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Ataque de Israel atinge igreja católica e deixa dezenas de feridos em Gaza

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

Um ataque de Israel atingiu uma paróquia católica na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira, 17, deixando dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram médicos do Hospital Al-Ahli, na Cidade de Gaza.

A ofensiva danificou a Igreja da Sagrada Família, a única igreja católica no território palestino.

O Vaticano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. As IDF (Forças de Defesa de Israel) disseram que estavam investigando o assunto.

O Patriarcado Latino de Jerusalém afirmou em um comunicado, que não há vítimas fatais até o momento.

A agência de notícias italiana ANSA informou que seis pessoas ficaram gravemente feridas, enquanto o pároco, padre Gabriele Romanelli, que costumava atualizar regularmente o falecido papa Francisco sobre o conflito israelense-palestino, sofreu ferimentos leves nas pernas.

“Os ataques israelenses em Gaza também atingiram a Igreja da Sagrada Família”, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em um comunicado. “Os ataques contra a população civil que Israel vem realizando há meses são inaceitáveis. Nenhuma ação militar pode justificar tal atitude”.

Fonte: CNN

Pastores comentam legado deixado por John MacArthur

Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)
Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)

Após a morte do pastor John MacArthur aos 86 anos, vozes do meio evangélico brasileiro comentaram o impacto do legado deixado por uma das figuras mais influentes do evangelicalismo conservador nas últimas cinco décadas. Conhecido por sua fidelidade à exposição bíblica e por posicionamentos firmes diante de temas teológicos e culturais, MacArthur influenciou pregadores e igrejas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.

Para o pastor José Ernesto Conti, da Igreja Congregação Presbiteriana Água Viva, em Vitória, a influência ministerial de MacArthur é evidente, embora nem sempre fácil de definir. Ele reconhece que parte de seu próprio ministério foi moldado pela teologia do pastor americano.

“Se por um lado, é muito fácil falar da influência ministerial de John MacArthur, de outro não é tão simples assim. É óbvio que seus livros e suas meditações têm influenciado muitas gerações de líderes cristãos. Seu apego às Escrituras e seus sermões expositivos são fonte inesgotável para qualquer pregador”, afirmou o pastor capixaba.

Conti também fez uma ressalva quanto à postura teológica de MacArthur. Segundo ele, algumas afirmações do teólogo norte-americano causaram estranhamento mesmo entre calvinistas e arminianos mais conservadores.

“Sua interpretação do Apocalipse é excelente fonte de consulta, mas não de didaskalia. Porém, apesar de algumas poucas arestas, é inegável sua contribuição para a firmeza da fé e a segurança da graça”, declarou. Ao final, classificou MacArthur como um daqueles de quem o mundo não era digno, citando o livro de Hebreus.

Pastores que acompanharam o ministério de MacArthur à distância reconheceram nele um modelo de fidelidade à Escritura. O pastor Celso Godoy, da Igreja Batista Monte Castelo, recebeu com pesar a notícia do falecimento e destacou a coragem doutrinária que marcou a vida do pregador. “Aos 86 anos, ele encerra sua jornada entre nós, mas deixa um legado profundo de fidelidade às Escrituras, coragem doutrinária e dedicação pastoral exemplar”, disse Godoy.

Ele também ressaltou a forma como MacArthur se manteve firme diante de mudanças culturais e pressões externas. “Sua firmeza em pregar a verdade bíblica sempre inspirou milhares a manterem o compromisso com a Palavra de Deus acima de tudo. Louvo a Deus por sua vida e exemplo, e oro para que essa semente continue frutificando na vida de tantos outros que, como ele, desejam apenas ser servos fiéis de Cristo”.

Influência

O alcance da influência de MacArthur atravessou fronteiras. Para o pastor Gilton de Medeiros Vieira, da Primeira Igreja Batista do Lins, no Rio de Janeiro, MacArthur deixa um legado que vai além das igrejas norte-americanas. “O pastor, teólogo e líder cristão conservador John MacArthur deixa um legado que transcende o contexto do seu ministério nos Estados Unidos”, comentou.

Gilton também recordou um dos episódios que mais evidenciaram a postura intransigente de MacArthur quanto à liberdade e à autoridade das Escrituras. “Deu exemplo ao se contrapor às autoridades da Califórnia, recusando-se a paralisar as atividades de sua igreja no período da pandemia da Covid-19”.

Para ele, os escritos do pastor seguem como referência. “Os seus muitos livros, escritos com estilo elegante e com grande profundidade, impactaram a muitos. Para mim, particularmente, foi muito útil a leitura de As Parábolas de Jesus Comentadas por John MacArthur”, finalizou.

O diácono Jonatas Nascimento, da Primeira Igreja em Maricá, no Rio de Janeiro, vê MacArthur como alguém que viveu plenamente o chamado ministerial. “Falar do pastor americano John MacArthur, agora de saudosa memória, é falar de alguém que literalmente combateu o bom combate. É falar de alguém que foi determinado em suas convicções e delas jamais se desviou”.

Para ele, a vida do pastor foi marcada por foco e firmeza diante de opositores. “Críticos ou adversários jamais o fizeram esmorecer. Viveu focado no alvo e por isso alcançou a coroa”.

Jonatas ainda destacou que, apesar das divergências e debates teológicos, o essencial permaneceu em sua caminhada. “Estava certo em tudo? Estava errado em tudo? Essa resposta só a eternidade revelará. Verdade é que ele pregou o Evangelho a muitos, ganhando almas para Jesus e, pelos olhos da fé, já podemos contemplá-lo na sua morada eterna, não por suas não poucas obras, mas pela fé que ele depositou em Jesus”.

