Pelo menos 14 pessoas morreram nesta segunda-feira no Quênia, quando membros da seita proibida Mungiki protestavam contra o assassinato da esposa de seu líder, atualmente na prisão.
“Seis membros dos Mungiki foram mortos pela polícia e outras três pessoas pelos Mungiki”, disse à AFP uma fonte policial.
O incidente aconteceu na região de Nairóbi.
Outros cinco corpos foram encontrados pela polícia.
O corpo da mulher do líder detido da seita foi encontrado mutilado ao lado de outros corpos no centro do Quênia na semana passada.
O líder dos Mungiki, Maina Njenga, foi condenado em junho de 2007 a dois anos de prisão por posse de maconha. As autoridades não conseguiram provar sua culpa nos assassinatos pelos quais ele era acusado.
A seita Mungiki (“multidão” na língua quicuio), declarada ilegal em 2002, é acusada de pelo menos 43 assassinatos desde março de 2007.
A seita, formada em sua maioria por jovens desempregados da etnia quicuio, a principal do país, se inspira nos guerreiros Mau Mau, que se destacaram na guerra de independência do Quênia.
Os atos de violência ocorreram após o anúncio de um governo de coalizão que pretende tirar o país da grave crise política, que desde o fim de dezembro deixou 1.500 mortos e mais de 300.000 desalojados.
Fonte: AFP