Um novo e contundente relatório apresentado ao governo americano lança um alerta internacional sobre a escalada da perseguição a cristãos na Nigéria, classificando o país africano como um dos ambientes mais hostis para a prática da fé. O documento, fruto de um esforço conjunto de comitês da Câmara dos Representantes, detalha um aumento significativo em ataques violentos direcionados a membros de igrejas, líderes religiosos e comunidades cristãs em diversas regiões.
O material foi concebido para expor a crise humanitária e religiosa que aflige milhares de nigerianos, reunindo dados, análises e depoimentos que pintam um quadro sombrio de assassinatos, destruição de vilarejos e deslocamentos forçados.
O objetivo primário da iniciativa, conforme destacado pelo deputado Riley Moore, é instigar uma resposta mais enérgica por parte dos Estados Unidos frente à grave situação. Ele enfatiza que o reconhecimento formal da perseguição é um passo crucial para a ativação de medidas diplomáticas e políticas eficazes na proteção da liberdade religiosa. Brian Mast, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, reforça a urgência, afirmando que os Estados Unidos não podem se omitir diante do sofrimento da comunidade cristã nigeriana.
Tom Cole, presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, ressaltou a natureza multifacetada do relatório. “Nosso relatório conjunto se concentra na defesa de vidas, na preservação da liberdade religiosa e na luta contra o terrorismo. Afirmamos uma dualidade necessária, não importa onde estejamos: defendemos os princípios dos EUA reforçando a segurança. Protegemos a fé desmantelando o terrorismo.” Ele complementou, “E reconhecemos que um mundo em que os fiéis estejam seguros não é alcançado apenas pela esperança – ele é garantido por uma vigilância que dissuade o mal, enfrenta a violência e permanece de guarda para que a oração nunca fique indefesa.”
Chris Smith, outro congressista envolvido na elaboração do documento, aponta para uma falha persistente das autoridades nigerianas em conter a violência perpetrada por grupos radicais ao longo de quase duas décadas. A ausência de responsabilização para os agressores, segundo ele, tem sido um fator determinante para a contínua intensificação dos ataques. O parlamentar criticou a postura do governo nigeriano, afirmando que a omissão em punir extremistas islamistas que atacam indiscriminadamente cristãos e muçulmanos não radicalizados tem encorajado ainda mais atos de terror e sofrimento.
Em resposta à classificação da Nigéria como um “lugar perigoso para os cristãos”, o governo nigeriano, por meio do ministro da Informação e Orientação Nacional, Mohammed Idris, declarou que está comprometido em salvaguardar todos os seus cidadãos. Idris assegurou que a violência observada não é resultado de políticas governamentais ou discriminação religiosa, mas sim de complexas ameaças à segurança, incluindo terrorismo, criminalidade organizada e tensões comunitárias históricas. No entanto, essa narrativa contrasta com a visão expressa por figuras como o ex-presidente Donald Trump, que anteriormente designou a Nigéria como “País de Preocupação Especial” em 2025, citando recorrentes violações à liberdade religiosa.
Os autores do relatório veem a situação como um chamado urgente à comunidade internacional, com a expectativa de que o documento sirva para aprofundar o debate global sobre perseguição religiosa e catalisar ações concretas em defesa dos cristãos nigerianos. A comunidade internacional acompanha com apreensão, enquanto líderes religiosos e organizações humanitárias continuam a denunciar a grave crise de liberdade religiosa no país.
Fonte: Tribuna Gospel

