Militante da causa palestina protesta e mostra camisa da seleção pintada de vermelho em frente ao CT do Barcelona, durante treino da seleção argentina
Militante da causa palestina protesta e mostra camisa da seleção pintada de vermelho em frente ao CT do Barcelona, durante treino da seleção argentina

Após protestos de argentinos e de palestinos, a AFA (Associação de Futebol Argentino), decidiu cancelar o amistoso entre Argentina e Israel que aconteceria no próximo sábado (9), em Jerusalém.

Os protestos e a reação internacional à realização do amistoso falaram mais alto. A entidade também recebeu ameaças e temeu pela segurança dos jogadores argentinos.

Jorge Sampaoli, técnico da seleção argentina, disse que foi um cancelamento que veio em boa hora, pois ele nunca quis ir a Jerusalém disputar o amistoso contra Israel.

Os palestinos ameaçaram nesta segunda-feira (4), queimar as fotos e camisetas do jogador Lionel Messi caso ele participasse do amistoso.

O presidente da Associação de Futebol Palestina, Jibril Rajoub, pediu no último domingo (3) que o atacante não jogue na partida.

“Ele é um grande símbolo, então vamos mirá-lo pessoalmente. Pedimos a todos para queimar suas fotos e suas camisas e abandoná-lo. Ainda esperamos que Messi não venha”, disse Rajoub em uma coletiva de imprensa na cidade de Ramala, na Cisjordânia.

A Federação Palestina de Futebol ainda alertou que poderia reunir esforços para inviabilizar a candidatura da Argentina para sediar a Copa do Mundo em 2030.

“Se a seleção argentina continuar com seus planos de jogar em Jerusalém, lançaremos uma campanha mundial para questionar a elegibilidade da Argentina para sediar a Copa do Mundo de 2030”, declarou.

A partida aconteceria em momento sensível nas relações entre israelenses e palestinos, dois povos que consideram Jerusalém sua capital. O governo dos Estados Unidos decidiu levar a embaixada em Israel para a cidade, o que causou indignação na Palestina. Com informações de Folha de São Paulo e Guia-me