A censura compulsória do Azerbaidjão em relação à literatura religiosa começou a afetar a exportação. A alfândega confiscou os livros de cidadãos que deixavam o país.

“Sabemos que as autoridades ficam com os livros religiosos que entram no país, mas com os que saem?” questionou Ilya Zenchenko, presidente da Baptist Union.

Zenchenko afirmou que dois batistas visitariam alguns colegas em vilarejos nativos no leste da Geórgia, mas quando atravessaram a fronteira, os oficiais confiscaram as Bíblias na língua local e os arquivos de computador com material cristão.

A lei do Azerbaidjão não menciona a censura para a literatura religiosa exportada pelo país. Do mesmo modo, as regras da alfândega não tratam sobre o assunto.

Apesar de os religiosos dizerem que o confisco de pequenas quantidades de livros diminuiu nos últimos anos, há diversos registros de cópias do Alcorão e da Bíblia que foram tomadas pelas autoridades.

A censura azerbaidjana requer que toda literatura religiosa impressa e importada no país receba uma permissão específica do comitê do Estado. Especifica-se também o número de cópias produzidas de cada trabalho, controla o que é vendido nas livrarias e tem uma lista de toda literatura banida, e que portanto, não pode ser publicada.

Seguindo sua prática comum, nenhum oficial do comitê estava preparado para discutir a censura à literatura religiosa, e não sabiam dizer por que é necessária uma permissão especial para os livros religiosos produzidos ou importados pelo país.

Os livros são detidos e permanecem no estoque. Se recebem a permissão, entram no país. Se não, são confiscados, e é o importador que decide se retira o material ou se deixa para os oficiais destruírem. Se não forem declarados como literatura religiosa, o importador será ressarcido.

Os oficiais do comitê falam para a mídia local sobre a literatura “perigosa” e “extremista” que tem sido confiscada pela alfândega. Em 2008, 59 títulos que “propagavam a intolerância religiosa e a discriminação” foram bloqueados, de 1.507 livros examinados.

Fonte: Portas Abertas