Um soldado faz patrulha após um ataque extremista em Ouagadougou, Burkina Faso, em janeiro de 2016. (Foto: AFP / Getty Images)
Um soldado faz patrulha após um ataque extremista em Ouagadougou, Burkina Faso, em janeiro de 2016. (Foto: AFP / Getty Images)

Um novo atentado contra uma igreja católica no norte de Burkina Faso matou pelo menos três pessoas neste domingo (26) em um ataque contra uma igreja católica no norte de Burkina Faso, de acordo com fontes de segurança do país africano.

O ataque aconteceu pela manhã, quando indivíduos armados interromperam uma missa na igreja da cidade de Toulfé e abriram fogo contra os presentes. Este é o terceiro ataque contra igrejas realizado por grupos armados no país nos últimos dias.

O primeiro ataque aconteceu em 28 de abril, quando um grupo de homens armados entrou em um templo protestante na cidade de Silgadji, na região do Sahel, e matou seis pessoas, inclusive o pastor.

O último ataque foi em 12 de maio contra uma igreja católica em Dablo, na província de Sanmatenga (centro-norte), no qual morreram seis pessoas, entre elas o pároco.

Ataques jihadistas têm sido recorrentes em Burkina Faso desde abril de 2015, quando membros de um grupo vinculado à Al Qaeda sequestraram um guarda de segurança romeno em uma mina de manganês em Tambao, no norte do país, que ainda segue desaparecido.

Desde então, o número de atentados atribuídos tanto a grupos ligados à Al Qaeda como ao Estado Islâmico, vem aumentando de forma exponencial. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos da África, os ataques subiram de três em 2015 para 12 em 2016, 29 em 2017 e 137 em 2018.

No entanto, só em 2018, o Projeto de Dados de Localização de Conflitos e Eventos Armados (ACLED, na sigla em inglês) registrou cerca de 200 ataques supostamente realizados por grupos jihadistas no país.

A região mais afetada pelo terrorismo é Sahel, situada no norte de Burkina Faso e que faz fronteira com Mali e Níger, onde são comuns os ataques e sequestros cometidos por diferentes grupos jihadistas.

A região leste do país também tem visto os índices de violência piorarem desde o segundo semestre de 2018.

Fonte: Guia-me com informações da EFE