Mesmo após sua morte, a influência de John MacArthur continua sendo sentida por pastores, seminaristas e igrejas que compartilham de sua visão de fé e ministério. Para muitos, sua voz ainda ecoa como a de um servo que lutou até o fim por aquilo que acreditava ser a verdade inegociável da Palavra de Deus.

Fonte: Comunhão

China usa reconhecimento facial em igrejas para intensificar perseguição aos cristãos

Cristãos em igreja na China. (Foto: Reprodução/CBN News)
Cristãos em igreja na China. (Foto: Reprodução/CBN News)

O governo comunista da China intensificou a repressão contra os cristãos, iniciando uma nova onda de perseguição religiosa. Agora, há igrejas na China sendo monitoradas por meio de câmeras com software de reconhecimento facial.

Bob Fu, presidente da China Aid — uma organização que oferece assistência jurídica a cristãos injustamente presos na China — revelou que o Partido Comunista tem monitorado os cristãos por meio de câmeras estrategicamente posicionadas e software de reconhecimento facial.

“Todos os quatro cantos da igreja, incluindo o púlpito, precisam instalar câmeras de reconhecimento facial para monitorar todos aqueles que estão participando do culto”, informou Bob à CBN News.

Além disso, ele destacou que pastores estão sendo presos por recolher o dízimo e as atividades missionárias estrangeiras também estão sofrendo repressões.

No entanto, apesar da repressão mais recente do líder da ditadura chinesa, Xi Jinping, o cristianismo continua dando frutos. Jeff King, presidente da International Christian Concern (ICC), acredita que, embora o país esteja se aproximando de um ponto crítico, ainda há esperança.

“As pessoas estão buscando a democracia, o que poderia ser uma coisa maravilhosa, mas o que elas precisam é de fé”, disse Jeff.

Aumento da perseguição cristã

À medida que mais cidadãos chineses aceitam Jesus, Xi responde com novas medidas repressivas. Em 1º de maio, seu governo impôs novas restrições a missionários estrangeiros.

“Conheço quase todos os cristãos estrangeiros que são missionários, mas sob o nome de uma empresa ou até mesmo de estudantes, e muitos, muitos outros, inclusive, que fabricam tendas, trabalham na área médica e até apoiam orfanatos. Seus serviços estão sendo totalmente discriminados, e eles estão proibidos de servir e permanecer na China”, explicou Bob.

Estrangeiros não podem pregar ou ensinar sem autorização prévia, que raramente é concedida sem a supervisão do Partido Comunista. Por isso, muitos missionários omitem suas atividades evangelísticas.

“Na maioria dos casos, aqueles que permanecem escondidos permanecerão. Então, provavelmente permanecerão até serem pegos e expulsos”, destacou Jeff.

Em maio deste ano, o governo também passou a exigir que os hinos cantados nas Igrejas Patrióticas das Três Autonomias registradas na China sejam adaptados aos princípios comunistas.

“Todos os domingos, antes de cantarem a doxologia, eles têm que se levantar e cantar o hino comunista, o hino nacional comunista. Primeiro, cantar os louvores aos heróis comunistas em vez de adorar o nome do Senhor Jesus Cristo”, disse Bob.

Pastores estão sendo detidos

Há mais de dois anos, a polícia prendeu três pastores da Linfen Covenant Church sob acusações de fraude empresarial, e eles foram a julgamento em maio deste ano.

“Agora, até mesmo o dízimo e as ofertas são considerados atividades estrangeiras, são criminalizados, especialmente nas igrejas domésticas. Muitos pastores de igrejas domésticas são presos só porque colocam as ofertas no dízimo, em uma caixa na igreja”, observou Bob.

A China Aid informou que um pastor foi condenado a quase dois anos de prisão e outros dois receberam uma sentença de mais de três anos e meio.

Contudo, Bob e Jeff afirmam que apesar da repressão de Xi Jinping, o cristianismo está crescendo na China.

Enquanto seu pastor, Wang Yi, cumpre uma pena de nove anos de prisão, os membros da Early Rain Covenant Church estão vivendo um avivamento.

“No ano passado, eles plantaram mais duas igrejas sob a mais severa perseguição. Então, vimos muitas, muitas igrejas domésticas vivenciarem o avivamento”, contou Bob.

Para Jeff, o governo comunista não entende o impacto da perseguição na fé cristã: “Nunca consigo entender como os líderes marxistas não entendem isso: quanto mais você pressiona, mais a igreja se espalha. Os cristãos têm uma longa história de lidar com correntes e opressão, e nada os detém. É uma história incrível”.

A China ocupa o 15° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Novo livro de Kenner Terra propõe vivência da fé cristã como resposta prática ao cotidiano em um mundo fragmentado

Livro "Coragem para ser", de Kenner Terra (Foto: Reprodução)
Livro "Coragem para ser", de Kenner Terra (Foto: Reprodução)

Viver a fé cristã de forma prática, concreta e integrada à vida comum, é o ponto de partida de Coragem para ser: como experienciar Deus em um mundo fragmentado. O livro do teólogo Kenner Terra propõe uma espiritualidade que se manifesta na maneira de existir, mais do que em práticas religiosas isoladas. Em vez de fórmulas ou performances, o pastor convida o leitor a adotar um modo de ser que reflita a presença de Cristo em suas decisões, relações e compromissos cotidianos.

Organizada em dezesseis aspectos, entre elas amor, sinceridade, justiça, recomeço, liberdade e fragilidade, a obra apresenta cada uma dessas virtudes como expressões da coragem de viver segundo o evangelho. A espiritualidade, nesse contexto, é apresentada como um movimento de resposta, não de conquista, em que a maturidade cristã se revela em atitudes consistentes no ambiente pessoal, profissional e comunitário.

