A Lista Mundial da Perseguição (LMP) reúne e classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A pesquisa da Portas Abertas é feita anualmente, assim, os resultados de 2026 refletem a análise feita no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025.
Na LMP 2026, Brunei é o último país do ranking. A 50ª posição não indica que a perseguição não seja preocupante no país, mas que os índices de pressão e violência contra cristãos em outras nações foram ainda maiores. Isso fica evidente pois entre os três níveis de pressão classificados pela LMP – alta, severa e extrema – Brunei apresenta perseguição extrema aos cristãos.
Na pequena nação de Brunei, país governado por um monarca e sob a lei da sharia no Sudeste Asiático, os seguidores de Jesus enfrentam grandes dificuldades. Existem apenas algumas igrejas e não é permitido construir novas nem reformar as existentes.
Parceiros locais da Portas Abertas têm ajudado os líderes a treinar e discipular jovens, preparando-os para assumir papéis de liderança em Brunei. Homens e mulheres estão sendo capacitados por meio de treinamentos contínuos e mobilização para que a igreja sobreviva e continue a missão no país.
“Nunca pensei que poderia liderar antes, mas o treinamento me deu confiança para dar um passo adiante. Percebi que Deus colocou dons em mim que eu não via antes”, admitiu um dos jovens treinados.
Essa jornada também incentiva a mentoria, em que líderes experientes caminham ao lado de jovens adultos e adolescentes, oferecendo orientação, encorajamento e prestação de contas. Esse relacionamento constrói caráter e força, além de transmitir sabedoria e experiência de forma natural, moldando um legado de fé passado de geração em geração.
A igreja em Brunei continua crescendo, mesmo sob restrições
Em uma nação onde a fé, muitas vezes, é vivida silenciosamente, a próxima geração está se levantando com humildade, coragem e ancorada no propósito de Deus. Eles testemunham que até o menor começo, quando colocado nas mãos de Deus, pode acender um movimento que transforma vidas.
“Não pensei que poderia ser alguém que Deus usaria para fazer diferença na vida de outra pessoa. Mas nesse acampamento, um adolescente abriu o coração sobre sua luta com autoestima, e eu compartilhei como já me senti assim e como Deus me transformou”, relata um dos participantes do treinamento.
“Esse momento me lembrou: é para isso que somos chamados. Sou realmente grato pela oportunidade de servir e fazer parte de algo eterno”, conclui o jovem líder.
Fonte: Portas Abertas

