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Fiéis desafiam foguetes para serem batizados no Jordão

O pastor chinês Boaz Li levou um grupo de 50 fiéis de Hong Kong, Macau e Austrália para o batismo nas águas do Rio Jordão, onde, numa das passagens bíblicas mais importantes, João Batista batizou Jesus Cristo.

O pastor chinês Boaz Li, de 45 anos, fez questão de desembarcar em Israel justamente na semana passada. Trouxe com ele um grupo de 50 fiéis de Hong Kong, Macau e Austrália. Entre eles, os dois filhos, de 17 e 15 anos, que sonhavam ser batizados nas águas do Rio Jordão, onde, numa das passagens bíblicas mais importantes, João Batista batizou Jesus Cristo.

O fato de que a cerimônia de batismo seria realizada perto da cidade de Tiberíades, que se encontra sob bombardeio diário do Hezbollah, não deteve o grupo. Pelo contrário.

“Viemos aqui justamente agora para rezar pelos povos de Israel e do Líbano”, justificou o pastor Li, sob aquiescência dos peregrinos. “Estávamos na Jordânia e poderíamos cancelar a viagem. Mas temos certeza de que tudo isso vai acabar em breve, com ajuda das nossas preces.” Nesse mesmo dia, mais de 15 mísseis Katiusha caíram em Tiberíades e arredores.

O batismo foi realizado às margens do Mar da Galiléia, onde nasce o Rio Jordão, no centro de batismo de Yardenit, um dos locais mais visitados por cristãos em Israel. O grupo do pastor Li recebeu tratamento VIP dos funcionários locais. Não é por menos: são os primeiros turistas a pisarem no local em mais de dez dias.

O fotógrafo Guidi Tzafrir, de 42 anos, que edita vídeos de batismo para peregrinos, não conseguia esconder a satisfação com os visitantes. “É o primeiro trabalho em mais de uma semana. Nem acredito”, dizia, orientando o cinegrafista.

Quando foi aberto, em 1998, o centro de Yardenit fez sucesso imediato. Lá, cristãos que seguem os passos de Jesus na Terra Santa encontram toda a infra-estrutura para o batismo religioso, além de um restaurante e uma loja de souvenirs. Até 2000, ano em que o papa João Paulo II visitou Israel, o local recebeu, em média, meio milhão de peregrinos anualmente. Depois de anos de baixa, por causa da segunda intifada palestina, o número de visitantes voltou a crescer em 2004. Para este ano eram esperados 400 mil fiéis, antes do início dos bombardeios do Hezbollah.

“Nosso estacionamento costumava ficar repleto de ônibus de turismo”, conta o diretor do centro de Yardenit, Yonathan Bobrov. “Mas se o número de turistas cair como aconteceu nas últimas duas semanas teremos que fechar.”

Papa pede cessar-fogo imediato no Líbano

O Papa Bento XVI pediu neste domingo um cessar-fogo imediato no Oriente Médio, para a construção por meio do diálogo de uma convivência estável e duradoura na região.

“Em nome de Deus me dirijo a todos os responsáveis por esta espiral de violência, para que as armas sejam depostas imediatamente por todas as partes”, disse antes da benção dominical do Angelus, celebrada em Castel Gandolfo, a residência de verão dos Papas, perto de Roma.

“Peço aos governantes e às instituições internacionais que não poupem nenhum esforço para obter este necessário fim das hostilidades, para o começo da construção, por meio do diálogo, de uma convivência estável e duradoura entre todos os povos do Oriente Médio”, acrescentou Bento XVI algumas horas depois do sangrento bombardeio israelense contra Cana, sul do Líbano, que matou 51 civis.

Cruz Vermelha necessita de US$ 81 milhões em ajuda para o Líbano

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou na sexta-feira que reforçará suas operações no sul do Líbano e que para isto necessita de ajuda da comunidade internacional no valor de 64 milhões de euros (US$ 81 milhões) até o fim do ano.

