:6 orienta: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele.”

O cuidado também inclui atenção às crianças em situação de vulnerabilidade. Em 1 Timóteo 5:4, Paulo destaca que a piedade começa dentro de casa: “Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.”

Cuidar dos pequenos hoje é também semear o próprio futuro, como diz Provérbios 17:6: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.” Educar com amor é outro princípio essencial. A Bíblia adverte contra a rigidez e o autoritarismo: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

Essa criação com afeto e sabedoria está diretamente ligada à proteção divina, pois, como ensina Mateus 18:10, “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus.”

A fé também precisa ser transmitida de geração em geração. O salmista registra: “Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez” (Salmos 78:4). E lembra que as crianças são bênçãos dadas por Deus: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão” (Salmos 127:3).

Por fim, Jesus mostra o exemplo mais poderoso de todos. Em Mateus 18:2, Ele chama uma criança e a coloca no centro do grupo, dizendo: “Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

Orientações bíblicas sobre as crianças

Fazer o bem a uma criança e fazer o bem ao próprio Deus
“Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”. Marcos 9:36,37

Todas as crianças são criaturas de Deus e merecem respeito
“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe”. Salmos 139:13

As crianças devem ser ensinadas no caminho do Senhor
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Deuteronômio 6:6-7

Os pequenos também devem ser instruídos a terem bom caráter
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele”. Provérbios 22:6

É preciso dar assistência às crianças em situação vulnerável
“Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus”. 1 Timóteo 5:4

Crianças bem cuidadas hoje cuidarão de você amanhã
“Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais”. Provérbios 17:6

Eduque sem grosseria ou ignorância
“E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Efésios 6:4

As crianças são protegidas por Deus
“Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus”. Mateus 18:10

Mostre as crianças o quanto Deus é poderoso
“Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez”. Salmos 78:4

Deus transmite as Suas bençãos às crianças
“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão”. Salmos 127:3

Jesus amava as crianças e devemos imitá-lo
“Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, 3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Mateus 18:2

Fonte: Comunhão

Crianças cristãs enfrentam humilhação e isolamento

Crianças orando (Foto Canva Pro)
Crianças orando (Foto Canva Pro)

A discriminação e a exclusão de crianças cristãs são observadas em 72% dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos, segundo uma nova pesquisa da Portas Abertas. O estudo revela que o isolamento social e o assédio contra crianças cristãs têm consequências psicológicas a longo prazo. 

A discriminação por meio da educação é a área de maior pressão, identificada em 100% dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2025, seguida pela violência psicológica e pelo assédio verbal, relatados em 92% dos países. 

“Eu não sabia o que dizer quando falavam coisas ruins sobre Jesus. Eu não tinha respostas. Também não tinha ninguém para perguntar. Me sentia envergonhado por ser cristão”, diz Adel (pseudônimo), um cristão egípcio de dez anos entrevistado no estudo. 

Adel relata discriminação na escola e em seu trabalho em uma oficina na periferia do Cairo. Ele conta que recebia menos do que crianças muçulmanas e era zombado e chamado de “louco” por causa de sua fé. Encontrar um ministério de jovens foi o caminho para escapar da infelicidade. 

Efeitos da exclusão social sobre jovens cristãos 

“A exclusão social que crianças cristãs enfrentam afeta muitas esferas da vida”, observa Kathryn de Carvalho, analista de perseguição religiosa específica da Portas Abertas e uma das autoras do estudo. 

“Desde a rejeição social por colegas no recreio ou em shoppings até a vergonha imposta por figuras de autoridade, o afastamento por parte da própria família ou a exclusão da comunidade mais ampla. O impacto na fé, na identidade e no bem-estar mental da criança pode ser devastador”, ela relata. 

O estudo lista diversos efeitos da exclusão social sobre jovens cristãos.

  • Dificuldades de saúde mental: depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, baixa autoestima. 
  • Dificuldade em formar relações de confiança.
  • Impactos na saúde física comparáveis ao consumo de até 15 cigarros por dia.
  • Oportunidades educacionais e profissionais limitadas.
  • Crescimento espiritual prejudicado e desconexão de comunidades de fé.

A pesquisa da Portas Abertas pede a integração da Liberdade de Crença Religiosa no Artigo 14 da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Além disso, recomenda maior capacitação e envolvimento de pessoas relevantes em questões religiosas locais sobre como eliminar práticas nocivas contra crianças. 

