Cardeais estrangeiros querem saber mais sobre a atual crise no Vaticano, repleta de escândalos sexuais e suspeitas de corrupção.

Segundo reportagens publicadas em jornais como “La Repubblica” e “La Stampa”, enquanto os italianos gostariam que o processo de escolha do novo papa começasse o mais rapidamente possível, o que beneficiaria um cardeal ligado à Cúria, por ser mais conhecido, os estrangeiros, principalmente de países como EUA, Alemanha e Áustria, querem mais calma para saber profundamente sobre a atual crise no Vaticano, repleta de escândalos sexuais e suspeitas de corrupção.

Os cardeais estrangeiros tentaram, nos últimos dias, obter informações sobre o chamado Vatileaks, vazamento de documentos sigilosos do Vaticano.

Ontem, o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, afirmou que a data do conclave só será decidida quando o decano Angelo Sodano entender que as discussões sobre o perfil do próximo papa estiverem maduras.

Mais de 70 cardeais pediram a palavra para tratar de algum assunto.

Na manhã de ontem, por exemplo, parte do tempo foi consumido para discutir uma questão polêmica: a vida financeira do Vaticano.

Em meio ao impasse, o jornal italiano “La Repubblica” publicou ontem uma entrevista com uma fonte anônima que afirmou haver outros 20 informantes do Vatileaks, além do ex-mordomo de Bento 16 Paolo Gabriele. Os nomes não foram divulgados.
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Fonte: Folha de São Paulo[/b]