O delegado geral do CICV para o Oriente Médio, Balthasar Staehelin, disse hoje em Genebra que atualmente a assistência humanitária internacional trava “uma corrida contra o relógio”, já que a população civil é “refém” dos combates no sul libanês.

Staehelin acrescentou que é necessário que a ajuda humanitária tenha acesso à população afetada “o mais rápido possível” e afirmou que mais de dez mil pessoas estão escondidas no sul do país.

O delegado do CICV também ressaltou que há corpos sob os escombros das casas destruídas e que os feridos precisam de ajuda urgente.

O CICV, com sede em Genebra, tem planos para distribuir ajuda médica a 650 mil pessoas e alimentos a 200 mil libaneses, e já fortaleceu sua presença em Beirute, Tiro e Marjayoun.

O diretor de operações do Comitê, Pierre Krahenbühl, disse que o acesso às rotas do sul libanês continua sendo difícil, com algumas melhoras registradas nos últimos dias.

Krahenbühl afirmou que a situação era “muito perigosa”, embora admita que não acredita que haja uma política deliberada das partes em conflito para impedir o acesso a essa região.

“A situação continua sendo muito perigosa devido às operações militares e não podemos chegar ao sul do país”, acrescentou.

Os responsáveis do Comitê disseram que a organização entrou em contato com a milícia xiita Hisbolá em 12 de julho, após a captura de dois soldados israelenses, para pedir acesso aos dois militares, mas até agora não receberam resposta.

O CICV também se disse preocupado com a situação dos civis no norte de Israel, onde os foguetes lançados pelo Hisbolá deixaram mortos e feridos, e ressaltou a ajuda israelense com ambulâncias e serviços de emergências.

Além disso, a organização internacional anunciou que distribuiu hoje três mil kits de ajuda humanitária para os moradores e deslocados nas aldeias de Naqura, Alma Ech Chaab, Dhaira, Kharine, Ramiye e Rmeish. O CICV ressaltou que “a situação é alarmante em Rmeish”. Pessoas que fugiram dessa aldeia disseram aos delegados do CICV que os moradores estão bebendo água suja de uma fonte usada para regar cultivos e os mantimentos eram escassos, especialmente as comidas para bebês.

Um comboio foi enviado de Marjayoun a Aitaroun, perto de Bint Jbeil, para distribuir ajuda e evacuar deslocados que ficaram isolados na região após saírem de Rmeish. No entanto, o comboio não conseguiu chegar a Aitaroun e teve que voltar devido às operações militares na região.

A instituição informou também que até agora 150 mil pessoas se refugiaram na Síria e que um terço delas já foi para um terceiro país.

Segundo a Crescente Vermelho Árabe na Síria, 90% das pessoas que permaneceram no país está em casa de parentes, amigos ou famílias que ofereceram abrigo, enquanto outros estão hospedados em hotéis, escolas e edifícios públicos.

Fonte: Estadão, EFE e AFP

Igrejas evangélicas vão lançar Manual do Eleitor

O pastor Estevam Fernandes, da 1ª Igreja Batista de João Pessoa, defende que é fundamental a participação da Igreja na política eleitoral do País.

Para ele, os líderes evangélicos têm o dever de alertar os seus fiéis para a importância da eleição, orientando como proceder na escolha e sobretudo evidenciar o mérito da participação cívica.

E foi pensando nesses aspectos que, pela primeira vez, as igrejas evangélicas vão lançar, em setembro, o Manual do Eleitor Evangélico. A cartilha começará a ser confeccionada no próximo mês. Os trabalhos serão coordenados pelo Pastor Estevam e terão a participação de pastores de outras igrejas evangélicas de João Pessoa.

