O “kit gay”, que é atualmente utilizado pela rede estadual de ensino de São Paulo, poderá ser adotado também pela Secretaria de Educação da capital paulista nas escolas do município.

Segundo o secretário municipal de educação, Cesar Callegari, o material poderá servir de subsídio aos professores para trabalhar em sala de aula os conteúdos sobre à diversidade sexual e preconceito.

Callegari analisa pedir a autorização para a utilização do governo do Estado. “Estamos analisando se o kit é compatível pelo que acreditamos ser adequado para uma discussão ampla com os próprios educadores”, disse.

[img align=left width=300]http://images.christianpost.com/portugues/middle/53786/kit-gay.jpg[/img]O material, que é composto por cartilhas e vídeos que tratam de temas como diversidade sexual, preconceito, prevenção da gravidez na adolescência e violência, é entregue para que os professores discutam os temas em sala de aula.

Para Callegari, o material não se trata de um kit gay, até porque a homofobia é uma questão curricular, como a questão ambiental. “Nós precisamos conhecer essas orientações curriculares, inclusive sobre o combate á homofobia”, explicou Callegari.

A Secretaria Estadual da Educação descreve o material como “Preconceito e discriminação no contexto escolar” e faz parte do programa escolar “Prevenção também se ensina”. A definição sobre kit elaborado pelo o Estado de São Paulo já teve algumas discussões, principalmente, por defenderem que não se trata do mesmo kit gay criado pelo Governo federal. O kit, que foi amplamente criticado por grupos evangélicos, católicos e pró-família, foi suspenso pela presidente Dilma, que considerou o material inadequado.

Na época das eleições municipais de São Paulo, em 2012, o candidato José Serra criticou a elaboração do “kit gay” pelo Ministério da Educação na gestão do outro candidato, e agora prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. José Serra dizia que o material, produzido em São Paulo na época enquanto ainda era governador, não se tratava de um kit gay.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]