Advogado-geral da União André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. (Foto: Montagem/Folha Gospel)
Advogado-geral da União André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. (Foto: Montagem/Folha Gospel)

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, criticou André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o STF . “Tudo que o Brasil não precisa é de uma guerra religiosa”, afirma.

A crítica se dá pelo fato de que Mendonça, adjetivado por Bolsonaro sendo “ terrivelmente evangélico ”, em publicação nas redes sociais na noite de segunda (12) após a indicação, citou Deus e lideres evangélicos ao agradecer.

“Com a submissão de meu nome ao Senado Federal, agradeço a Deus pela vida e por essa possibilidade de servir meu país; à minha família, pelo amor recíproco; ao presidente Jair Bolsonaro, pela confiança; aos líderes evangélicos, parlamentares, amigos e todos que têm me apoiado”, escreveu Mendonça em suas redes sociais nesta terça (13), após a publicação da indicação no Diário Oficial da União.

“Quem agradece a líderes religiosos por sua indicação não merece ser nomeado”, declara Santa Cruz à Folha de S.Paulo.

“Tudo que o Brasil não precisa é de uma guerra religiosa. (O ministro Luiz) Fux é o primeiro presidente judeu do STF sem que ninguém fale disso. Uma vergonha a exploração da religião para ser ministro do STF”, completa.

O AGU irá substituir o decano Marco Aurélio Mello, que se aposentou do Supremo nesta semana após 31 anos.

Pós-graduado em direito pela UnB (Universidade de Brasília) e pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, na capital federal, Mendonça é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Ele integra a AGU desde 2000, quando encerrou sua atividade como advogado concursado da Petrobras (1997-2000).

Chegou ao governo pelas mãos do hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jorge de Oliveira, amigo da família Bolsonaro, e do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, com o apoio da bancada evangélica.

Fonte: Último Segundo e Folha de S. Paulo