“Tivemos a idéia de chamar os nossos membros para que participem ativamente do processo eleitoral, mostrando a importância da participação de cada um na política do seu País, de seu Estado, de seu município. Nas eleições de outubro, vamos escolher quem vai comandar os Poderes Executivo e Legislativo. É uma eleição importantíssima, porque estaremos escolhendo quem faz as leis e quem as executa. Por isso, temos a obrigação de orientar e preparar os nossos fiéis para esse processo”, comentou o pastor.

Para confeccionar o manual, Pastor Estevam vai reunir pastores de outras igrejas. Ele afirmou que, a princípio, a cartilha terá quatro objetivos básicos. “Vamos mostrar alguns critérios, como: conscientizar o público evangélico de que a política é determinante na vida social do cidadão; traçar o perfil político dos candidatos evangélicos; conscientizar os fiéis para o fato de que para ser um bom político não basta ser evangélico, porque existem muitos políticos não-evangélicos bons e outros que se dizem evangélicos, apenas, para tirar proveito da situação, enganando o público evangélico; e por último, fazer uma campanha de conscientização para que os evangélicos votem corretamente, escolhendo os políticos comprometidos na defesa de políticas públicas”, disse pastor Estevam.

O pastor ainda afirmou que a política verdadeira é toda atividade e participação humana na sociedade. Ele disse que a igreja é povo e que a política desenvolve ações que beneficiam o povo. Por isso, a igreja tem a obrigação de orientar os fiéis, esclarecendo a diferença entre a verdadeira política e a politicagem, que, para ele, é o uso da política para o enriquecimento próprio ou da família. “A política abre para os cristãos a possibilidade de participação na caminhada do povo. O candidato verdadeiro é aquele que produz a política com ética, com ação de cidadania, trabalhando por educação, saúde, moradia digna, alimentação, transporte, trabalho e segurança para todos”, informou.

Fonte: Jornal da Paraíba

Promotor exige que USP retire crucifixo de clínica

O Ministério Público enviou ofício à USP (Universidade de São Paulo) cobrando a retirada de um crucifixo colocado na sala de espera da clínica odontológica, por onde passam cerca de 1.400 pessoas por dia, após receber queixa de uma pessoa que alegou ter ficado incomodada com o objeto.

Procurada desde quarta pela Folha, a USP não se manifestou. Se o crucifixo continuar na clínica, a universidade será acionada pelo promotor de Justiça Sérgio Turra Sobrane.

A representação foi protocolada por Vicente Ciccone, que não quis comentar o caso. A Promotoria vai apurar eventual desprestígio a outras crenças religiosas. A queixa segue o princípio institucional de que o Estado é laico, ou seja, não poderia ostentar nem demonstrar nenhuma preferência religiosa, como diz a Constituição.

Como a USP é um órgão público, não poderia, em tese, manter o crucifixo no local. A ligação entre Estado e a Igreja Católica chegou a constar na Constituição de 1824, ainda no Império, mas foi abolida na Constituição de 1890, a primeira da República.

Para o promotor, embora seja um costume arraigado, a legislação é clara ao não permitir que Estado e igreja se misturem, o que hoje ocorre normalmente em teocracias, como o Irã, de governo muçulmano. “No Brasil, até prédios da Justiça costumam manter crucifixos, mas sou contra”, diz.

O padre Juarez de Castro, secretário-geral do Viricato Episcopal de Comunicação da Arquidiocese de SP, concorda que o Estado deva ser laico, mas não vê problema em manter o crucifixo. “Deve-se perguntar o que o povo quer, o crucifixo leva conforto às pessoas.”

Ateu, o professor João Zanetic, diretor da Adusp (associação dos docentes da USP), considera a questão polêmica. “Nunca discutimos isso, mas a USP deve ser laica”, afirma.

Fonte: Corumbá Online

Ordem dos Pastores Batistas aprova ordenação de mulheres

A Ordem dos Pastores Batistas do Espírito Santo realizou esta semana uma votação que determinou a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O resultado da assembléia extraordinária mostrou que quase metade dos eleitores foi contra a medida.