Entre tantas vozes destoantes e confusas sobre fé e espiritualidade, voltar ao básico é resgatar o que realmente importa. Não se trata de praticar obrigatoriedades que garantam minha permanência na aliança com Deus ou minha condição de filho ou filha, mas sim de manifestações de vida de quem está inserido na aliança divina. (Coragem para ser, p.15)

Este lançamento da Editora Mundo Cristão responde à dúvida que muitos cristãos nutrem: como enfrentar os desafios do tempo presente a partir da experiência com Cristo, sem reduzir a fé a um sistema de regras? Kenner apresenta um caminho espiritual pautado no cotidiano, distante de modelos meritocráticos ou moralistas – sempre próximo de uma vivência que reconhece limites, valoriza relações e busca coerência entre crença e prática.

Pós-doutor em Ciência da Religião, Kenner Terra defende o resgate do essencial da fé cristã em um contexto de relações fragilizadas. Coragem para ser oferece subsídios para a construção de uma espiritualidade centrada na presença, não no desempenho: uma fé que se manifesta em escolhas diárias, gestos concretos e vínculos reais.

Sobre o autor: Kenner Terra é pastor da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo. Graduado em Teologia e licenciado em Filosofia, é mestre e doutor em Ciências da Religião (UMESP) e pós-doutorando em Ciência da Religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É professor no Programa e Pós-doutorado em Teologia da FIURJ e membro da Rede Latino-americana de Estudos Pentecostais (RELEP) e da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB). É casado com Mariléa Terra, com que tem três filhos, Beatriz, Roger e Gabriella.

Ficha técnica:
Título
: Coragem para ser
Subtítulo: Como experienciar Deus em um mundo fragmentado
Autor: Kenner Terra
Editora: Mundo Cristão
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Projeto de Lei quer punir apoio espiritual a pessoas que querem deixar homossexualidade na Bahia

Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)
Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)

No final de junho, um Projeto de Lei (PL) que prevê a proibição das chamadas “terapias de conversão” foi apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

A PL./25862/2025, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), quer punir indivíduos ou instituições que derem apoio espiritual para pessoas LGBT que querem deixar a homossexualidade, no estado.

Se aprovado, o projeto vai proibir aconselhamento pastoral, cultos, retiros, orações e outras práticas religiosas voltadas para ajudar homossexuais a retornarem ao gênero biológico e viverem a sexualidade bíblica, como os casos de pessoas destransicionadas.

O texto ainda prevê a proibição de internações, cirurgias e uso de medicamentos para alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa.

Além disso, o PL estabelece o dia 26 de julho como a data estadual de conscientização e combate às “terapias de conversão”.

A proposta faz parte de uma mobilização nacional liderada pelo deputado Guilherme Cortez (Psol-SP) contra as chamadas “terapias de conversão” através do PL 1495/2023 – em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

“Este Projeto de Lei tem como objetivo a responsabilização administrativa daqueles que promovam, realizem ou incentivem práticas destinadas a ‘converter ou reparar’ a orientação sexual, a identidade ou a expressão de gênero de qualquer pessoa. Acreditamos na aprovação deste projeto porque ele representa um compromisso político e ético com a liberdade, a dignidade e a igualdade de todas as pessoas”, alegou o deputado Hilton Coelho.

Multas e cassação de licenças

A ação prevê punição para quem oferecer apoio espiritual a pessoas da comunidade LGBT que desejam abandonar a homossexualidade, desde sansões administrativas com multas que podem chegar a R$ 450 mil até a cassação da licença de funcionamento para instituições, em casos de reincidência envolvendo menores de 18 anos.

Conforme o texto, as ações puníveis consideradas “terapias de conversão” são:

  • Submeter pessoa a tratamento, cirurgia, internação, aplicação indiscriminada de medicação sem consentimento ou prescrição médica; chantagem; castigos e penitências físicas; trabalhos extenuantes e abusivos; aulas ou sessões de aconselhamento; isolamento social; extorsão; cultos; grupos de oração; rituais ou tarefas religiosas e espirituais, destinadas à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” de sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Promover ou anunciar tratamento ou serviço destinado à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoas LGBTQIAP+.
  • Obter, direta ou indiretamente, qualquer tipo de vantagem material oriunda de tratamento ou serviço destinado à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.
  • Proferir ameaças, chantagem emocional, palestras, aconselhamento, a fim de induzir a “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.
  • Promover encontros, retiros, acampamentos, ou qualquer tipo de reunião, aberta ou fechada, que tenha como objetivo a indução de pessoa LGBTQIAP+ a “corrigir”, “mudar” ou “apagar” sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Expor ou coagir, a pessoa LGBTQIAP+, em cultos, missas ou sessões religiosas, a assumir sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero; bem como aceitar tratamento de “correção”.
  • Coagir ou obrigar, a pessoa LGBTQIAP+, a desempenhar castigos, se submeter a punições em dinâmicas ou assistir conteúdos que envolvam esforços de “correção” de orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Solicitar doação de valores ou bens, com o objetivo de proporcionar a repressão ou a tentativa de “correção” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoas LGBTQIAP+.
  • Induzir ou conduzir, a pessoa LGBTQIAP+, a tratamento religioso ou de saúde, com o objetivo de tentar “corrigir”, “mudar” ou “apagar” sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Prescrever ou induzir o uso de medicamentos psicoativos ou de hormônios como forma de “corrigir”, “mudar” ou “apagar” a orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.

De acordo com a proposta, o processo para investigar as infrações acontece após denúncias da vítima, familiares, Organizações Não Governamentais (ONGs) e autoridades.

Risco à liberdade individual

Em entrevista ao site cristão Guiame, a advogada Julie Ana Fernandes, especialista em Direito Religioso, afirmou que a Proposta de Lei pode ser um risco à liberdade individual e ao direito de crença.

“A liberdade individual pressupõe o direito do indivíduo de escolher, conforme a sua vontade, como quer viver, por quais valores irá orientar a sua vida, qual crença irá adotar. O exercício da liberdade de escolha depende da existência de alternativas legítimas”, observou ela.

