Há elementos suficientes para processar Augusto Pinochet: com essa análise, o juiz Jorge Zepeda acolheu o pedido de revogação de imunidade, do ex-ditador, por responsabilidade no desaparecimento de um sacerdote espanhol, Pe. Antonio Llidó, detido no mês de janeiro de 1975.
A decisão de Zepeda deverá agora ser aprovada ou revogada pela Tribunal de Recursos e, em última instância, pela Corte Suprema. O pedido foi apresentado pela advogada Fabiola Letelier, filha do ex-ministro do Exterior, Orlando Letelier, assassinado em Washington no dia 21 de Setembro de 1976, pela DINA, a política secreta do regime de Pinochet, junto com sua secretária, Ronni Moffit.
Entre as testemunhas a favor da acusação, encontra-se o bispo luterano, Helmut Frenz, segundo o qual, num encontro com Pinochet, esse lhe teria dito que Pe. Llidó “devia ser torturado, porque não era um sacerdote, mas sim um marxista”.
Após a prisão, o sacerdote foi transferido para a colonia “Dignidad”, uma enorme fazenda que se encontra 350 km ao sul de Santiago, de propriedade do mercenário nazista, Paul Schaefer, que hospedou o serviço secreto da ditadura Pinochet. Ali, se realizaram, em absoluto segredo, os trabalhos mais “sujos” da repressão. Acerca do paradeiro de Pe. Llidó não se soube mais nada.
Pe. Antonio Llidó é o único sacerdote espanhol desaparecido durante a ditadura de Pinochet (1973-90), que ceifou a vida de, pelo menos, 30 mil pessoas. Nos dias passados, foi apresentado outro pedido de revogação da imunidade de Pinochet, para que ele possa responder pela morte de um sacerdote chileno (que havia deixado o ministério) de origem italiana, Pe. Omar Venturelli Leonelli, detido no dia 25 de setembro e desaparecido no dia 4 de outubro de 1973. Era professor da Universidade Católica de Temuco e participava do Movimento Cristãos pelo Socialismo. Ficou detido no cárcere de Temuco até seu desaparecimento.
Toda vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os resultados do censo nota-se uma mudança constante na esfera religiosa. Nesse movimento das almas, a Igreja Católica tem sido a principal prejudicada. A cada cinco anos, ela está encolhendo, em média, 5%.
Em 1950, de acordo com o censo, o rebanho católico reinava absoluto. Cerca de 93% da população se declarava católica apostólica romana. De lá para cá, esse índice tem caído constantemente.
E o rumo tomado por ex-católicos é o mais variado. A maior parte tem procurado refúgio nas igrejas evangélicas, principalmente nas pentecostais. Mas outras religiões, como o espiritismo, por exemplo, também têm lucrado com o êxodo no catolicismo.
De acordo com o Censo 2000, o último divulgado pelo IBGE, a proporção de católicos havia caído 20% em comparação aos dados de 1950. No entanto, pesquisa divulgada no ano passado pela própria Igreja Católica, apontou que o percentual havia caído de 73,6% (Censo 2000) para 67,2%. E que o número de evangélicos havia saltado para 18% contra os 15,5% do IBGE. Os que se declararam sem religião passaram de 7,4% para 7,8%, de acordo com a pesquisa do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris).
Mas o que leva as pessoas a mudarem de religião? O que elas buscam de diferente? Na opinião do antropólogo Cláudio Bertolli Filho, muitas dessas pessoas estão em busca do imediatismo, de respostas para o seu dia-a-dia, como a conquista de um emprego ou a cura de uma doença. Segundo ele, é exatamente isso que as igrejas neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus, exploram e por isso atraem tantos fiéis. Para Bertolli, as religiões tradicionais, como o catolicismo e parte do protestantismo, estão em decadência porque são mais racionais.
Mas existem também inúmeros casos de ovelhas que trocam de rebanho por motivos sentimentais. Por causa de uma namorada ou namorado, elas começam a freqüentar uma igreja diferente daquela que estavam acostumadas e acabam se identificando com a nova doutrina.
Foi o que aconteceu com o bancário aposentado Erik José Braga das Neves, 61 anos. Até os 16 anos, ele freqüentou a Igreja Católica. Chegou até mesmo a ser coroinha durante cinco anos, em Piratininga. A mãe era católica praticante e a irmã foi presidente da Cruzada Eucarística.