No entanto, por diferença de poucos votos, ao final da assembléia extraordinária da seção capixaba da Ordem dos Pastores Batistas, um passo importante foi dado em relação à participação feminina na sociedade. A ordem aprovou a ordenação de mulheres ao Ministério Pastoral.

Quando a ordenação feminina se tornar vigente, as mulheres pertencentes às igrejas ligadas à Convenção Batista do Espírito Santo poderão ser pastoras, exercendo de igual para igual as funções dos pastores, tais como celebrar casamentos e presidir cerimônias de batismo

Foram 65 votos favoráveis e 58 contrários, em uma assembléia com participação de 155 pastores.

Fonte: Jornal A Gazeta

Rádio de conteúdo cristão recorre ao sexo para aumentar audiência

O novo proprietário de uma emissora de rádio da Califórnia (oeste) tomou medidas radicais para aumentar a audiência, substituindo programas cristãos por emissões e canções relativas ao sexo, revelou nesta sexta-feira à AFP.

“As rádios cristãs nunca tiveram boa audiência”, disse Jerry Clifton, que acaba de comprar a KFWE-FM, instalada no vale vinícola de San Joaquin, no centro do estado. “A rádio funcionava bem no aspecto técnico, mas não tinha sucesso”, destacou.

Os sermões de domingo e os programas sobre a vida dos santos foram, então, substituídos por uma programação cujo lema é “uma rádio sobre sexo, todo o tempo”.

A lista de canções executadas vai desde “I Want Your Sex”, de George Michael, a “Sexual Healing”, de Marvin Gaye.

Clifton reconhece ter recebido algumas ligações de ouvintes incomodados com a mudança da programação, pois a faixa não mudou.

Mas “às vezes, é preciso ferir algumas suscetibilidades para desenvolver uma fórmula que funcione”, explicou.

Fonte: AFP

Evangélicos criticam declarações do presidente da Conferência Episcopal

Líderes de duas organizações representativas das igrejas evangélicas lamentaram as declarações do presidente da Conferência Episcopal Peruana (CEP), monsenhor Miguel Cabrejos, a respeito da presença de Alan García em cerimônia de ação de graças convocada para este domingo numa igreja evangélica.

Em declarações à CPN Radio, Cabrejos disse que embora a Igreja Católica respeite a liberdade de credo, “não seria o mais agradável” que García participasse da cerimônia evangélica pelas Festas Pátrias. O presidente da CEP afirmou que o Peru tem uma tradição católica, com a missa e o Te Deum, celebrado todo dia 28 de julho no país, dia da Independência peruana.

O presidente do Conselho Nacional Evangélico (CONEP), pastor Rafael Goto, qualificou as declarações de Cabrejos de discriminatórias e intolerantes. Disse que elas não condizem com os esforços realizados no país pela afirmação de uma sociedade democrática, inclusiva e de firme respeito às liberdades e à igualdade de direitos.

“O Estado peruano não é confessional e os governantes podem expressar suas preferências ideológicas e religiosas como uma opção pessoal”, agregou Goto, defensor de um Estado laico.

Nos últimos 20 anos, o Peru registrou um significativo crescimento da membresia evangélica. Segundo o último relatório do Instituto de Opinião Pública da Universidade Católica, divulgado em março deste ano, 13% da população professam a fé evangélica.

O presidente da União Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas (UNICEP), pastor Robert Barriger, disse que o “Peru já superou a etapa da intolerância religiosa. Vivemos novos tempos, com oportunidades para todos os peruanos, e o presidente García é livre para participar onde o desejar”.

“Agradeço ao presidente García, pois com seu gesto, ao participar (de celebração) na Igreja Aliança Cristã e Missionária, neste domingo, ele reconhece a importância das igrejas evangélicas, um setor religioso que foi postergado durante muito tempo pelas autoridades”, agregou Barriger.

