Um dia após se dizer profundamente preocupado com a questão dos direitos humanos na China, o presidente dos EUA, George W. Bush, voltou a tratar de temas sensíveis ao governo chinês, como a liberdade de expressão e de culto, nesta sexta-feira.

Horas antes da solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos 2008 , Bush afirmou que a liberdade de expressão é a melhor maneira de promoção da prosperidade e da paz.

– Seguimos firmes na nossa convicção de que todas as pessoas devem ter liberdade de dizer o que pensam e de venerar o que quiserem – afirmou o presidente americano, durante uma cerimônia de inauguração da embaixada americana em Pequim, ignorando as queixas da China sobre a intromissão em assuntos internos do país.

Os funcionários chineses que participavam da inauguração permaneceram sentados, sem se manifestar, durante a fala de Bush. O pai de Bush, o ex-presidente George H.W. Bush, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que ajudou no processou de reaproximação entre os EUA e a China, na década de 70, também participaram do evento no consulado. cada de 1970.

– Acreditamos firmemente que as sociedades que permitem a livre expressão de idéias tendem a ser mais prósperas e pacíficas – disse Bush, pouco depois, em um almoço protocolar oferecido pelo presidente chinês Hu Jintao para líderes estrangeiros que assistiram ao evento de abertura do evento.

Esta foi a primeira vez que um presidente dos EUA assistiu à festa de abertura dos Jogos, fora de continente americano. Bush recebeu críticas de grupos defensores dos direitos humanos e alguns congressistas americanos por ter ido para o evento. Eles alegaram que a participação do presidente garantiria credibilidade ao governo chinês, apesar do histórico do país em questões de direitos humanos e religiosos. No entanto, Bush afirmou que, freqüentemente, conversa abertamente com líderes chineses sobre esses assuntos e que foi à China para cumprimentar os atletas americanos.

Uma outra provocação no dia de festa da abertura da competição foi a participação do corredor Lopez Lomong, ex-refugiado sudanês, como porta-bandeira dos EUA , embora ele tenha se classificado nas eliminatórias pré-olímpicas conquistando o terceiro lugar nos 1.500m. A China é duramente criticada pela comunidade internacional por dar suporte e vender armas para o governo sudanês, responsável pela crise humanitária da região de Darfur.

Fonte: Globo Online