
Homens armados abriram fogo contra fiéis reunidos em uma igreja ortodoxa grega na província de Karak.
Um ataque a tiros durante um funeral em uma igreja cristã na Jordânia deixou pelo menos sete mortos e cerca de 40 feridos na sexta-feira, 23 de outubro. O atentado ocorreu na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, na localidade de Hmoud, na província de Karak, no sul do país.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, homens armados dispararam contra pessoas reunidas nas dependências da igreja. As autoridades jordanianas classificaram o episódio como um ato terrorista cometido por extremistas, enquanto as forças de segurança iniciaram buscas pelos suspeitos.
Apesar das suspeitas de motivação extremista islâmica, até as informações divulgadas pelas autoridades não havia confirmação da identidade dos atiradores nem de uma ligação deles com alguma organização específica. Nenhum grupo havia reivindicado a autoria do ataque.
Atiradores dispararam contra pessoas reunidas na igreja
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela emissora estatal jordaniana Al-Mamlaka mostram três homens armados disparando em uma rua próxima à igreja e avançando em direção à entrada do local.
Testemunhas relataram que os tiros duraram vários minutos e provocaram cenas de pânico entre os presentes. Uma das pessoas que participavam do funeral contou à emissora que havia dezenas de pessoas reunidas quando os homens começaram a atirar.
De acordo com relatos publicados pela imprensa internacional, mais de 150 pessoas estavam dentro ou nas proximidades da igreja no momento do ataque.
As equipes de segurança foram mobilizadas para a região, enquanto os feridos eram encaminhados para atendimento médico. As autoridades continuavam procurando os responsáveis e investigando as circunstâncias do crime.
Governo jordaniano promete resposta rigorosa
O ministro do Interior da Jordânia, Mazen al-Farrayeh, afirmou que o ataque foi cometido por um grupo de extremistas. Segundo ele, ainda era necessário investigar se os envolvidos tinham conexões com organizações conhecidas dentro ou fora do país.
O rei Abdullah II condenou o atentado e prometeu uma resposta rigorosa contra os responsáveis. Em manifestação pública, o monarca afirmou que o país não permitirá que a violência provoque divisões entre os jordanianos.
O primeiro-ministro Jafar Hassan também condenou o ataque e relacionou o episódio à ideologia extremista. O governo determinou ainda um período de luto nacional de três dias, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.
Autoridades religiosas muçulmanas do país também condenaram a violência e ressaltaram que os locais de culto devem ser respeitados.
Aliança Evangélica Mundial manifesta solidariedade às vítimas
A Aliança Evangélica Mundial (WEA, na sigla em inglês) condenou o ataque e manifestou solidariedade às vítimas, aos feridos e às famílias atingidas.
O secretário-geral da organização, pastor Botrus Mansour, afirmou que a entidade rejeita todas as formas de violência e qualquer agressão ao direito à vida e à segurança pessoal, independentemente das justificativas apresentadas pelos responsáveis.
Mansour também pediu orações pelas famílias das vítimas, pelos feridos e pela Jordânia. Em sua manifestação, destacou a importância da unidade nacional, da liberdade religiosa e da proteção dos locais de culto.
A organização alertou ainda para o risco de que a tragédia seja utilizada para estimular divisões religiosas ou disseminar ódio entre comunidades. Para a WEA, a preservação da convivência social e a garantia de que todas as pessoas possam praticar sua fé com segurança são responsabilidades fundamentais do Estado e da sociedade.
Cristãos são minoria na Jordânia
Os cristãos representam aproximadamente 2% a 3% da população jordaniana. Embora ataques contra comunidades cristãs sejam considerados raros no país, a região de Karak possui uma presença cristã histórica.
A Jordânia é frequentemente apontada como relativamente estável em comparação com outros países do Oriente Médio que enfrentaram conflitos e violência extremista. Ainda assim, o país já registrou atentados e episódios de violência relacionados a grupos militantes.
Em 2016, por exemplo, um ataque armado na região de Karak deixou mortos entre agentes de segurança e civis. As autoridades jordanianas também afirmaram, em diferentes ocasiões, ter frustrado planos de ataques atribuídos a militantes extremistas.
O ataque durante o funeral reacendeu as preocupações com a segurança das comunidades religiosas e a proteção dos locais de culto. A investigação continua, e as circunstâncias do crime, assim como a identidade e a motivação dos responsáveis, ainda precisam ser esclarecidas.
Folha Gospel com informações de Christian Daily International, Reuters e Christian Post