Pela primeira vez em 120 anos de presença evangélica e protestante no Peru um presidente da República participará de culto de ação de graças numa igreja evangélica.

Fonte: ALC

Las Vegas proíbe caridade para com os sem-teto

Entrou em vigor na cidade americana de Las Vegas nesta sexta-feira uma lei que proíbe que obras de caridade ofereçam comida aos sem-teto. Infratores estão sujeitos a uma multa de até US$ 1.000 e a pena de prisão de até seis meses.

Longe das luzes vibrantes e dos enormes cassinos, há cerca de 12 mil sem-teto na cidade – uma população que dobrou nos últimos dez anos.

Políticos locais dizem que a grande quantidade de cozinhas ambulantes que circulam pelos parques da cidade à noite para oferecer alimentos e bebidas a quem não tem onde morar só agrava o problema.

Organizações de defesa dos direitos humanos dizem que vão contestar a norma nos tribunais, mas as autoridades municipais alegam que há tantas cozinhas ambulantes que residentes e turistas evitam freqüentar áreas que deveriam ser públicas.

A administração espera que a lei estimule os sem-teto a procurarem centros apropriados de assistência social.

Mas críticos da medida dizem que o que se deseja com ela é esconder os problemas sociais de Las Vegas. Há três anos, a cidade foi considerada por uma organização assistencial como a mais mesquinha dos Estados Unidos.

A nova lei certamente não vai ajudar a melhorar a reputação da cidade.

Fonte: BBC Brasil

Oriente Médio: cristãos se mantêm divididos

Refugiados do LíbanoNo Líbano, os cristãos não escondem que estão divididos. Uma parte ressalta o papel de Israel na extensão do atual conflito e a importância do Hezbollah como uma força de resistência. A outra argumenta que o pior inimigo é a Síria e demonstra temer a criação de uma república islâmica no Líbano.

“A culpa do Hezbollah é de três centímetros. Já a de Israel tem 3 mil quilômetros”, diz o médico Mounir Rahmé, debaixo do caramanchão de seu jardim depois de dar as últimas ordens aos pedreiros que reformam o pátio de sua casa de veraneio na cidade de Hrajel, na região cristã de Monte Líbano.

Horas antes, a alguns quilômetros dali, em Baabdat, também nas montanhas, o general reformado do Exército Kamal Karam perguntou: “Por que a Síria, que está por trás do Hezbollah e teve as Colinas do Golan invadidas por Israel, não mexe um dedo para entrar nessa guerra?”

Até agora nenhuma pesquisa de opinião tentou medir o tamanho de cada grupo.

Na verdade, a divisão dos cristãos já vem de antes do início da guerra. As Forças Libanesas, com cinco deputados, estão ao lado do grupo da família Hariri, que é sunita. Já o general Michel Aoun, líder cristão histórico com 14 deputados e o apoio de outros 7 independentes, decidiu se juntar ao bloco dos xiitas, composto pelo Hezbollah e a Amal.

Nos últimos dias, Aoun tem tentado deixar claro que não foi consultado nem aprovou a decisão do Hezbollah de capturar soldados israelenses, o que acabou sendo o estopim do atual conflito.

“Desconfio que o grupo majoritário entre os cristãos é o que critica a ação do Hezbollah. É difícil saber se o general Aoun será punido nas urnas por ter se aproximado dos xiitas”, diz Boutros Labaki, presidente do Instituto para o Desenvolvimento Econômico e Social Libanês.

Os xiitas foram unificados por Hezbollah e Amal na base da força. No sul, durante a ocupação israelense, o Hezbollah acabou com as outras facções que faziam parte da resistência, como a dos comunistas. Os sunitas, nos últimos anos, caíram sob a influência da família Hariri.

O único grande grupo libanês a se manter dividido é o cristão. “A educação cristã no Líbano tem forte influência européia. Por isso, discordar e respeitar as diferenças é mais comum entre esse grupo religioso”, diz Labaki.

