O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse ontem que não apoiaria a candidatura de seu colega dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, à Secretaria-Geral da Otan devido à sua atitude durante a “crise da charge”.

Em declarações ao noticiário da televisão “NTV”, Erdogan informou que hoje manteve “uma longa conversa” telefônica com Rasumussen, na qual lhe explicou a postura de Ancara.

“Somos o único país muçulmano na Otan. A atitude de Rasmussen durante a crise é conhecida. Agora todos os países muçulmanos nos estão chamando e dizendo ‘não, nunca!’ a essa candidatura”, afirmou o chefe do Governo turco.

A crise aconteceu em setembro de 2005, quando uma charge publicada pelo jornal “Jyllands-Posten” com Maomé vestindo um turbante misturado com uma bomba, em alusão ao terrorismo islâmico, causou incidentes diplomáticos entre e a Dinamarca e países muçulmanos, além de ameaças de morte ao seu autor, Kurt Westergaard.

Ele, então com 73 anos, foi apoiado, então, pela polícia dinamarquesa, que o levou a um paradeiro desconhecido, junto com a mulher dele, então com 65.

Fonte: EFE