“Qualquer proposta que pretenda deslegitimar a capacidade do indivíduo de tomar decisões espirituais, impedindo a tomada de decisões íntimas e invalidando o seu livre e esclarecido consentimento, poderia violar direitos e garantias fundamentais”, alertou.

Fernandes observou que, embora o PL apresentado na Bahia, não preveja punição para pessoas que busquem apoio espiritual e conversão da sua sexualidade, o projeto pode ferir a liberdade individual indiretamente.

“Na medida em que pretende proibir quem oferece a referida mudança, poderia, em tese, afetar a autonomia individual”, declarou a doutora.

Julie ainda pontuou que ações discriminatórias que ferem a dignidade humana já são criminalizadas pela legislação brasileira.

Líderes e cristãos punidos

Sobre a possibilidade do PL, caso aprovado, punir líderes religiosos e cristãos que oram e dão apoio espiritual a pessoas que querem por vontade própria deixar a homossexualidade, Julie Fernandes lembrou que o Estado deve respeitar a liberdade religiosa.

“Ao Estado não cabe, pela via judicial ou legislativa, punir a moralidade religiosa, assim como não pode impedir a conversão, mudança de crença, culto, ensino ou aprendizado religioso, de qualquer religião. Tampouco pode direcionar a fiscalização e monitoramento para qualquer religioso ou qualquer instituição religiosa”, afirmou.

A especialista em Direito Religioso destacou que todos, incluindo pessoas LGBT, têm o direito de se converter à religião que desejarem.

“O exercício do direito de crença do indivíduo não pode ser violado, em qualquer hipótese, bem como o seu direito de viver em conformidade com os dogmas de fé adotados”, declarou Julie.

Conforme a advogada, há um risco da liberdade religiosa ser limitada no Brasil, em um contexto onde pautas progressistas ganham espaço.

“Há um risco de reformulação dos limites da liberdade religiosa, em termos preocupantes. Constante judicialização de discursos religiosos, tentativa de desqualificar o modelo de laicidade constitucional, hostilidade contra cristãos, eventuais iniciativas legislativas que possam cercear ou punir o livre exercício religioso, são exemplos de medidas que podem desenhar novos parâmetros para a liberdade religiosa”, comentou.

Em vários países, leis sobre “terapias de conversão” semelhantes têm sido discutidas e aprovadas. No Reino Unido, já é proibido orar e aconselhar homossexuais e transgêneros que querem deixar suas práticas.

Acolhimento a destransicionados

Em abril deste ano, junto com associações médicas e de proteção à infância, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), divulgou uma nota apoiando e elogiando a resolução 2.427/25 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A nova resolução reconheceu a realidade de pessoas destransicionadas e determinou que elas precisam de acolhimento e cuidados médicos especializados.

“O artigo 8º da resolução prevê o acolhimento e o suporte médico aos pacientes que realizaram as intervenções para transição de gênero e posteriormente se arrependeram. O reconhecimento dessa população restabelece o princípio da justiça, pois os destransicionados também têm o direito à uma assistência médica singular”, afirmou a nota de apoio.

“Esses jovens são a prova de que as intervenções hormonais e cirúrgicas, realizadas em casos de diagnóstico transitório, podem causar danos irreparáveis que necessitarão de cuidados psicológicos e médicos especializados prolongados”, acrescentou.

Fonte: Guia-me

Grupo de direitos religiosos pede à União Europeia que combata o ódio anticristão

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Um grupo de direitos religiosos na Espanha está pedindo ao presidente da Comissão Europeia que crie um Coordenador Especial para combater crimes de ódio contra cristãos.

O Observatório para a Liberdade Religiosa da Espanha pediu na quarta-feira a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que criasse um cargo equivalente aos especialistas existentes para combater o antissemitismo e a islamofobia na União Europeia.

“É imperativo que a Comissão Europeia aja com o mesmo comprometimento que demonstra na luta contra outras formas de ódio religioso”, disse a presidente da OLRC, María García, em um comunicado à imprensa.

Ataques anticristãos são frequentes, ela disse, já que o Observatório sobre Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa) documentou 2.444 crimes de ódio contra cristãos em 35 países europeus em seu relatório “Relatório sobre Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa 2024”.

O relatório inclui 232 ataques pessoais, como “assédio, ameaças e violência física”.

Afirmando que as hostilidades anticristãs estavam crescendo, a OLRC citou recentes “ataques sérios” à liberdade religiosa dos cristãos na França e na Alemanha.

“Nas últimas semanas, houve episódios alarmantes, como a invasão de um homem gritando [o slogan jihadista] ‘Allahu Akbar’ no altar da Basílica do Sagrado Coração em Paris, o ataque incendiário a uma igreja na Baviera ou o ataque a um sacristão em Rodgau (Alemanha), usando uma cruz como arma”, afirmou o OLRC.

A OLRC destacou o assassinato do sacristão leigo e pai de dois filhos Diego Valencia Contreras em 25 de janeiro de 2023. Ele foi morto a golpes de facão pelo terrorista Yassin Kanza do lado de fora da paróquia de San Isidro, em Algeciras, Espanha.

Outro caso de assassinato citado foi a morte de um frade de 76 anos na cidade de Valência, em 9 de novembro do ano passado. Um homem que se dizia ser Jesus Cristo entrou no Mosteiro de Santo Espíritu del Monte, em Gilet, ao norte da cidade, e atacou os monges, deixando vários feridos.

O último relatório do OLRC, em 2023, registrou 36 ataques a locais de culto e símbolos cristãos na Espanha, “um número que aumenta ano após ano”.

“A União Europeia não pode ignorar esses assassinatos e ataques a igrejas”, disse Garcia.