Nos últimos meses, a comunidade cristã se sentiu, pelo menos uma vez, ameaçada pelos xiitas, que são cerca de 40% da população e a base de apoio do Hezbollah.

No começo de fevereiro, milhares de xiitas invadiram o bairro cristão de Beirute onde está o consulado da Dinamarca. Antes de atacar o prédio para protestar contra a publicação das charges do profeta Maomé, incendiaram carros, atacaram uma igreja cristã maronita e brigaram com jovens cristãos, o que trouxe de volta lembranças da guerra civil.

“Eles querem fundar uma república fundamentalista”, diz Karam, o general reformado.

Há várias décadas o Líbano não faz um censo com classificação por religião justamente para evitar problemas. Estima-se que os cristãos sejam por volta de 30% da população, ou cerca de 1,4 milhão de pessoas. No começo do século 20, já foram mais da metade. Com a guerra civil, muitos emigraram e os que ficaram perderam a corrida da taxa de natalidade, muito maior entre os xiitas.

Ainda assim, o Líbano continua sendo o país árabe com a maior proporção de cristãos. Eles são, na sua maioria, católicos das igrejas orientais e, assim como os xiitas, sunitas e drusos, levam vidas segregadas para os padrões brasileiros. Moram em bairros cristãos, estudam em escolas cristãs e casam entre si.

Bush e Blair propõem força de paz

O presidente dos EUA, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, chegaram a um acordo ontem para propor à ONU o envio de uma força multinacional ao sul do Líbano, como parte de um conjunto de medidas para pôr fim ao conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah. Ontem a guerra completou 17 dias. A proposta consiste no retorno, hoje, da secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, ao Oriente Médio; reuniões na ONU, a partir de segunda-feira, para discutir a formação de uma força multinacional para envio ao sul do Líbano; e apresentação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, no fim da próxima semana, definindo os termos para o fim das hostilidades.

Condoleezza se reunirá com o governo israelense e o libanês (do qual o Hezbollah faz parte). Sua missão será buscar um acordo para o texto da resolução que EUA e Grã-Bretanha pretendem propor, com base num capítulo da Carta da ONU que prevê sanções ou uso da força se não for cumprida.

Ao lhe perguntarem se a força de paz iria “impor” ou “policiar” o cessar-fogo, Blair admitiu que a propsota só funcionará se o Hezbollah o aceitar. “O Hezbollah tem de avaliar. Se forem contra, não estarão só prestando um desserviço ao povo do Líbano, mas novamente ficarão diante do fato de que uma ação terá de ser tomada contra eles”, respondeu Blair. Ficou claro mais uma vez que Blair e Bush endossam a posição de Israel e não pressionarão por um cessar-fogo incondicional, como defendem líderes europeus e árabes. Seu objetivo principal é fazer com que o Exército libanês passe a patrulhar o sul, fronteira com Israel – hoje controlado pelo Hezbollah -, e que o grupo seja desarmado, conforme resolução do Conselho de Segurança de 2004.

O Washington Post observou que a proposta não responde às perguntas “como fazer isso, quando e com que tropas estrangeiras”. Além disso, Israel insiste que só porá fim aos bombardeios e a seu plano de criar uma zona de segurança no sul do Líbano se o Hezbollah libertar os dois soldados israelenses que capturou no dia 12, recuar da fronteira e for desarmado.

Já o Hezbollah – que deu origem ao conflito ao invadir Israel e capturar os dois militares – é taxativo: só vai soltá-los se os israelenses libertarem os libaneses capturados em 18 anos de ocupação no Líbano (encerrada em 2000). Diplomatas europeus avaliam que é mínima a perspectiva de trégua próxima.