Insatisfeito com a doutrina católica, Erik começou a buscar “algo mais”. Foi apresentado ao espiritismo, mas achou a doutrina “um pouco vazia”. Nesse tempo, começou a namorar uma garota de família evangélica (com quem viria a se casar mais tarde) e passou a estudar a Bíblia. Segundo ele, durante esses estudos descobriu “falhas” nos pilares de sustentação do catolicismo e do espiritismo.
“Descobri que aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo. Ou seja, não há reencarnação. E que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens e não Maria ou os santos”, sustenta Erik.
A decisão de abandonar o catolicismo e se tornar um evangélico não foi bem aceita pela família. Entretanto, Erik conta que, 14 anos mais tarde, a mãe e a irmã também tornaram-se evangélicas.
A história do médico Daniel Ditzel Santos, 32 anos, é quase idêntica. Ele nasceu e cresceu dentro de uma família católica. O pai estudou para ser padre, mas não chegou a concluir o seminário. Uma namorada evangélica e a vontade de ter um relacionamento mais profundo com Deus o levou a ler a Bíblia e, mais tarde, a freqüentar uma igreja protestante. Até hoje, a família ainda não concorda com a mudança. Para o médico, será preciso um trabalho gradativo de convencimento dos pais.
Para antropólogo, os fiéis querem resposta imediata
Toda religião tem uma eficácia simbólica. As pessoas mudam tanto de igreja porque elas estão buscando um grau ótimo dessa eficácia. Elas buscam respostas para questões que vão desde de onde vieram e para onde vão até como resolver seus problemas mais imediatos de saúde, familiares ou como conseguir um emprego. As pessoas vão tentando, até achar essas respostas.
Na avaliação do professor e antropólogo Cláudio Bertolli Filho, esse é um dos motivos que levam as pessoas a mudar tanto de religião. Segundo ele, religiões tradicionais como o catolicismo e parte do protestantismo, estão em decadência porque buscaram um racionalismo cada vez maior, sendo que a eficácia simbólica exige uma irracionalidade.
Enquanto isso, outras igrejas procuraram levar a religião para mais perto do povo. “Quer algo mais próximo do povo do que a igreja prometer emprego, prosperidade ou alguém dizer que a vizinha botou olho-gordo e que isso está prejudicando a vida dela?”, cita Bertolli.
“A vida após a morte pode ter um significado para as pessoas, mas não a importância sobre o que vou comer amanhã, como vou sobreviver. Elas estão atrás de respostas imediatas para seus problemas”, complementa.
Bertolli sustenta que a abertura política, iniciada em meados dos anos 80, também ajudou na transformação da sociedade.
“Tinha gente que tinha vergonha de falar que era protestante”, relembra o antropólogo. Hoje, segundo ele, muitos evangélicos falam de sua opção religiosa com orgulho. “Isso está ligado à abertura política. Nós nos sentimos muito mais livres para assumir nossas escolhas e dizer ‘eu sou homossexual, sou umbandista, sou espírita’”, exemplifica.
Espíritas são mais escolarizados
Entre os maiores grupos religiosos pesquisados pelo IBGE, os espíritas são os mais escolarizados, atingindo, em 2002, 9,6 anos de estudo. Depois vêm os adeptos de umbanda e candomblé, com 7,2 anos de estudo.
Os evangélicos pentecostais têm o nível escolar mais baixo (5,3 anos de estudo), o que mostra o avanço dessas igrejas entre pessoas de nível social de menor poder aquisitivo. São consideradas pentecostais igrejas como Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, que valorizam cura e profecia.
Entre os evangélicos tradicionais (como batistas e presbiterianos), a média é de 6,9 anos de estudo. Entre os católicos, a média é de 5,6 anos.
De acordo com o IBGE, os espíritas têm uma prática religiosa muito ligada à leitura, à filosofia. Esse dado é confirmado pelo presidente da União das Sociedades Espíritas de Bauru, Edgar Miguel.
Segundo ele, o espiritismo tem como base três grandes pilares: o religioso, o científico e o filosófico. Edgar diz que isso explica a presença de tantas livrarias espíritas. Os adeptos estão sempre se aprimorando no conhecimento da doutrina.
