O marido da pastora e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marcilene Oliveira Sampaio, encontrada morta em Vitória da Conquista, falou sobre a tragédia durante velório da esposa, nesta quinta-feira (21). Carlos Eduardo de Souza, que também é pastor, estava no carro com a esposa e a sobrinha do casal, quando foram sequestrados. Apenas ele conseguiu fugir após forçar um acidente. Dois foram presos e um pastor, apontado como mandante do crime, é procurado pela polícia.

[img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/1piZQ_C8xxplyT3x49xrz2bWhY0=/300×225/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/01/21/marido.jpg[/img]Segundo o sobrevivente, ele e a mulher tinham uma igreja evangélica no bairro de Iracema. A polícia investiga se o crime foi pensado como vingança, motivada pelo fato do pastor suspeito ter perdido fiéis após desentendimento com o casal, que mudou de igreja. “Ela era uma pessoa que amiga, uma esposa, uma professora, uma pastora de ‘ovelhas’ e a gente perdeu tudo. Nós perdemos tudo”, disse.

Além da pastora, também foi morta a sobrinha dela, Ana Cristina Santos Sampaio. Marcilene e a sobrinha teriam se desvinculado da igreja dele, depois de um desentendimento, para fundar uma nova e levado a maioria dos fiéis.

Família, amigos e fiéis prestaram homenagens a Marcilene no velório em Vitória da Conquista. O corpo da sobrinha permanece no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e deve ser levado para o estado de São Paulo, onde ela morava.

O delegado de Conquista, Marcus Vinicius, diz que os policiais seguem nas buscas pelo suspeito de planejar o crime. “Nós estamos com equipe desde ontem [quarta-feira, 20] sem parar, se revezando para prender em flagrante o pastor. Se não, vamos pedir a prisão do mesmo pela Justiça criminal de Vitória da Conquista”, afirma.

[b]O crime
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A professora Marcilene Oliveira Sampaio, o marido e a prima tinham acabado de sair da igreja, na noite de terça-feira (19), e estavam a caminho do sítio onde moram quando o carro em que estavam apresentou um defeito na estrada que liga ao município de Barra do Choça.

Carlos Eduardo disse à polícia que desceu do veículo e abriu o capô para verificar o que tinha acontecido quando foi abordado por três homens que chegaram em outro carro. Entre os suspeitos estava o pastor apontado como mandante do crime.

Segundo a polícia, a intenção dos criminosos era matar toda a família no sítio em que as vítimas residiam. A suspeita é de que Marcilene e os parentes já estavam sendo seguidos desde o momento em que deixaram a igreja.

[img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/Cdw9vMQtTkWJwR3AWqCQJ5Ra8AY=/300×225/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/01/20/pastor.jpg[/img]Conforme a polícia, ao perceberem as vítimas paradas na estrada, os suspeitos decidiram agir. Carlos Eduardo foi colocado dentro carro dos suspeitos e seguiu pela estrada com um dos criminosos. O outro suspeito e o pastor Edmar (foto ao lado) ficaram ao lado da professora e da prima dela às margens da rodovia. As duas mulheres foram mortas em seguida a pedradas.

De acordo com a polícia, o marido de Marcilene, que estava no banco de passageiro sob a mira de um revólver, foi agredido várias vezes ao longo do trajeto pelo suspeito. No entanto, ao perceber que iria ser morto, Carlos se jogou na direção do veículo, que acabou colidindo em outro que trafegava pela rodovia. Carlos conseguiu abrir a porta e escapar pelo mato. Em seguida, acionou a polícia.

[b]Os suspeitos
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Um dos suspeitos, Fabio de Jesus Santos, 34 anos, foi preso por policiais militares minutos depois do acidente provocado por [img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/Tl7Tbd8M-Rbab0sZoeDWxXDWzlg=/300×225/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/01/20/suspeitos.jpg[/img]Carlos. Segundo a polícia, Fábio confessou participação na ação, mas disse apenas ter dirigido o carro.

Segundo a polícia, o suspeito também apontou quem seriam os demais comparsas: Adriano Silva dos Santos, de 36 anos, e o pastor de prenome Edmar. Adriano, que teria matado Marcilene e a prima dela com Edmar, foi preso na manhã desta quarta, confessou participação no crime e apontou o pastor como mandante.

[b]Uneb lamenta
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Marcilene Oliveira Sampaio também era professora do curso de Letras da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). Segundo a instituição de ensino, ela também já atuou como diretora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas (DCHT) do Campus XX da Universidade, em Brumado.

Marcilene era mestre em Linguística pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e iniciou a carreira na Uneb em 2004. A Reitoria da UNEB informou que presta solidariedade a familiares e amigos de Marcilene. Disse ainda que espera que a apuração das circunstâncias da morte seja realizada e concluída com celeridade.

[b]Fonte: G1[/b]

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