Bancada evangélica defende reforma da Previdência e fusão de ministérios em cartilha entregue ao candidato a Presidência Jair Bolsonaro
Bancada evangélica defende reforma da Previdência e fusão de ministérios em cartilha entregue ao candidato a Presidência Jair Bolsonaro

A bancada evangélica, representante de segmento que teve forte influência na eleição de Jair Bolsonaro, ensaia um protesto público contra atos do presidente. É o que afirma a colunista Daniela Lima, da Folha de S. Paulo.

Integrantes da bancada evangélica afirmam que Bolsonaro vem se distanciando dos compromissos que firmou e de “valores que o elegeram”.

O pano de fundo é a demissão de quadros ligados à frente religiosa sem prévia comunicação. Haverá reunião nesta quarta (13) e um boicote à tramitação da nova Previdência está na pauta.

A bancada evangélica atribui o afastamento de Bolsonaro aos militares. O grupo se irmana às críticas do escritor Olavo de Carvalho contra integrantes das Forças e diz que os fardados isolam o presidente de sua base social.

Uma ala da frente diz ainda que há intolerância religiosa entre os militares, mas a queixa não é endossada por todos.

A reivindicação comum é por diálogo.

A queda de Pablo Antônio Tatim de uma secretaria da Casa Civil, por exemplo, foi mal digerida. Ele foi indicado pelo grupo.

“O governo continua errando quando toma decisões unilaterais sem consultar a bancada”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos líderes da frente.

Os evangélicos também pretendem cobrar Bolsonaro de promessas como a mudança da Embaixada de Israel para Jerusalém –ideia criticada pelo vice, general Hamilton Mourão.

Fonte: Folha de S. Paulo