Foi através da leitura de livros espíritas que Edgar encontrou as respostas que procurava. “Comecei a questionar alguns dogmas (do catolicismo) e as respostas não me deixaram satisfeito. Obtive isso na doutrina (espírita)”, comenta ele. Três anos depois de ter aceitado convite para ser coroinha da igreja que freqüentava, Edgar deixou o catolicismo para se aprofundar no espiritismo. “Hoje, as perguntas fundamentais foram todas respondidas.”
“Não tenho críticas ao catolicismo, apenas ele deixou de me satisfazer. (No espiritismo) minha vida melhorou muito”, afirma.
O xeque sunita Mohamad Ouarabi e o padre cristão ortodoxo Felipe Habib el-Oukla, cristão esquecem diferenças religiosas e distribuem pão para a comunidade em Marjayoun.
Quando a tarde cai em Marjayoun, a desolação aumenta. As ruas se tornam ainda mais desertas, com a aproximação de outra noite fatídica, da qual ninguém sabe se amanhecerá vivo. Pontuada de redutos do Hezbollah e de bases de lançamento de foguetes Katiusha, a região, que se estende do Rio Litani até a fronteira com Israel, é alvo de centenas de mísseis e bombas israelenses todas as noites.
É nessa hora que o xeque sunita Mohamad Ouarabi e o padre cristão ortodoxo Felipe Habib el-Oukla saem nos seus carros para distribuir pão. Eles estacionam na porta de clubes, escolas e outros centros comunitários seus carros abarrotados do pão trazido do Vale do Bekaa, cerca de 50 quilômetros ao norte daqui.
Então os moradores – aqueles que restaram, que se estima serem a metade – começam a sair dos porões de suas casas e de edifícios públicos, onde se refugiam dos bombardeios há quase um mês. Como os caminhões são considerados alvos pelos aviões israelenses, as cidades do sul, sob pesados bombardeios, sofrem o desabastecimento.
O xeque Mohamad é um dos poucos que se aventuram pelas duas horas de percurso na estrada deserta que liga o Vale do Bekaa ao sul – onde Israel tem disparado no que se move – para levar mantimentos para toda a comunidade. E o padre Felipe o ajuda a distribuir. É uma parceria insólita, para os padrões libaneses, onde a identidade religiosa é determinante. O xeque e o padre vão juntos distribuir alimentos – e também medicamentos e cobertores, na manhã seguinte, comunidade por comunidade. E são em geral recebidos de forma igual por todos.
“Por favor, conte nossa história”, pede ao Estado o padre Felipe, cuja Igreja São Jorge teve a porta derrubada e as janelas estilhaçadas pelo impacto das bombas, e cujos filhos, de 6 e de 3 anos, brincam, na sacada do seu apartamento, de identificar onde foram os bombardeios. “Não precisa nem dizer nossos nomes, se não quiser. Mas é muito importante saberem que estamos fazendo isso juntos aqui, tratando-nos como irmãos, sem nos importarmos com divisões religiosas.”
Na casa do xeque Mohamad, contígua a sua mesquita, estão estocadas caixas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, pacotes com alimentos não-perecíveis enviados pela Fundação Hariri, da família do ex-presidente assassinado no ano passado, e até dois fardos de arroz Tio João, importados do Brasil e doados por um supermercado no Vale do Bekaa. “Isso vai para Shebaa”, apontam o padre e o xeque, referindo-se à cidade próxima, reduto do Hezbollah bombardeado continuamente.
É difícil saber se essa semente vai vingar no Líbano depois da guerra e falar mais alto que as divisões religiosas, historicamente exploradas por políticos locais e por países da região. Há sinais na direção contrária. Enquanto o padre e o xeque distribuíam pão num bairro cristão, um morador puxou o repórter e confidenciou: “Tudo o que está acontecendo é culpa do Hezbollah”, numa referência à captura de dois soldados israelenses, que desencadeou a fúria de Israel, em 12 de julho.
“A culpa é toda de Israel”, garantiu, na manhã seguinte, o sargento reformado Hussein Abraham Daher, de 82 anos, que perdeu um pé ao pisar numa mina israelense em 1982, quando o país ocupava o Líbano.