“A forma como famílias, igrejas e comunidades respondem tem o potencial de apoiar e fortalecer jovens cristãos. Construir um senso de pertencimento e conexão social pode ajudar indivíduos a prosperar e ter liberdade para crescer em sua fé”, afirma a pesquisa. 

O estudo destaca o papel essencial de clubes juvenis cristãos e redes de apoio para reduzir os impactos nocivos à saúde e ajudar jovens cristãos a confiar nos outros e formar boas relações.  

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Pedidos de oração por crianças cristãs perseguidas 

  • Ore para que as crianças discriminadas por seguir a Jesus lembrem que sua identidade é definida em Cristo apenas e não em qualquer ofensa ou preconceito humanos.  
  • Interceda por cura e consolo para crianças cristãs perseguidas.  
  • Clame por sabedoria para os pais, líderes cristãos e outros responsáveis que cuidam e ensinam as crianças em contexto de perseguição e exclusão por motivo religioso. 

Fonte: Portas Abertas

Cristão é expulso de casa pelos filhos e pede comida nas rua de Bangladesh

Bandeira de Bangladesh fixada no mapa (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Bangladesh fixada no mapa (Foto: Canva Pro)

Os cristãos de origem muçulmana em Bangladesh são alguns dos mais perseguidos. Quase todos eles enfrentam perseguição diariamente. Quem abandona o islamismo para seguir a Jesus geralmente é isolado ou até mesmo expulso do convívio com a família e com a comunidade.

Recentemente, Mamun (pseudônimo), um cristão de origem muçulmana de 56 anos, teve seu terreno roubado pela família. Os próprios filhos o expulsaram de casa, deixando-o sem ter onde morar e sem sustento. A única alternativa para Mamun foi começar a pedir comida nas ruas.

Ele conheceu Jesus por meio da esposa em 2010 e começou a frequentar cultos e treinamentos. O casal era ativo na igreja e servia em diversos ministérios. “Minha esposa era uma mulher de fé. Ela me incentivava a frequentar as atividades da igreja e me ajudava muito, mas morreu em decorrência de um câncer de mama em março de 2024”, conta Mamun.

Após a conversão, Mamun e a esposa enfrentaram pressões e ameaças da família, mas permaneceram fiéis ao Senhor. A perseguição não foi capaz de afastá-los da fé.

A expulsão de Mamun foi um duro golpe, não apenas pelo ato, mas pelas palavras que ele ouviu dos filhos. “Eles me avisaram: ‘Se você quiser ficar vivo, saia dessa vila, se não, você terá problemas. Nunca mais volte aqui’.”

Como ele está hoje

Atualmente, Mamun está vivendo em uma casa alugada, mas as condições não são boas porque sua saúde é frágil e ele não consegue trabalho, por mais que procure. “Não consigo pagar as contas, então o dono da casa está me pedindo para devolvê-la. Eu não sei para onde ir. Muitas vezes passo dias sem comida, então vou às casas de outros cristãos que me convidam para almoçar”, diz Mamun.

Um dos parceiros locais da Portas Abertas conversou com líderes cristãos locais sobre a situação de Mamun, mas infelizmente não há muito o que eles possam fazer no momento pois os recursos das igrejas em Bangladesh também são poucos.

“Assim que soubemos da situação de Mamun, oferecemos tratamento de saúde e alimentos, mas ainda não é o suficiente para resolver o problema porque ele precisa de uma fonte de renda. Mamun era um cozinheiro e trabalhava em um restaurante, mas por causa dos problemas de saúde que prejudicaram sua visão, ele precisou abandonar a profissão”, conta um de nossos parceiros.

Fonte: Portas Abertas

Discriminação de cristãos na Turquia é denunciada na ONU

Markus Stefan Hofer, Oficial de Comunicações e Advocacia da ONU da WEA, discursando no Conselho de Direitos Humanos da ONU durante a Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia em 29 de setembro de 2025. / Foto: WEA na ONU
Markus Stefan Hofer, Oficial de Comunicações e Advocacia da ONU da WEA, discursando no Conselho de Direitos Humanos da ONU durante a Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia em 29 de setembro de 2025. / Foto: WEA na ONU

A Aliança Evangélica Mundial ( WEA ) e a Aliança Batista Mundial (BWA) fizeram uma declaração oral conjunta na 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU , durante a adoção do resultado da Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia , em 29 de setembro.

Eles expressaram sua preocupação com as proibições de entrada que a comunidade protestante, que “inclui cidadãos e não cidadãos, bem como muitos membros estrangeiros — alguns residentes de longa data com famílias”, enfrenta na Turquia.

