As negociações de paz que israelenses e palestinos retomaram em dezembro incluirão os assuntos essenciais a partir de um princípio, e serão realizadas em três foros ou níveis, informa hoje o jornal “Ha”aretz”.

Os assuntos de fundo, ou seja, a criação de um Estado palestino e a fixação de suas fronteiras com Israel, a determinação da soberania política em Jerusalém e o retorno dos refugiados palestinos da primeira guerra árabe-israelense de 1948 serão negociados por um comitê especial.

Outro dos temas cruciais será o desmantelamento de assentamentos judaicos da Cisjordânia começando pelos enclaves “ilegais” construídos por colonos do setor extremista em colinas palestinas sem a permissão do Governo israelense.

No primeiro nível, indica o periódico de Tel Aviv, estarão o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que serão os árbitros de última instância nos casos de conflito.

O segundo comitê, encarregado de analisar os problemas de fundo mencionados, estará a cargo do chefe da equipe de negociadores da ANP, Ahmed Qorei, ex-primeiro-ministro de Yasser Arafat, e da ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni.

O terceiro nível das negociações será o dos subcomitês que abordarão a distribuição de recursos hídricos, assuntos de segurança, economia e comunicações, entre outros.

Segundo o “Ha”aretz”, Livni e Qorei obtiveram um progresso “significativo” durante uma série de reuniões que não chamaram a atenção da imprensa. Um exemplo foi o acordo para negociar nesses três níveis.

Uma fonte governamental, que o jornal não identifica, expressou que com esse formato “será possível negociar sem pressões, nem políticas nem devido a vazamentos à imprensa, e estaremos em capacidade de conseguir mais progressos”.

O acordo aconteceu às vésperas da visita à região do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que chegará a Jerusalém na quarta-feira, apesar da escalada das hostilidades entre o Exército israelense e os milicianos palestinos de Gaza sob controle do Movimento Islâmico Hamas.

Fonte: EFE

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