É imperativo que a Comissão Europeia reconheça a gravidade destes factos e aja com o mesmo empenho que demonstra na luta contra outras formas de ódio religioso, afirmou.

“A coexistência e a liberdade religiosa na Europa estão ameaçadas”, disse Garcia. “Por isso, solicitamos a criação urgente de um Coordenador Especial da União Europeia para o combate à cristianofobia, para coordenar e implementar políticas eficazes para coibir esses ataques.”

A OLRC instou os cidadãos europeus a assinarem uma petição em seu site para “exigir que as instituições europeias protejam de forma real e efetiva os direitos fundamentais de todos os seus cidadãos, especialmente a liberdade religiosa”.

Folha Gospel – artigo publicado originalmente no Christian Daily International

Cinco cristãos mortos e 110 sequestrados no noroeste da Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Terroristas conhecidos como Pastores Fulani mataram cinco cristãos e feriram outros três na sexta-feira (11 de julho) em uma área do estado de Kaduna, noroeste da Nigéria, onde pelo menos outras 110 pessoas foram sequestradas nos últimos seis meses, disseram fontes.

No Condado de Kajuru, “bandidos Fulani” atacaram na sexta-feira um estudo bíblico e culto de oração da Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA) na vila de Kampani, matando Victor Haruna, Dogara Jatau, Luka Yari, Jesse Dalami e Bawu John, disse o morador Philip Adams.

Ele identificou os feridos como Samuel Aliyu, Philip Dominic e Jacob Hussaini. Moradores disseram que o ataque ao local da igreja ocorreu por volta das 15h30 hora local.

“Este é o problema atual da maioria das comunidades nas áreas do Conselho Local de Kajuru e Kachia, no sul do estado de Kaduna”, disse o morador Happiness Daniel ao Christian Daily International-Morning Star News por mensagem de texto. “Vivemos constantemente com medo, todos os dias. Não podemos dormir em nossas casas e não podemos ir às fazendas.”

Sequestros

O condado de Kajuru foi palco de pelo menos 110 sequestros nas aldeias predominantemente cristãs de Bauda, Unguwan Yashi, Unguwan Mulki, Makyali, Ungwan Mudi Doka e Unguwar Rogo nos primeiros seis meses deste ano, disseram os moradores.

Pastores fulani invadiram Bauda em 28 de junho, sequestrando o chefe da aldeia, Obadiah Iguda, no distrito de Kufana, por volta da 1h da manhã, disseram eles. Stephen Maikori, líder comunitário e supervisor do distrito de Kufana, disse que o sequestro de Iguda foi um entre dezenas de outros sequestros de aldeões cristãos.

“Este ato de violência sem sentido aprofundou ainda mais o clima de insegurança e medo entre os moradores de Bauda e comunidades vizinhas”, disse Maikori.

Em 12 de março, pastores Fulani sequestraram 10 moradores das aldeias Unguwan Yashi, Makyali e Ungwan Mudi Doka, disse Maikori. Os ataques começaram por volta das 2h em Unguwan Yashi-Maraban Kajuru, onde seis cristãos foram sequestrados, disse ele.

“Na comunidade de Makyali, duas mulheres cristãs foram sequestradas, enquanto dois homens também sofreram ferimentos de bala e estão recebendo tratamento”, disse ele ao Christian Daily International-Morning Star News. “Os bandidos atacaram a aldeia de Makyali por volta das 4h da quarta-feira, 12 de março.”

Na aldeia de Ungwan Mudi Doka, mais dois cristãos foram sequestrados no mesmo dia, disse Maikori.

“No mesmo dia, um pastor que servia na Igreja ECWA foi morto na comunidade de Unguwan Mulki”, disse ele. “Isso se soma ao sequestro de 38 cristãos, mas oito escaparam, deixando outros 30 que permanecem em cativeiro.”

Em Unguwan Yashi, pastores Fulani sequestraram God-Dream Ladan, Lady God-Dream, Philip Mudakas, Mercy Philip, Bitrus Philip e Gmen Philip, disse ele. Na aldeia Makyali, eles sequestraram Rahina Yahaya e Zulai Yahaya, enquanto na aldeia Ungwan Mudi Doka, Amos Michael e Samita Amos foram sequestrados, disse ele.

Pastores fulani que invadiram a vila de Buda em 10 de março sequestraram 61 cristãos, incluindo mulheres e crianças, disse ele.

Em 18 de janeiro, na vila de Agama, moradores cristãos foram sequestrados enquanto estavam fora de um funeral, ele acrescentou.

“A situação é devastadora porque não tivemos notícias de seus captores nem das vítimas cristãs desde os incidentes”, disse Maikori. “Apelamos ao governo para que tome medidas e garanta seu retorno imediato.”

Em Unguwar Rogo, pastores Fulani incendiaram uma igreja e dezenas de casas pertencentes a cristãos, disse o morador Zamani Ishaku.

“Esta é uma continuação dos ataques às nossas comunidades que começaram no dia de Ano Novo”, disse Ishaku.

O morador Ishaya Onnusim disse que o prédio da igreja pertencia à ECWA.

“Os bandidos destruíram propriedades, roubaram produtos agrícolas, incendiaram seis casas e incendiaram a Igreja ECWA em Unguwar Rogo após saquear objetos de valor da igreja e de seu pastorado”, disse Onnusim.

O morador Jonah Dodo acrescentou: “É com muita dor no coração que informo vocês sobre os constantes ataques às nossas comunidades amantes da paz por terroristas muçulmanos Fulani armados, que continuam sem que o governo nigeriano faça nada para detê-los.”

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a LMP.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial da Perseguição”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para cristãos.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

John MacArthur, renomado pastor e professor da Bíblia, morre aos 86 anos

Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)
Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)

John MacArthur, professor da Bíblia, pastor e autor da Califórnia conhecido por suas posições teológicas polarizadas e desafio aos atuais lockdowns da COVID-19, morreu aos 86 anos. 

