Considerada uma das maiores companhias multinacionais do mundo, o grupo Coca-Cola Company se colocou em defesa do corte de uma cena com um casamento gay no meio de um comercial para a televisão na Irlanda, como parte da campanha de Ano Novo 2014 da marca.

A campanha publicitária traz uma série de situações que remetem ao discurso de que há “razões para acreditar” que não há porque ter pensamento negativo. Em diversos países, um matrimônio de pessoas do mesmo sexo aparece no fim, com a mensagem de que “para cada exibição de ódio, há 5 mil uniões de amor”.

Na Irlanda, o par homossexual foi substituído por um casal inter-racial, e por conta da iniciativa, a Coca-Cola Company logo teve que lidar com a reação de inúmeros ativistas gays nas redes sociais, que criticaram a postura da empresa, apontada como preconceito.

Em contrapartida, um porta-voz da empresa relatou ao TheJournal.ie que a troca de situações no comercial não foi intencional e a medida teve que ser tomada por conta dos parâmetros legais da Irlanda, que obrigaram o veto de algumas partes da propaganda.

Ao esclarecer melhor, o porta-voz determina que o casamento gay não é legalizado na Irlanda, diferente de outros lugares da Europa. Segundo o comunicado da Coca-Cola, o tema só será debatido publicamente em 2015, quando o país passará por um referendo que liberará ou não o matrimônio de pessoas do mesmo sexo em solo irlandês.

A explicação foi bem recebida pela maioria, mas ainda há muitos ativistas que ainda questionam a justificativa. Como exemplo, Jerry Buttimer, político irlandês abertamente gay, solicitou que a Coca-Cola retomasse a presença do casal gay, pois seria de fundamental apoio para evitar a marginalização dos homossexuais em seu país.

Outros ativistas estendem a crítica à Coca-Cola pela empresa ser uma das principais patrocinadoras das Olimpíadas de Inverno 2014, a serem realizadas em Sochi (RUS) no mês de fevereiro.

A organização dos Jogos de Inverno tem sido criticada por aceitar as leis do governo russo que vetam a inserção de qualquer referência homossexual de campanhas publicitárias, o que levou aos críticos se queixarem pela Coca-Cola supostamente tomar uma visão semelhante.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]