Condoleezza no Líbano

O Hezbollah aceitou na semana passada que o governo do país negocie a questão. Ontem o gabinete libanês se reuniu para definir um pacote de propostas a ser entregue a Condoleezza. Segundo funcionários, o Hezbollah aceitou uma força de paz no sul e a promessa de desarmar-se no futuro. Mas o pacote também incluiria trégua imediata, troca de prisioneiros com Israel e retirada israelense de Fazendas de Shebaa, pequena área síria cedida ao Líbano e ocupada por Israel desde 1967.

Blair e Bush disseram que qualquer plano de paz duradouro tem de contemplar “antigas disputas regionais” e seu objetivo é aproveitar a oportunidad para uma mudança ampla na região. Eles voltaram a acusar a Síria e o Irã de patrocinar o terrorismo internacional. “Minha mensagem para a Síria é: torne-se um participante ativo pela paz na vizinhança.”

ONU pede trégua para envio de ajuda humanitária no Líbano. Israel nega

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma trégua de três dias entre Israel e o Hezbollah para levar ajuda humanitária e remoção de feridos.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse que crianças, idosos e mulheres estão indefesos depois de duas semanas de combate no sul do país, ao completar uma visita ao Líbano, Israel e à Faixa de Gaza.

Egeland afirmou que um terço das 600 pessoas mortas pelos ataques israelense sao Líbano são crianças.

“É uma coisa horrível. Há algo fundamentalmente errado com uma guerra onde morrem mais crianças do que homens armados”, disse Egeland.

O coordenador da Onu pediu que os dois lados cessassem as agressões por pelo menos “72 horas para que seja possível a evacuação de mulheres, crianças, feridos e idosos” do sul do Líbano.

Segundo Egeland, os atuais corredores por onde passa a ajuda humanitária não são suficientes para atender as imensas necessidades dos atingidos pelo conflito,

Mark Malloch-Brown, vice-secretário-geral das Nações Unidas, disse que a ONU não se sente impotente depois que quatro observadores da entidade foram mortos por um bombardeio israelense, mas sim “preocupada e frustrada”.

Segundo o governo israelense, não há necessidade para uma trégua, pois o Exército israelense já mantém um corredor aberto para a passagem de ajuda humanitária.

Ele disse que o Hezbollah é que estava criando problemas para a passagem dos medicamentos e alimentos para criar uma crise humanitária – e depois culpar Israel.

Envio de tropas

O presidente americano, George W. Bush, voltou a repudiar novos pedidos por uma trégua, argumentando que uma força de paz internacional deveria ser enviada para a região.

A secretária de estado americana, Condoleezza Rice, está voltando ao Oriente Médio neste sábado, para se encontrar com líderes de países da região.

Bush disse que a secretária de estado “trabalharia com os líderes de Israel e Líbano para chegar a uma solução que traga a paz de maneira definitiva”.

O presidente americano disse que seu país e a Grã-Bretanha pressionariam por uma “resolução que delimitasse claramente as condições de um cessar-fogo imediato e o envio de uma força internacional”.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que se encontrou com Bush em Washington nesta sexta-feira, disse que o envio de tropas à região seria discutido em um encontro nas Nações Unidas, na próxima segunda-feira.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que os países em condições de enviar tropas à região tomariam parte no encontro.

“Por hora, são discussões preliminares, porque nós não temos uma determinação do Conselho de Segurança”, afirmou Annan.

Ataques continuam

O chefe do Exército israelense, Dan Halutz, afirmou que Israel matou 26 militantes do Hezbollah em Bint Jbeil, causando “enormes perdas” para o grupo radical xiita.

Pelo menos dez civis, incluindo um jordaniano, morreram durante os ataques israelenses ao sul do Líbano nesta sexta-feira.

Em Rmeish, cidade próxima à fronteira com Israel, um comboio que evacuava civis foi atingido por um ataque, ferindo dois passageiros do carro de uma estação de TV alemã.

Relatos de refugiados da cidade dão conta de que a situação em Rmeish está se deteriorando rapidamente.