Grace to You, o ministério de ensino de MacArthur, confirmou em uma postagem no X na noite de segunda-feira que MacArthur faleceu pouco depois de ser hospitalizado com pneumonia. 

“Nossos corações estão pesados, mas alegres, ao compartilharmos a notícia de que nosso amado pastor e professor John MacArthur entrou na presença do Salvador. Esta noite, sua fé se tornou visível”, compartilhou o ministério  em suas redes sociais.

MacArthur deixa Patricia, sua esposa por mais de 60 anos, além de quatro filhos, 15 netos e nove bisnetos.  

“Descanse em paz, leão da fé”, tuitou o teólogo e autor Owen Strachan em resposta à notícia. “Já é estranho viver em um mundo sem a presença firme e convicta de MacArthur. Rezem por sua família, sua igreja e pelos muitos que o lamentam.”

Parente distante do famoso general cinco estrelas dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Douglas MacArthur, John Fullerton MacArthur Jr. nasceu em 19 de junho de 1939, em Los Angeles, Califórnia.

MacArthur obteve o título de Bacharel em Ciências pelo que então era chamado de Los Angeles Pacific College, atual Azusa Pacific University, e o título de Mestre em Divindade pelo Talbot Theological Seminary da Biola University.

Em 1969, três anos após se formar em Talbot, MacArthur se tornou pastor-professor da Grace Community Church (GCC) de Sun Valley, Califórnia, onde serviria por mais de 50 anos.

“Sob a liderança de John, os dois cultos matinais da Grace Community Church (GCC) lotam o auditório de três mil lugares”, observou o The Master’s Seminary, uma escola cristã particular liderada por MacArthur.

“Vários milhares de membros participam toda semana de dezenas de grupos de comunhão e programas de treinamento, a maioria liderados por líderes leigos e cada um dedicado a equipar membros para o ministério em níveis local, nacional e internacional.”

Autor e palestrante prolífico, estima-se que MacArthur tenha pregado pelo menos 3.300 sermões e escrito mais de 400 livros e guias de estudo bíblico.

Além de seus muitos livros e sermões, MacArthur também apresentou um programa de rádio de longa duração e uma transmissão de televisão local centrados em seus estudos bíblicos e pregações.

MacArthur ajudou a fundar a Master’s University and Seminary em 1986 e atuou como presidente até 2018, quando renunciou em meio a problemas com o credenciamento da escola.

Fogo Estranho, ‘Vá para Casa’

MacArthur gerou controvérsia ao longo dos anos por causa de algumas de suas visões teológicas, inclusive em questões como o movimento pentecostal e a pregação feminina.

Em 2013, MacArthur realizou uma conferência e publicou uma crítica às igrejas carismáticas intitulada Fogo Estranho: O Perigo de Ofender o Espírito Santo com Adoração Falsa .

“O movimento carismático sempre foi um terreno fértil para escândalos, ganância, doutrinas ruins e todo tipo de trapaça espiritual. Como movimento, está claramente indo na direção errada. E está crescendo a uma taxa sem precedentes”, diz a descrição do livro na Amazon.

Muitos líderes cristãos, incluindo o Rev. Samuel Rodriguez, ministro pentecostal e presidente da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica, denunciaram o trabalho.

Livros de John McArthur em português aqui

“Com a devida deferência a um líder cristão que muitos de nós admiramos, suas conclusões a respeito do maior e mais rápido crescimento da cristandade global, o movimento pentecostal/carismático, falam de um homem que ignora o comprometimento desenfreado da comunidade com a ortodoxia bíblica”, disse Rodriguez em uma declaração fornecida ao The Christian Post em 2013.

“O Sr. MacArthur deveria se concentrar no fato de que, enquanto muitos na igreja continuam a abandonar nossa fé cristã, a comunidade pentecostal/carismática continua a oferecer à igreja um mecanismo legítimo de crescimento.”

Em outubro de 2019, McArthur recebeu muitas críticas quando se opôs à participação da professora bíblica Beth Moore e da televangelista Paula White na pregação.

“Vá para casa”, disse ele sobre Moore. “Não há argumentos bíblicos que possam sustentar uma pregadora. Ponto final. Parágrafo. Fim da discussão.”

Ele continuou dizendo que achava a ideia de pregadoras mulheres “profundamente preocupante”, acrescentando que “quando os líderes do evangelicalismo se rendem a pregadoras mulheres, as feministas realmente venceram a batalha”.

Entre os críticos dos comentários estava o pastor e autor de best-sellers Max Lucado, que declarou estar “triste” com os comentários “zombeteiros” de MacArthur.

“Será que nós, líderes brancos, homens e idosos da igreja, estamos ouvindo? Estamos atendendo à mensagem de nossas irmãs em Cristo?”, afirmou Lucado na época.

Ouvir nossas astutas e competentes professoras da Bíblia? Ouvir seu anseio por ministrar sob uma perspectiva feminina? Ouvir sua disposição em emprestar seu intelecto, energia e paixão à causa de Cristo? Que riqueza de sabedoria elas trazem!

Em uma aparente resposta a MacArthur no X na época, Moore disse que “não me rendi ao chamado de um homem quando tinha 18 anos. Eu me rendi ao chamado de Deus”, tuitou Moore.

Resistência ao confinamento devido à COVID-19

Quando a Califórnia decretou regras de lockdown, proibindo cultos em resposta à pandemia de COVID-19 em 2020, MacArthur e sua igreja inicialmente seguiram as restrições de aglomeração. No entanto, como o lockdown persistiu por vários meses, a igreja decidiu se reunir para o culto presencial.

Em resposta, MacArthur e a Grace Community Church se envolveram em uma longa batalha legal com autoridades de Los Angeles e do estado por sua recusa em aderir às ordens de saúde pública.

