Pastora Damares Alves, escolhida para o Ministério de Mulher, Família e Direitos Humanos no governo de Bolsonaro
Pastora Damares Alves, escolhida para o Ministério de Mulher, Família e Direitos Humanos no governo de Bolsonaro

Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora Damares Alves defendeu nesta terça-feira (11) uma “contrarrevolução cultural” e disse que meninas devem ser tratadas como princesas e meninos, como príncipes.

“No momento em que coloco a menina igual o menino na escola, o menino vai pensar: ela é igual, então pode levar porrada. Não, a menina é diferente do menino. Vamos tratar meninas como princesas e meninos como príncipes”, declarou.

A futura ministra reconheceu que as mulheres sofrem abuso no Brasil “não só em templos religiosos, nas ruas, dentro de ônibus”, disse.

Damares disse que é necessária uma contrarrevolução cultural para combater o abuso.

“Nós vamos ter que cuidar da mulher na infância, na escola. O menininho de 3 anos vai aprender que a menininha merece ganhar flores. O menininho de 7 anos vai poder levar chocolate para a menina porque a menina é especial.”

As declarações da ministra foram dadas após ela ter sido questionada sobre as denúncias de abuso sexual praticado pelo médium João de Deus. Damares respondeu que leu pouco sobre o caso e disse lamentar pelas vítimas.

“Opressora das mulheres”

A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou ao final de uma reunião com deputados federais evangélicos, nesta terça-feira (11), que as feministas querem lhe impingir o rótulo de “opressora das mulheres”.

“Me defendam, pastores, me defendam na tribuna”, pediu aos parlamentares.

Na saída, a futura ministra comentou o pedido. “Tem gente que acha que sou a ministra opressora, que veio pra oprimir a mulher no Brasil, por causa do aborto, por causa das minhas posições convictas, firmes [contrárias ao aborto]. Então, não sou uma ministra opressora, sou a ministra da vida”, afirmou.

A futura ministra —que é advogada, pastora evangélica e assessora do senador Magno Malta (PR-ES)— é contra a legalização do aborto para além das situações já permitidas e disse, ao ser indicada, que se “a gravidez é um problema que dura só nove meses, o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher”.

Damares também disse ter como prioridade o “combater a violência”, inclusive contra a comunidade LGBT. “Se precisar, estarei nas ruas com as travestis, na porta das escolas, com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.”

Fonte: Folha de S. Paulo