“Ninguém manda Israel parar a guerra”, queixou-se Daher, cuja casa na cidade xiita de Khiem, ao lado de Marjayoun, foi destruída pelos bombardeios. Enquanto Daher falava, cinco foguetes Katiusha eram disparados das imediações, contra Israel. “Temos que mandar os palestinos todos de volta para a Palestina”, disse Daher, argumentando que sua presença no Líbano prejudica o equilíbrio demográfico entre xiitas e sunitas (em geral a religião dos palestinos).
“Claro que o problema é Israel”, diz o cirurgião-geral Mouenes Kalakesh, diretor do Hospital Municipal de Marjayoun. “Desde 1948 (quando foi fundado), Israel tem estado contra o Líbano.” O médico xiita interrompe a entrevista para mudarmos de sala, porque a janela e paredes de seu escritório, que dão para fora, estão vibrando muito com o impacto das bombas israelenses.
Assim como o padre e o xeque, Kalakesh tem-se desdobrado para atender a população, independentemente de religião. Desde que começou a guerra, há 28 dias, ele dorme e passa todo o tempo no hospital, enquanto sua mulher e filhos estão na casa deles em Sidon, 50 quilômetros a oeste. Os pais, que moram no vilarejo xiita de Blat, ao lado de Marjayoun, duramente castigado pelos bombardeios, estão em Beirute. O hospital é o maior da região, mas de seus 40 médicos, apenas 8 não fugiram dos bombardeios; dos 55 enfermeiros, restam 20.
Kalakesh diz que os casos mais graves vêm de Farqila, Blida e Hwla, redutos do Hezbollah perto da fronteira com Israel. Os irmãos Mohamad Akil Hamond, de 18 anos, e Bussaina, de 19, estavam dentro de sua casa em Farqila, ao meio-dia, quando uma bomba fez o teto desabar sobre suas cabeças. O rapaz sofreu um “trauma importante” na cabeça, diz o médico, além de pequenas lesões em todo o corpo. Já a garota sofreu um golpe no tórax que a faz respirar com dificuldade, além de ter perdido muita massa de músculos, nervos e veias do braço esquerdo. Um irmão deles teve de ser levado para um hospital de um centro maior. Teve hemorragia cerebral, assim como dois primos. A mãe dos jovens assegura que o apoio ao Hezbollah na cidade é total.
Já o xeque de Shebaa, Abdalla Daakur, que teve a mesquita destruída por bombardeio israelense no primeiro dia da ofensiva, questiona o papel do Hezbollah. “Não há presença do Hezbollah em Shebaa, que é uma cidade sunita, mas ele utiliza a região e as redondenzas para ‘libertar’ as Fazendas de Shebaa”, critica o xeque, referindo-se a um dos pretextos para a morte e captura dos soldados israelenses.
A guerra aguça nos libaneses sentimentos de solidariedade com os compatriotas. Mas será preciso mais que isso para superar velhos alinhamentos entre religião e política.
Bento XVI voltou a pedir à comunidade internacional que aumente os seus esforços para chegar a uma “solução justa” no Oriente Médio e pediu que “a razão, a boa vontade e a confiança” prevaleçam sobre o conflito.
O Papa, ao fim da tradicional audiência pública das quartas-feiras, fez um novo apelo para acabar com o “trágico conflito” na “querida região” do Oriente Médio.
O Pontífice lembrou as palavras de Paulo VI, num discurso na ONU, em 1965. “Nunca mais uns contra os outros. Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos”, citou.
Ele também encorajou os esforços “para obter enfim um cessar-fogo e uma solução justa e duradoura para o conflito”. Depois, lembrou que o seu antecessor, João Paulo II, considerava possível “mudar o rumo dos eventos” quando prevalecem “a razão, a boa vontade e a confiança no próximo”.
Desde que começou o atual conflito entre Israel e o Líbano, Bento XVI tem pedido a suspensão das hostilidades em praticamente todos os seus discursos.
Religiosos muçulmanos e judeus pedem fim imediato de combates
Religiosos muçulmanos e judeus que participam dos Congressos Mundiais de Imames e Rabinos pela Paz pediram hoje o fim “imediato” das hostilidades no conflito entre Israel e a milícia xiita libanesa Hisbolá.
“Estamos profundamente comovidos com o conflito no Oriente Médio, a perda de vidas humanas e as ameaças atuais que pesam sobre a vida e o futuro das populações palestina, israelense e libanesa”, afirmaram em comunicado os membros do Comitê Permanente para o Diálogo Judeu-muçulmano.
