Cantora Luiza Possi. (Foto: Instagram/Luiza Possi)
Cantora Luiza Possi. (Foto: Instagram/Luiza Possi)

A cantora se apresenta hoje, 7 de setembro, acompanhada de orquestra e coral após enfrentar rejeição do mercado e superar problemas pessoais

A Sala São Paulo será o cenário para a gravação do primeiro álbum cristão de Luiza Possi nesta segunda-feira, 7 de setembro. O espetáculo gratuito terá a participação da Orquestra e do Coral do Theatro São Pedro e teve todos os seus ingressos esgotados em poucos minutos, consolidando a nova fase da artista após sua saída do mercado secular, conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.

A transição drástica de carreira, iniciada com o anúncio de seu último disco secular em março, provocou o fechamento imediato de portas para convites, contratos e shows, gerando um período desafiador que ela descreve como uma renúncia necessária.

“Joguei uma pá de cal na minha carreira, mas hoje vejo que era uma renúncia que precisava acontecer. Todo mundo dizia que eu era louca, que eu ia perder tudo que eu construí. Eu já queria cantar para Jesus, mas não tinha coragem.”

O primeiro contato com o evangelho ocorreu em 2023 durante um evento corporativo que utilizava a Bíblia como base de ensinamento. Casada há oito anos com Cris Gomes e mãe de Lucca e Matteo, a cantora se batizou em 2024 e hoje reflete sobre a mudança em sua visão de vida.

“Se você conversasse comigo há anos atrás, eu ia rir da sua cara. De onde eu vim, a possibilidade de isso acontecer era nula. Mas para Deus não existe impossível, não existe o óbvio.”

Leveza artística e superação de crises pessoais

O novo repertório contará com músicas inéditas e autorais, além de releituras de sucessos evangélicos com novos arranjos. Livre da antiga preocupação com a aceitação imediata da plateia, a cantora afirma que a postura no palco mudou completamente.

“A igreja não é um palco, é um altar, não é um show, é uma adoração. Eu tô ali como uma adoradora, e isso tira uma carga muito pesada de ego.”

No começo de sua caminhada de fé, a artista buscou o conselho de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do grupo Raimundos que também realizou uma mudança radical de rumo no auge do sucesso.

“Não quero que você use a minha medida, pois você sempre cantou o amor, não falava palavrão ou incitava brigas.”

Para preservar sua integridade emocional e espiritual diante de críticas e manifestações de ódio, ela adotou como medida de proteção desligar o telefone. A nova fase também marcou a superação de problemas domésticos com o álcool e de ideações autodestrutivas.

“Se fosse há um tempo atrás, talvez ficaria muito arrasada, nem teria forças para viver, tamanho ódio. Mas eu não liguei. O que eu fiz de medida protetiva de saúde mental e espiritual foi desligar o telefone. A gente fica tentando a vida inteira esconder debaixo do tapete as tentativas que dão errado. Sobreviver de aparência era difícil, pesaroso. Agora eu tenho ‘a paz que excede todo entendimento’.”

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