A WEA e a BWA explicaram que, apesar de “não terem sido acusados ​​de nenhum crime”, esses cristãos “estão sendo banidos do país simplesmente por causa de sua filiação religiosa”.

“A exclusão deles também perturba as congregações locais , muitas vezes deixando as comunidades sem pastor”, alertaram.

É por isso que a declaração instou o governo turco “a se envolver em um diálogo estruturado com a minoria protestante e a incluir representantes da comunidade em reuniões oficiais”.

Discurso de ódio

Além das proibições de entrada, as entidades evangélicas denunciaram que “os cristãos vivenciaram um aumento de discursos de ódio e crimes de ódio em 2024”, e “os autores foram soltos sem consequências, alimentando a desconfiança”.

Portanto, a declaração conjunta encorajou as autoridades turcas a “reforçar a sua legislação, definindo claramente o discurso de ódio e os crimes de ódio, em conformidade com as normas internacionais, e a garantir que todas as queixas sejam efetivamente investigadas e os perpetradores responsabilizados”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Israel e Hamas assinam acordo de paz; presidente israelense cita profecia de Jeremias

Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)
Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (8) que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do acordo de paz para a Faixa de Gaza, que pode representar um passo decisivo rumo ao fim do conflito na região.

Segundo Trump, após intensas negociações no Egito, Israel e o Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz proposto pelos EUA.

“Isso significa que todos os reféns serão libertados muito em breve, e Israel vai retirar suas tropas até uma linha acordada”, informou Trump ao anunciar o acordo nas redes sociais.

Ele também destacou que “todas as partes” seriam tratadas de forma justa e descreveu o pacto como “os primeiros passos rumo à paz duradoura”.

Para Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, o momento foi “um grande dia para Israel”. Ele observou que seu governo se reunirá nesta quinta-feira (9) para aprovar o acordo e “trazer todos os nossos queridos reféns de volta para casa”.

Já o Hamas, ao confirmar o anúncio, afirmou que o pacto “encerra a guerra em Gaza, garante a retirada completa das forças de ocupação, permite a entrada de ajuda humanitária e estabelece uma troca de prisioneiros”.

Após a divulgação da notícia, Isaac Herzog, presidente de Israel, compartilhou no X: “Neste momento, o coração de Israel bate em uníssono com o dos reféns e suas famílias”.

Em seguida, o presidente citou a passagem bíblica descrita no livro de ‭‭Jeremias‬ ‭31‬:‭16‬-‭17‬, que diz: “Assim diz o Senhor: ‘Reprima a sua voz de choro e enxugue as lágrimas de seus olhos, porque o seu trabalho será recompensado’, diz o Senhor; ‘pois os seus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o seu futuro’, diz o Senhor, ‘porque os seus filhos voltarão para a sua própria terra.’”

E destacou: “Eles retornarão da terra do inimigo e os filhos retornarão às suas fronteiras”.

O anúncio ocorre dois anos e dois dias após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar contra o grupo na Faixa de Gaza.

Entenda o acordado

Conforme a BBC News, o que foi firmado corresponde à primeira fase de um plano de paz anunciado pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, na última semana, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Desta vez, Trump teria demonstrado forte determinação em avançar com o acordo, utilizando a influência dos Estados Unidos para impulsionar o processo e garantir o envolvimento de todas as partes.

O Hamas também enfrentou intensa pressão internacional. Países árabes e muçulmanos manifestaram apoio à proposta americana, e as negociações contaram com a participação ativa do Egito, Catar e Turquia.

Como Israel e o Hamas não mantêm contato direto, as tratativas foram mediadas pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, pelo genro de Trump, Jared Kushner, e por representantes dos países envolvidos.

Próximos passos

Nesta quinta-feira (9), o governo de Israel deve votar o acordo. Caso seja aprovado, Israel iniciará a retirada gradual de suas tropas da Faixa de Gaza até a área definida no entendimento, segundo informou um alto funcionário da Casa Branca à emissora CBS News.

Ainda conforme a fonte, a retirada militar deve ocorrer em até 24 horas. Após essa etapa, começará uma contagem de 72 horas para que os terroristas do Hamas liberte os reféns que permanecem em cativeiro.

A expectativa é que a libertação dos primeiros reféns comece já na próxima segunda-feira (13).