Fonte: Estadão e BBC Brasil

Cientista norte-americano ataca teoria evolucionista

Big Bang, seleção natural, evolucionismo, conceitos muito difundidos no meio científico internacional, seriam idéias falsas e ultrapassadas. A afirmação é do conferencista norte-americano Grady Mc Murdry, mestre em ciências pela Universidade do Estado de Nova York.

Ele está em Bauru desde quinta-feira, para realizar uma série de palestras sobre temas como a idade da terra, dinossauros, a Bíblia, registro fóssil, etc. Mc Murdry é inimigo declarado das teorias evolucionistas, as quais classifica como pseudociências.

“O que os defensores dessa doutrina querem é convencer as pessoas de que o universo não foi criado todo de uma vez, perfeito e acabado, mas sim que evoluiu de estruturas simples para outras mais complexas. Isso é uma loucura, sem base metodológica alguma”, ataca.

Mc Murdry qualifica da teoria do Big Bang como um “antigo conceito, que há muito tempo já está superado”. Ele também não suporta ouvir falar no cientista inglês Charles Darwin, morto em 1882 e autor da famosa teoria da seleção natural.

Mc Murdry, que reconhece ter sido defensor no evolucionismo na juventude, hoje é cristão evangélico e adepto do criacionismo. “É que fui doutrinado durante toda minha infância, por isso não era capaz de enxergar a verdade científica”, conta.

A “verdade científica” de Mc Murdry, ou criacionismo, é uma concepção que predominou no pensamento ocidental até o século 18. De acordo com a doutrina, a vida, o planeta, enfim, todo o universo, teriam sido criados ao mesmo tempo, em sua forma acabada, por um ato divino.

Nos séculos seguintes, a teoria perdeu espaço para as idéias evolucionistas. Hoje em dia, a tese está restrita principalmente aos meios religiosos. Mc Murdry, que também é líder religioso da igreja New Life Church, espera que sua visita ajude a difundir criacionismo.

“Nas escolas, só ensinam evolucionismo, porque é uma tese popular e fácil de ser aceita pelos que não conhecem as verdades científicas”, coloca. Mc Mudry já ministrou duas palestras em Bauru. Amanhã, ele participa de uma café da com pastores evangélicos, na parte da manhã.

Haverá também palestras à tarde e à noite, tanto no sábado quanto no domingo, em igrejas evangélicas da cidade. Durante os eventos, Mc Murdry tentará convencer o público de que relatos bíblicos como o Adão e Eva ou o Dilúvio Universal podem ser comprovados cientificamente.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

Pastores evangélicos querem explicações de Aguinaldo Muniz

Pastores evangélicos de vários municípios do Estado estão articulando um encontro de todas as lideranças do segmento em Rondônia para que possam colocar a limpo toda a onda de denúncias que caíram sobre o deputado federal Agnaldo Muniz (PP), candidato que foi escolhido para representar a Assembléia de Deus nas eleições de 2006 para a Câmara Federal.

Agnaldo foi denunciado no final da última semana como um dos membros da nova lista dos parlamentares envolvidos no esquema das Sanguessugas, máfia que atuava na aquisição de ambulâncias através de emendas parlamentares. A nova lista foi publicada pela Revista Veja, em sua edição do último sábado e divulgada na segunda pela CPI dos Sanguessugas. Agnaldo nega, mas as investigações apontam sua participação no esquema.

O pastor Nelson Luchtemberg, presidente da Convenção das Assembléias de Deus do Estado de Rondônia (Cemaderon) também está sofrendo os efeitos do estrago provocado pela denúncia das Sanguessugas.

Sogro

Ele é sogro de Agnaldo Muniz e um dos principais articuladores para a escolha do genro como representante da Assembléia de Deus na Câmara Federal na convenção realizada em maio deste ano em Mirante da Serra. Com certeza, terá muito que ter muito jogo de cintura para demover os pastores da idéia de mudar a representação da Igreja na Câmara Federal nas eleições deste ano.

Fonte: Folha de Vilhenar

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