Nesta terça-feira (8), a umbanda foi incluída na lista de patrimônios imateriais do Rio de Janeiro, conforme decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes. Com a decisão – já confirmada com um comunicado divulgado no Diário Oficial do município – a religião passa a ser reconhecida como patrimônio cultural e se junta a outros ‘bens imateriais’ da capital carioca, como a Bossa Nova, escolas de samba, festas de iemanjá, a procissão de São Sebastião e o frescobol.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/smart/media.guiame.com.br/archives/2016/11/08/3297038233-umbanda.jpg[/img]Segundo o texto do decreto, o reconhecimento se deu diante da “necessidade de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa”.

Segundo o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Wilson Fajardo, um trabalho de “valorização da cultura africana” vem sendo realizado desde 2009 na cidade.

Os esforços requerem o reconhecimento da religião de uma forma ampliada, incluindo também os aspectos culturais do sincretismo religioso. Fajardo afirmou que os terreiros de umbanda “causam grande impacto na formação da identidade cultural do carioca”.

[b]Diversidade religiosa?
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O combate à intolerância religiosa – que inclusive chegou a ser tema da redação do Enem 2016 no último final de semana – parece estar alcançando uma compreensão distorcida em muitos aspectos da cultura e sociedade brasileiras.

Estranhamente, em uma tentativa de “respeitar a diversidade religiosa”, a prefeitura do Rio de Janeiro dá seu público reconhecimento a uma entre tantas outras religiões que, inevitavelmente, também ajudaram a construir a história do município e são referência nos bairros da cidade.

A capital carioca tem seus morros e bairros de periferia também inundados por testemunhos de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pelo Evangelho. Esses ambientes já foram cenário da ação de trabalhos missionários reconhecidos nacionalmente e que mudaram para sempre a história de centenas de milhares de vidas.

Fato é que se há realmente uma busca pelo respeito à diversidade religiosa, esta tão grande miscigenação poderia ser também reconhecida pela gestão do município.

[b]Fonte: Guia-me[/b]