“Como todas as ações de violência propositais contra inocentes são violações absolutas do ensino de nossas religiões”, afirmaram que sua “fé compartilhada no Criador” exige a eles que condenem “com a máxima firmeza toda ação que ofende e prejudica a vida e a dignidade humanas”.
Por isso, os religiosos pediram aos líderes de “todas” as partes do conflito que ponham fim imediatamente a “toda ação violenta” e estabeleçam um cessar-fogo, “garantido por forças internacionais, se for preciso”, para reunir as condições “indispensáveis” para resolver “todos” os conflitos no Oriente Médio e assegurar a “segurança, a paz, a justiça e a dignidade” para todos.
O grande rabino David Rosen, do Comitê Judaico Americano, também apoiou o comunicado.
Mais de um terço dos franceses – 35% – diz acreditar em milagres, segundo uma pesquisa que será publicada na quinta-feira, dias antes da peregrinação anual da Assunção ao santuário de Lourdes, no sul da França.
No entanto, segundo a pesquisa feita pelo semanário católico O Peregrino, 62% das pessoas entrevistadas disseram não acreditar neste fenômeno e 3% não souberam opinar.
Quando se pediu para que definissem o que é um milagre, 31% afirmaram ser “um fenômeno que não se pode explicar”, 27% o qualificaram como “acontecimento feliz que não se esperava” e 8% o consideraram “uma intervenção de Deus”.
Em novembro de 2005, uma italiana de 94 anos se tornou oficialmente a 67ª pessoa a viver um milagre, segundo o santuário de Loudes, onde a Virgem Maria supostamente apareceu no século XIX para Bernadette Subirous.
O santuário recebe anualmente seis milhões de peregrinos, muitos deles doentes.
A diocese de Milão analisa retirar uma enorme fotografia da cantora pop Madonna, 47, colocada em uma das paredes da Catedral por considerá-la inadequada, após a forte polêmica dos últimos dias entre a artista americana e a Igreja Católica.
A cantora posa em um cartaz publicitário de uma famosa marca de roupa, da qual é garota propaganda, pendurado em uma parede lateral da Catedral, em restauração. O ato causou polêmica devido ao debate surgido por causa de sua nova turnê, “Confessions”. No show, a artista encena uma crucificação, na qual canta “Live to Tell” e usa até mesmo a reprodução de uma coroa de espinhos.
Segundo o jornal “Corriere della Sera”, a entidade Veneranda Fabbrica do Duomo –criada em 1387 para construir e conservar a catedral milanesa– vai decidir que tipo de publicidade pode ser colocada nas paredes do templo.
O diretor da associação, Benigno Morlin Visconti, afirmou que agiram de “boa fé” ao permitir há um mês a colocação do anúncio e acrescentou que, se soubesse que a turnê causaria tanta polêmica, teria pedido que a fotografia “fosse colocada em outro momento”.
O bispo Luigi Manganini, da diocese de Milão, afirmou que “a publicidade destinada à catedral sempre foi escolhida com grande responsabilidade, embora neste caso ninguém pudesse imaginar o que a cantora faria e diria”.
Manganini acrescentou que nas próximas horas se reunirá com dirigentes da Veneranda Fabbrica para decidir o que fazer com o cartaz publicitário.
Madonna fez um show no domingo em Roma. A apresentação da musa, além da polêmica “crucificação”, inclui imagens de Bento 16 em uma projeção na qual mostra outros personagens, entre eles Hitler, George W. Bush, Benito Mussolini, Vladimir Putin, Osama Bin Laden e Saddam Hussein.
Os sacerdotes da diocese de Cracóvia, na Polônia, que tenham colaborado com os antigos serviços secretos de segurança comunistas devem admiti-lo publicamente até ao final de Agosto.
O aviso foi deixado por um Padre ligado à oposição ao regime comunista, que está a escrever um livro onde irá divulgar todos os nomes de ex-agentes, mas tem também o apoio do Arcebispo de Cracóvia.
Cartas com o pedido foram enviadas aos respectivos padres, doze dos quais continuam a trabalhar em Cracóvia. O Padre propôs incluir no livro textos destes sacerdotes, caso queiram explicar em que condições aceitaram colaborar com os serviços de segurança.
Por ocasião da procissão do Corpo de Deus deste ano, o Arcebispo de Cracóvia pediu perdão publicamente, em nome da Igreja Católica, às vítimas dos Padres denunciadores.
