O pastor Geremias do Couto postou um artigo em seu blog, dizendo o que acredita ser ‘armadilhas do PT’ em um debate que deveria ser partidário, e não com convicções religiosas.

Após a escolha do deputado pastor Marco Feliciano, muitos cristãos de influência têm manifestado sua opinião sobre o assunto. O tema atingiu tanta repercussão que diversos líderes da sociedade cristãos e não cristãos se pronunciaram.

[img align=left width=300]http://images.christianpost.com/portugues/middle/55246/geremias-couto.jpg[/img]Geremias do Couto começa seu artigo com sua opinião sobre a eleição do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), deputado Marco Feliciano. “O PT preparou a armadilha. Os ‘ingênuos’ caíram nela”, escreveu.

Ele contextualiza desde as últimas eleições presidenciais, onde Dilma Rousseff foi eleita presidente pelo PT. O pastor Geremias lembra que Dilma só não ganhou no primeiro turno por seus posicionamentos contra os princípios bíblicos. O fato gerou protestos e pressão dos evangélicos no Brasil.

“É tanto que Dilma Rousseff teve de ‘reorientar’ as suas convicções religiosas, para o segundo turno”, destaca o pastor. Geremias confirma suas convicções citando o fato de Dilma participar de uma missa e “declarar-se católica e temente a Deus”. Durante a campanha eleitoral, Dilma ainda se reuniu com 51 líderes evangélicos e divulgou uma carta para o povo evangélico brasileiro.

A dois anos da próxima eleição para presidente do Brasil, “a meu ver, o PT abriu mão da CDH para dar um discurso de tolerância ao partido e permitir que Dilma possa dizer que cumpriu o seu acordo com os evangélicos”, fala Geremias do Couto. “Os ‘supostos’ defensores dos direitos humanos estão em minoria. A grita que fizeram talvez até já estivesse ensaiada. O que eles não contavam, provavelmente, é que ela se espalhasse pelo país e tomasse a proporção que tomou”, acrescenta o pastor.

“A única coisa que precisa ficar bem esclarecida é que esse é um acordo estritamente partidário, sem qualquer aliança com as igrejas evangélicas”, informa sobre a CDHM.

“Vale ressaltar, no entanto, que as decisões no âmbito da Câmara dos Deputados se regem por normas regimentais e pelos acordos partidários, onde as questões religiosas não entram em jogo. Seria um ato antidemocrático e intolerante se as pressões dos grupos ‘gaysistas’ prevalecessem para impedir que Marco Feliciano assumisse a presidência por ser pastor e defender posições contrárias. (…) Não se deve também deixar de levar em conta que o Deputado foi legitimamente eleito por cerca 210 mil votos”, reforça Geremias do Couto.

Nesse período, muitas manifestações estão sendo feitas nas portas de igrejas. Cultos com a presença do pastor Marco Feliciano estão sendo cancelados e sua agenda teve de ser retirada de seu site. “Quando grupos organizados vão promover suas algazarras na frente dos templos onde o pastor Marco Feliciano faz as suas pregações, isto não só ultrapassa os limites do bom senso, como interfere de forma ilegal no princípio da inviolabilidade de culto. É um ato ilegal que precisa ser punido com o rigor da lei”, comentou o pastor sobre essa situação.

“Cabe, por outro lado, o mesmo princípio para muitos de nós que, sob o pretexto de evangelizar, invadimos espaços de outras fés religiosas e não queremos ser cobrados pela mesma violação. Acho, também, que quanto mais entramos em discussões acaloradas com os grupos ‘gaysistas’, mais damos a eles os espaços que querem para aparecer.”

“A decisão tem de ser discutida no âmbito em que ela foi tomada e não trazida para o terreno da fé, com o intuito de produzir uma guerra religiosa”, conclui o pastor Geremias sobre toda a polêmica.

“Espero, por fim, que esse episódio tenha servido de lição para o Deputado Federal Marco Feliciano, no sentido de que ele ouça mais e fale menos, principalmente quanto as inconsistências que têm permeado os seus discursos. Tudo na vida tem sentido pedagógico. Basta queremos aprender. Só não podemos deixar que a armadilha do PT prospere para as próximas eleições presidenciais”, finaliza o artigo em seu blog.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]