
A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste sábado (28), após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos militares e políticos no Irã. A ofensiva ocorreu horas depois do encerramento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington, que terminaram sem acordo.
Explosões foram registradas na capital iraniana, Teerã, além das cidades de Isfahan e Qom. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou “estado de emergência especial e imediato” no país. Tanto Irã quanto Israel fecharam seus espaços aéreos.
Durante a operação, as Forças de Defesa de Israel informaram que mais de 200 aeronaves da Força Aérea israelense atacaram cerca de 500 alvos iranianos em duas fases. Na primeira etapa, foram atingidos sistemas de defesa aérea e radares, especialmente nas proximidades de Teerã. Na segunda, os bombardeios miraram estruturas ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “grandes operações de combate” estavam em andamento, enquanto Israel classificou a ação como um ataque “preventivo”.
Mortes e alvo civil
Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas morreram após bombardeios atingirem uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas ficaram feridas, de acordo com o governador Mohammad Radmehr.
O governo iraniano ainda não divulgou um balanço oficial consolidado sobre os danos causados pelos ataques.
Morte de Ali Khamenei é divulgada pela imprensa internacional
Em meio às incertezas, veículos da imprensa israelense e a emissora Fox News informaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante os bombardeios.
Horas antes, o paradeiro do líder era tratado como incerto. O jornal The Times of Israel noticiou que não havia confirmação sobre sua condição, enquanto autoridades iranianas afirmavam que ele permanecia vivo. Até o momento, o governo do Irã não divulgou comunicado oficial confirmando a morte.
Irã reage e amplia confronto
Poucas horas após os bombardeios, o Irã lançou mísseis contra bases militares dos Estados Unidos em países árabes, incluindo Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Jordânia. A retaliação marcou uma nova fase do confronto entre Washington e Teerã e aumentou o temor de um conflito regional de maiores proporções.
A escalada militar ocorre em um cenário já considerado instável e levanta preocupações sobre um conflito prolongado no Oriente Médio.
Pedido de oração e alerta de organizações cristãs
Diante da gravidade do cenário, a organização Portas Abertas, que monitora a situação da Igreja Perseguida no mundo, emitiu um pedido urgente de oração pela população afetada.
A entidade convocou cristãos a intercederem especialmente pelo Irã, Palestina, Israel, Síria, Jordânia, Iraque e Líbano, destacando a necessidade de proteção aos civis e às comunidades cristãs locais.
“Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares”, declarou a organização.
Um especialista ligado à missão no Irã afirmou: “Como iraniano e cristão, falo com o coração pesado. Não celebro a guerra nem ignoro o sofrimento que ela impõe às famílias no Irã, em Israel e em toda a região. Cada vida é preciosa para Deus”. Ele acrescentou que sua oração é para que o momento resulte em “restauração da dignidade, esperança e paz”.
No Brasil, o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, também pediu intercessão pelos missionários na região. Segundo ele, todos estão bem, mas o cenário é “altamente preocupante” e pode resultar em um conflito “maior e mais duradouro”, com risco elevado para civis.
Reações e críticas
O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), criticou duramente o regime iraniano nas redes sociais, classificando-o como uma ditadura e defendendo que a comunidade internacional se posicione contra o governo dos aiatolás.
Enquanto isso, a população civil enfrenta pânico, evacuações e suspensão de atividades cotidianas, em meio à incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito.
Especialistas alertam que, caso a escalada militar continue, o Oriente Médio poderá enfrentar um dos confrontos mais amplos das últimas décadas.