O pastor Estevam Fernandes, da 1ª Igreja Batista de João Pessoa, defende que é fundamental a participação da Igreja na política eleitoral do País. Para ele, os líderes evangélicos têm o dever de alertar os seus fiéis para a importância da eleição, orientando como proceder na escolha e sobretudo evidenciar o mérito da participação cívica.
E foi pensando nesses aspectos que, pela primeira vez, as igrejas evangélicas vão lançar, em setembro, o Manual do Eleitor Evangélico. A cartilha começará a ser confeccionada no próximo mês. Os trabalhos serão coordenados pelo Pastor Estevam e terão a participação de pastores de outras igrejas evangélicas de João Pessoa.
Tivemos a idéia de chamar os nossos membros para que participem ativamente do processo eleitoral, mostrando a importância da participação de cada um na política do seu País, de seu Estado, de seu município. Nas eleições de outubro, vamos escolher quem vai comandar os Poderes Executivo e Legislativo. É uma eleição importantíssima, porque estaremos escolhendo quem faz as leis e quem as executa. Por isso, temos a obrigação de orientar e preparar os nossos fiéis para esse processo”, comentou o pastor.
Para confeccionar o manual, Pastor Estevam vai reunir pastores de outras igrejas. Ele afirmou que, a princípio, a cartilha terá quatro objetivos básicos. “Vamos mostrar alguns critérios, como: conscientizar o público evangélico de que a política é determinante na vida social do cidadão; traçar o perfil político dos candidatos evangélicos; conscientizar os fiéis para o fato de que para ser um bom político não basta ser evangélico, porque existem muitos políticos não-evangélicos bons e outros que se dizem evangélicos, apenas, para tirar proveito da situação, enganando o público evangélico; e por último, fazer uma campanha de conscientização para que os evangélicos votem corretamente, escolhendo os políticos comprometidos na defesa de políticas públicas”, disse pastor Estevam.
O pastor ainda afirmou que a política verdadeira é toda atividade e participação humana na sociedade. Ele disse que a igreja é povo e que a política desenvolve ações que beneficiam o povo. Por isso, a igreja tem a obrigação de orientar os fiéis, esclarecendo a diferença entre a verdadeira política e a politicagem, que, para ele, é o uso da política para o enriquecimento próprio ou da família. “A política abre para os cristãos a possibilidade de participação na caminhada do povo. O candidato verdadeiro é aquele que produz a política com ética, com ação de cidadania, trabalhando por educação, saúde, moradia digna, alimentação, transporte, trabalho e segurança para todos”, informou
Religiosos cubanos de diversas crenças, que vivem no único país comunista do continente e, tradicionalmente ateu, convocam para os próximos dias atos religiosos, sacrifícios e até mesmo “toques de tambores” pela saúde do presidente Fidel Castro, a paz e o governo provisório em funções há oito dias.
Os problemas de saúde de Fidel, convalescentes de uma delicada cirurgia, assim como sua entrega interina do poder pela primeira vez em 47 anos para seu irmão Raúl, são acompanhados com atenção pelas diferentes crenças que existem em Cuba.
Enquanto a igreja católica mantém em suas missas, desde domingo, as orações pelos irmãos Castro; e os evangélicos organizaram uma cerimônia ecumênica, os “santeiros” da religião yoruba aderiram com sacrifícios e toques de tambores.
De raízes africanas e com uma grande devoção no país, um grupo de sacerdotes yoruba emitiu toques de tambores e ofereceu aves sacrificadas ao orixá dos mares Olokún pedido paz e, implicitamente, a recuperação do presidente Fidel Castro.
A cerimônia de quase sete horas com “toque de tambores” e oferendas a Olokún foi organizada por Víctor Betancourt, “babalao” (sacerdote) do Templo Iranlowo, começou em uma modesta casa no bairro de Havana Velha, com a presença de 90 pessoas e terminou na praia com o sacrifício entregue ao mar.
“Decidimos planejar essa cerimônia para pedir aos orixás amenizarem a situação, e nos ampararem. Assim, supostamente, fazem parte do pedido a evolução do estado de saúde do comandante, a normalidade, a não violência. Que tudo continue como está”, Betancourt explicou à ANSA.