Segundo o Canal 12 de Israel, em publicação no X (antigo Twitter), o presidente Donald Trump deve desembarcar em Israel no próximo domingo (12), a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para realizar um discurso no Parlamento israelense (Knesset).

A reação do público a primeira fase do acordo de paz

Parentes de reféns israelenses receberam o anúncio do acordo com esperança e aprovação. Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos no conflito e ainda aguarda a devolução do corpo de seu irmão, Yossi, retido pelo Hamas, compartilhou: “Alegria imensa, mal posso esperar para ver todos em casa”.

A mãe do refém Nimrod Cohen também expressou emoção nas redes sociais: “Meu filho, você está voltando para casa”.

Na Faixa de Gaza, houve comemorações após o anúncio. “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed abd Rabbo, morador da cidade de Khan Younis, no sul do território, à agência de notícias Reuters.

E acrescentou: “Não sou o único feliz; toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue”.

Líderes internacionais também manifestaram apoio. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o acordo como “um passo muito necessário rumo à paz” e pediu que todas as partes “respeitem os termos do plano”.

No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares demonstraram cauteloso otimismo. “O primeiro passo foi dado, e todas as partes precisam garantir que isso leve a um fim duradouro da guerra”, declarou o senador Chris Coons, do Partido Democrata, em publicação no X.

O senador James Risch, do Partido Republicano e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, considerou o acordo bem-vindo e afirmou que aguarda conhecer os detalhes do plano.

Fonte: Guia-me com informações de BBC News

Cristianismo está sendo censurado em todos os lugares, até mesmo no supostamente livre Ocidente

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Um alto funcionário de comunicações jurídicas do grupo de defesa dos direitos cristãos Alliance Defending Freedom (ADF) alertou que as expressões públicas do cristianismo estão cada vez mais ameaçadas.

Escrevendo para o The Spectator , Lois McLatchie Miller mirou não nos suspeitos habituais da Coreia do Norte, China e certas nações muçulmanas, mas na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e em partes da Europa.

O assassinato de Charlie Kirk , ela argumenta, foi a forma mais dramática de censura: “Ele passou sua curta vida ensinando aos alunos que homens e mulheres não são intercambiáveis, que as crianças merecem proteção e que a fé pode transformar o desespero em esperança. Ele convocou as pessoas a se casarem, a construírem famílias e a servirem a causas maiores do que elas mesmas. Por isso, a escuridão lhe custou a vida.”

Técnicas assassinas semelhantes, embora não tão conhecidas, são utilizadas na Nigéria. Apesar de ter pelo menos 50% de população cristã, a Nigéria atualmente ostenta a distinção de ter mais cristãos mortos por ano do que qualquer outro país. Segundo a Portas Abertas, só neste ano, 7.000 cristãos foram mortos em atos de violência sectária, cometidos principalmente por muçulmanos.

Miller citou o caso de uma estudante nigeriana, Deborah Yakobu , que foi espancada e apedrejada até a morte por seus colegas de classe após agradecer a Jesus por seus resultados na prova em um grupo de WhatsApp. Para agravar o crime, Rhoda Jatau , uma mãe local, foi condenada a 19 meses de prisão por “blasfêmia”, mas, na verdade, por condenar o assassinato. Ela foi posteriormente absolvida após receber assistência jurídica da ADF.

Mais perto de casa, Miller apontou para formas mais insidiosas de censura apoiadas pelo Estado. Em um caso que atraiu a condenação do Departamento de Estado dos EUA, a avó escocesa Rose Docherty foi presa novamente na semana passada por segurar uma placa em uma zona de aborto que dizia: “Coerção é crime. Estou aqui para conversar, só se você quiser”.

Miller escreve: “Rose não estava com uma mensagem influente. Ela estava dando às pessoas a escolha: seguir em frente ou parar e conversar. Mas a escolha, ao que parece, agora pertence apenas ao lobby do aborto. Rose, com duas próteses de quadril, foi arrastada por policiais pelo crime de compaixão.”

Apesar do cenário aparentemente sombrio, Miller observou que ao longo da história, mesmo voltando aos dias de Atos, a perseguição e as tentativas de censura muitas vezes ajudam a espalhar a mensagem cristã.

O assassinato de Kirk teria levado a um aumento no número de jovens frequentando a igreja , por exemplo.

Como diz Miller: “Se os últimos 2.000 anos nos ensinam alguma coisa, é isto: a escuridão não vence. Opositores da fé, cuidado. A supressão fornece o terreno mais fértil para espalhar a fé.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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