Um ativista antiaborto segura uma placa que diz em espanhol
Um ativista antiaborto segura uma placa que diz em espanhol "Não à legalização do crime abominável do aborto", durante um protesto em frente ao tribunal constitucional da Colômbia em Bogotá, em 2 de março. (Foto: Fernando Vergara / AP)

O Tribunal Constitucional da Colômbia rejeitou nesta terça-feira (3) a legalização do aborto até as primeiras 16 semanas de gestação, e decidiu que o procedimento continuará sendo permitido somente em três casos específicos.

Como antes, o aborto só será permitido se a vida da mãe correr risco, se o feto sofrer de má formação ou se a gravidez for resultante de um estupro.

A Anistia Internacional acusou a corte de dar as costas às mulheres.

“Lamentamos que a corte tenha decidido continuar restringindo os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres ao invés de dar um exemplo positivo para a região”, disse a diretora da Anistia Internacional para as Américas, Erika Guevara Rosas.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, se pronunciou e disse que sempre foi pró-vida, de acordo com o Latinamerican Post

“Eu sempre disse que me declaro uma pessoa pró-vida, que acredito que a vida começa desde a concepção e que na Colômbia, no nível jurisprudencial, há vários anos, houve um pronunciamento onde foi estabelecido que, segundo o princípio previsto em nossa Constituição, houve circunstâncias excepcionais, como o perigo na vida da mãe, malformação genética incompatível com a vida ou acesso carnal violento”, afirmou Duque, segundo El Heraldo.

“Nessa ordem de ideias, acredito que é uma afirmação recebida com a tranqüilidade de que a linha jurisprudencial do Tribunal Constitucional é mantida desde 2006”, concluiu.

Fonte: G1 e Guia-me