A oferenda de quatro aves sacrificadas – galinhas, galos, galinhas d’angola e pombas – foi “aceita” depois do lançamento de cocos cortados em quatro partes: “se eles caem com a parte interna viradas para cima, quer dizer que a divindade aceita a oferenda”, acrescento o santeiro.
Formado por jesuítas em sua infância, porém ateu, o presidente cubano de alguma forma parece ligado à fé desde sua ascensão em 1959, quando, em um ato vitorioso, pombas brancas posaram em seus ombros enquanto falava para o povo, imagem que foi registrada por um fotógrafo que já é um “clássico” do álbum revolucionário.
“Muita gente interpretou que isso era um sinal de Obbatala, que ele está sob o manto, sob a proteção de Obbatalá”, disse à ANSA a antropóloga María Faguaga.
A Associação Cultural Yoruba de Cuba também pediu ao panteão dos orixás pela saúde do presidente: “como religiosos, nossa posição é seguir as designações dos deuses, que são entender e apoiar as decisões tomadas pelo nosso máximo líder”, disse a entidade.
A Catedral episcopal da santíssima Trindade realizou à noite uma cerimônia pelo governo provisório e pela paz em Cuba, com a presença de integrantes das igrejas evangélica, protestante e ortodoxa grega.
“Não pedimos a Deus que Fidel seja eterno e sim que ele fique o maior tempo possível onde é mais útil”, esclareceram as pessoas presentes na reunião feita pela Seção Ecumênica em Defesa da Humanidade.
A relação sinuosa que tem com Havana não foi obstáculo para a igreja católica em Cuba, que chamou sua fiéis para orarem pelo líder convalescente e para que Deus “ilumine” o governo provisório.
Fidel manteve uma relação cordial com o falecido João Paulo II, que realizou uma visita histórica ao país em 1998.
Fontes eclesiásticas locais calculam que cerca de 60% dos 11,2 milhões de cubanos são batizados, porém uma porcentagem reduzida pratica a religião, enquanto uma ampla maioria se declara crente “em algo”.
A atual Constituição cubana “reconhece, respeita e garante a liberdade religiosa” e estabelece a separação do Estado das instituições vinculadas à fé.
O Congresso da República distinguirá a Igreja Presbiteriana da Colômbia (IPCOL) com a ordem da democracia “Simon Bolívar” por sua contribuição, durante 150 anos, à renovação espiritual, educativa e social da nação.
O ato terá lugar no Congresso Nacional, nesta quinta-feira, 10 de agosto, e a distinção será entregue à moderadora da igreja, reverenda Vilma Yanez Ogaza, e ao secretario executivo, David Illidge Quiroz.
A Igreja Presbiteriana foi a primeira igreja protestante a chegar na Colômbia, em 1856. Ela conta com aproximadamente 12 mil membros e cerca de 50 igrejas e congregações organizadas em três presbitérios. Desde o início das atividades ela contribuiu para a constituição da nascente república, pois a proclamação do Evangelho esteve associada ao aporte de uma proposta educativa alternativa e moderna, fundamentada nos princípios da liberdade e democracia, inspiradores do espírito protestante.
O programa de celebrações pelo sesquicentenário da Igreja Presbiteriana terá início no dia 10 de agosto, com um concerto no teatro municipal “Amira de la Rosa”, na cidade de Barranquilla, e concluirá no domingo, 13, com um culto de ação de graças que terá a participação do presidente da Aliança Reformada Mundial, reverendo Dr. Clifton Kirkpatrik; da presidenta para a América Latina do Conselho Mundial de Igrejas e vice-presidenta da Aliança Reformada Mundial, reverenda Dra. Ofelia Ortega, e do vice-presidente deste mesmo organismo, Dr. Helí Barraza (presbiteriano da Colômbia). Também estará presente o secretário geral da Aliança Reformada Mundial, reverendo Dr. Setri Nyomi.
Também assistirão as festividades representantes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e de todas as igrejas presbiterianas e reformadas do continente, já que a Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) vai realizar assembléia e comemorar os 50 anos de sua fundação, em Cartagena.
A moderadora da Igreja Presbiteriana, reverenda Vilma Yanez Ogaza, disse que a celebração dos 150 anos da IPCOL “será um espaço de unidade, de encontro e de fraternidade, no qual vamos compartilhar experiências de fé com irmãos e irmãs da grande família reformada e ecumênica”.