“Somos amigos desta sociedade, de todos os níveis desta sociedade”, disse MacArthur em uma entrevista à Fox News em 2020. “Mas nunca antes o governo invadiu o território que pertence somente ao Senhor Jesus Cristo e nos disse que não podemos nos reunir, não podemos adorar, não podemos cantar.”

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Jonathan Leeman, do 9Marks, escreveu uma postagem de blog na época expressando ceticismo sobre se as igrejas deveriam seguir o exemplo da Grace Community Church e reabrir os cultos presenciais.

“Igrejas em cidades costeiras durante a Segunda Guerra Mundial atenderam à exigência de blackout noturno caso aviões inimigos atingissem a costa. Essas igrejas não insistiram que o governo não tinha o direito de ‘restringir nossa adoração’”, escreveu Leeman.

Em outras palavras, só porque você acha que Deus, no fim das contas, justificará sua decisão de desobedecer ao governo no último dia, não significa que seja sensato. Você pode ter outras opções para evitar atenção indevida.

No final de agosto de 2021, autoridades estaduais e locais chegaram a um acordo com MacArthur, que resultou no pagamento de US$ 800.000 pelo governo em honorários advocatícios para encerrar o litígio.

“Tem sido uma batalha árdua para preservar a liberdade religiosa e esperamos que esse resultado incentive os californianos, e todos os americanos, a continuarem firmes na ideia de que a igreja é essencial”, disse a Thomas More Society, que representava MacArthur, em uma declaração na época.

Controvérsias sobre abuso na igreja

Enquanto pastor da Grace, a igreja de MacArthur enfrentou diversas acusações de que sua liderança estava maltratando mulheres que tinham acusações confiáveis de abuso contra seus ex-maridos.

Em fevereiro de 2023, um ex-ancião do GCC chamado Hohn Cho compartilhou preocupações de que os líderes da igreja de MacArthur tinham “padrões terríveis” de se aliar aos abusadores contra suas vítimas.

Um exemplo proeminente disso foi quando a GCC excomungou Eileen Gray por se recusar a aceitar de volta seu marido abusador de crianças, David Gray, em 2002. De acordo com o The Roys Report, mesmo depois que David foi condenado por abuso e molestamento infantil em 2005, a igreja continuou a apoiá-lo em vez de Eileen.

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Em resposta às preocupações compartilhadas por Cho, o GCC divulgou uma declaração explicando que “os presbíteros da Grace Church não discutem publicamente detalhes decorrentes de casos de aconselhamento e disciplina — especialmente nas redes sociais”.

“Também não litigamos disputas sobre tais assuntos em fóruns online. A Grace Church lida com acusações de forma pessoal e privada, de acordo com os princípios bíblicos. Não respondemos a ataques, mentiras, deturpações e acusações anônimas”, dizia a declaração de fevereiro de 2023.

A história e a congregação da nossa igreja são o testemunho. Os membros da Igreja Myriads of Grace que buscaram aconselhamento em nossa igreja testificarão que o aconselhamento que recebem é bíblico, caridoso, solidário e libertador.

Hospitalizações

No dia de Ano Novo de 2023, que caiu num domingo, MacArthur, então com 83 anos, foi hospitalizado , o que o impediu de pregar no segundo culto em sua igreja, e teve que ser tratado por um bloqueio nas artérias.

Embora o GCC tenha fornecido uma atualização no dia seguinte dizendo que MacArthur estava “bem” após a emergência, o proeminente pastor continuou a ter problemas de saúde e ficou longe de seu púlpito de julho de 2024 até novembro passado, quando pregou em um culto de Ação de Graças .

“Ainda estou aqui e sou grato a Deus por isso”, disse MacArthur no culto. “Deus tem propósitos que jamais teríamos conseguido cumprir se não tivéssemos passado por algum tipo de estresse.”

Em janeiro, o presbítero do GCC, Tom Patton, disse em uma atualização que MacArthur, de 85 anos, “sofreu uma série de problemas de saúde que o mantiveram fora do púlpito e exigiu três cirurgias no segundo semestre de 2024”.

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“Sua recuperação tem sido mais lenta do que o esperado, com contratempos ocasionais afetando seu coração, pulmões e rins”, disse Patton à congregação. “Os médicos ainda não descobriram uma causa única para esses diversos problemas.”

No início deste ano, MacArthur se dirigiu aos participantes da Conferência de Pastores, realizada em sua igreja, por meio de uma mensagem de vídeo , dizendo-lhes: “Percebo que estou na última volta”.

“Isso ganha um novo significado quando você sabe que está na ponta mais fraca da vela”, disse ele. “Sou grato e louvo a Deus por tudo o que Ele me permitiu fazer parte e por tudo o que Ele realizou por meio da Sua Palavra nestes anos de ministério.”

MacArthur foi novamente hospitalizado neste final de semana devido a complicações respiratórias, incluindo um quadro de pneumonia e cirurgias cardíacas e pulmonares.

O anúncio foi feito pelo pastor Tom Patton durante o culto de domingo (13), dizendo à congregação que MacArthur, pastor há mais de cinco décadas, “poderá estar na presença do Senhor em breve”.

Patton pediu à igreja para interceder por MacArthur e sua família, afirmando que a igreja estava entregando seu pastor “aos pés do glorioso Salvador a quem ele serviu tão fielmente por tantos anos e agora aguarda seu comando final para estar em sua presença para sempre”.

Ao longo de 2024, MacArthur se manteve afastado da igreja devido a persistentes problemas de saúde, não chegando a pregar em nenhum momento do ano.

