Sítio arqueológico em Khirbet a-Ra'i, onde os pesquisadores acreditam ter localizado a cidade bíblica de Ziclague. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)
Sítio arqueológico em Khirbet a-Ra'i, onde os pesquisadores acreditam ter localizado a cidade bíblica de Ziclague. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)

Apontando a historicidade do rei bíblico Davi, uma equipe internacional de arqueólogos informou nesta segunda-feira (8) a descoberta da cidade filistéia de Ziclague, que ainda não tinha sua localização identificada.

Ziclague é mencionada na Bíblia como a cidade filistéia na qual Davi se refugiou do rei Saul, com a permissão de Aquis, rei de Gate. Depois de derrotar os incursores e receber a notícia da morte de Saul em Ziclague, Davi deixou a cidade e partiu para Hebrom, onde foi ungido rei de Israel.

Mais tarde, Ziclague é mencionada no Livro de Neemias como um centro para os judeus que retornaram do exílio babilônico.

De acordo com a Autoridade de Antiguidades de Israel, a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade Macquarie de Sydney, na Austrália, o verdadeiro local de Ziclague é Khirbet a-Ra’i, no sopé da Judéia, entre Qiryat Gat e Laquis, no sul de Israel.

Ao longo dos anos de pesquisas arqueológicas em busca da cidade, vários locais alternativos foram propostos, mas nenhum atendeu a todos os critérios exigidos. As escavações em Khirbet a-Ra’i começaram em 2015 e apresentaram indícios de assentamentos contínuos.

De acordo com os pesquisadores, o local mostra sinais de uma comunidade filistéia e um assentamento judaico da era do rei Davi, atendendo aos critérios exigidos por Ziclague. Além disso, o sítio arqueológico mostra evidências de ter sido destruído por um incêndio maciço — a Ziclague judaica foi derrubada nas mãos dos amalequitas.

Após sete escavações que revelaram cerca de 1.000 metros quadrados, a equipe arqueológica encontrou estruturas maciças de pedra, estruturas típicas e artefatos culturais dos filisteus, incluindo 100 vasos de cerâmica para armazenamento de óleo e vinho.

Jarros e tigelas decoradas com um acabamento “vermelho escorregadio e polido a mão” são típicos do período do rei Davi, de acordo com o professor Yosef Garfinkel, chefe do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, que liderou escavações na cidade fortificada contemporânea de Sha’arayim (Khirbet Qeiyafa).

Esses artefatos, juntamente com ferramentas de pedra e metal, são semelhantes aos encontrados em outras cidades filistéias, incluindo Asdode, Ascalão, Ecrom e Gate.

As descobertas foram possíveis graças ao financiamento de Joey Silver, de Jerusalém, Aron Levy, de Nova Jersey e da Família Roth e Isaac Wakil, ambos de Sydney.

Fonte: Guia-me com informações de Times of Israel