O Vaticano tentou hoje, sábado, reprimir a especulação de que divisões entre cardeais poderiam prolongar o conclave para eleger o novo papa.

Enquanto isso os preparativos para o voto prosseguiram com funcionários do corpo de bombeiros instalando a chaminé da Capela Sistina que sinalizará ao mundo quando a decisão for tomada.

Mas o espectro de uma inconclusiva primeira de algumas rodadas de votações secretas manteve-se elevado, sem um favorito claro para a eleição que começa na terça-feira e uma longa lista de cardeais tentando discutir os problemas da Igreja antes da votação.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, fez questão de salientar, no entanto, que a decisão quase unânime dos 115 cardeais eleitores foi que terça-feira seria a data de início do conclave e que nenhuma reunião no século passado demorou mais de cinco dias. “Eu acho que é um processo que pode ser realizado em poucos dias, sem muita dificuldade”, afirmou.

Embora a votação inicial de terça-feira provavelmente vá apresentar a nomeação de um amplo número de candidatos, as rodadas subsequentes vão reduzir gradualmente o campo rapidamente para aqueles candidatos que tem maior probabilidade de obter os dois terços, ou 77, dos votos necessários para a vitória, acrescentou o porta-voz.

“O processo de identificação dos candidatos que podem receber o consenso e sobre quem os cardeais podem convergir pode se mover com notável velocidade”, disse Lombardi.

O Vaticano estava a prosseguir hoje, sábado, a todo vapor com os preparativos: dentro da Capela Sistina, operários pregaram um carpete de feltro marrom sobre o piso falso que foi construído para nivelar as escadas e cobrir o equipamento de interferência instalado para impedir o uso de celulares ou aparelhos de espionagem.

Segundo Lombardi, os cardeais se reuniram a portas fechadas pelo sexto dia, e discutiram novamente o trabalho dos escritórios da Santa Sé “e como melhorá-lo”.

[b]Fonte: Portal Angop[/b]