Livros de John McArthur em português aqui

Folha Gospel com informações de The Christian Post

The Chosen: 5ª temporada estreia no Prime Video

"The Chosen" lança 5º temporada no streaming do Brasil. (Foto: Divulgação)
"The Chosen" lança 5º temporada no streaming do Brasil. (Foto: Divulgação)

A aguardada 5ª temporada de The Chosen estrou no Brasil neste domingo (13), no Prime Video. A série, que retrata a vida de Jesus Cristo, terá seus episódios liberados em três etapas semanais na plataforma. A estreia trouxe os dois primeiros capítulos da nova temporada.

Já os episódios 3, 4 e 5 estarão disponíveis em 20 de julho, e os episódios finais — 6, 7 e 8 — serão liberados em 27 de julho.

Nos Estados Unidos, a nova temporada alcançou o topo do ranking do Amazon Prime Video. “Está liderando o caminho”, publicou o Amazon MGM Studios nas redes sociais. A repercussão entre o público tem sido marcada por depoimentos emocionados.

“O último episódio me fez chorar e abraçar minha Bíblia. Eu amo muito Jesus. Obrigada por fazer essa série”, escreveu uma fã.

Outro espectador destacou: “O que mais gosto na série é a maneira como você humanizou os discípulos e Jesus. Sabíamos que eles eram humanos, mas na série tudo é perfeito. Obrigado por isso.”

Assista ao teaser da 5º Temporada de The Chosen!

Fonte: Comunhão

John MacArthur é internado com pneumonia e ‘pode estar na presença do Senhor em breve’, diz igreja

Pastor John MacArthur (Foto: Captura de tela do YouTube)
Pastor John MacArthur (Foto: Captura de tela do YouTube)

John MacArthur, de 86 anos, líder da Grace Community Church na Califórnia, foi novamente hospitalizado devido a complicações respiratórias, incluindo um quadro de pneumonia e cirurgias cardíacas e pulmonares.

O anúncio foi feito pelo pastor Tom Patton durante o culto de domingo (13), dizendo à congregação que MacArthur, pastor há mais de cinco décadas, “poderá estar na presença do Senhor em breve”.

Patton pediu à igreja para interceder por MacArthur e sua família, afirmando que a igreja estava entregando seu pastor “aos pés do glorioso Salvador a quem ele serviu tão fielmente por tantos anos e agora aguarda seu comando final para estar em sua presença para sempre”.

Ao longo de 2024, MacArthur se manteve afastado da igreja devido a persistentes problemas de saúde, não chegando a pregar em nenhum momento do ano.

56 anos de ministério

Apesar de ter celebrado, em fevereiro, seus 56 anos de ministério como pastor e professor, o agravamento de sua condição de saúde o impediu de realizar aparições públicas ou cumprir compromissos de pregação.

Na oração conduzida por Patton, foram feitos pedidos de apoio à esposa de MacArthur, Patricia, a seus filhos e noras, além de seus 15 netos e nove bisnetos

“Apoie-os nesta hora”, disse Patton durante o culto, enquanto pedia “graça sobre graça” para a família.

Ele descreveu MacArthur como “seu servo fiel e seu mensageiro confiável”, enquanto pedia a Deus para “abrir as comportas do Céu em bênçãos, alegria e bondade para eles”.

Desafios relacionados à saúde

Em novembro de 2024, MacArthur compartilhou abertamente com sua congregação os desafios relacionados à saúde, mencionando o “estresse” provocado pelas cirurgias e pelo processo de recuperação.

Na ocasião, expressou sua gratidão a Deus, afirmando: “Vejo a mão boa, graciosa, bondosa e providencial de Deus em cada vicissitude da minha vida, em cada experiência difícil, em cada desafio.”

Em abril de 2024, MacArthur surgiu em um vídeo divulgado pelas redes sociais da Grace to You, desmentindo os rumores sobre sua condição de saúde e afirmou estar pronto para retornar ao ministério.

“Os rumores sobre a minha morte foram muito exagerados”, disse ele na gravação, citando Mark Twain. Na época, ele afirmou não estar sofrendo de nenhuma doença terminal, acrescentando: “Meu coração provavelmente está mais forte agora do que na última década da minha vida.”

Hospitalizações

O primeiro sinal de declínio na saúde de MacArthur surgiu em janeiro de 2023, quando apresentou dificuldades respiratórias pouco depois de pregar um sermão.

Ele foi hospitalizado e, na sequência, submetido a três cirurgias cardíacas e um procedimento pulmonar, o que resultou em um período de internação de sete semanas.

“Eles me colocaram no hospital”, ele explicou em comentários posteriores, “porque eu fiz uma cirurgia no pulmão e três procedimentos cardíacos”.

MacArthur recebeu alta do hospital em fevereiro de 2024.

Phil Johnson, diretor executivo da Grace to You e ancião da igreja, esclareceu que MacArthur estava em processo de recuperação em casa, apesar dos rumores imprecisos que circulavam sobre seu estado de saúde naquele período.

Referência no cristianismo evangélico

Embora desejasse retornar ao púlpito, MacArthur não participou da Conferência dos Pastores realizada em março — encontro anual promovido pela Grace para líderes e ministros. Sua ausência representou o segundo ano consecutivo em que, por questões de saúde, não pôde estar presente.

Ao longo das últimas décadas, MacArthur se consolidou como uma referência no cristianismo evangélico.

Ele é a voz principal do ministério de transmissão Grace to You, que alcança audiências internacionais através do rádio e das plataformas digitais. Além disso, é autor de dezenas de obras teológicas e comentários bíblicos que influenciam líderes e fiéis ao redor do mundo.

Desde que se tornou pastor-professor em 1969, MacArthur pregou mais de 3.000 sermões.

Em uma entrevista de 2024, refletindo sobre envelhecimento e mortalidade, MacArthur disse: “Percebo que estou na última etapa. Isso assume um novo significado quando você sabe que está na ponta mais curta da vela.”

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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