O voto do cristão consciente

Neste pleito eleitoral votaremos em candidatos à Prefeito e Vereador, respectivamente, gestor e legislador municipal, daí ser muito importante que os cristãos conscientes estejamos atentos à orientação bíblica.

A Escritura Sagrada têm orientações para as eleições de representantes do povo, ou seja, sobre quem devemos colocar por líderes sobre nós, assim é necessário estarmos atentos a parábola de Jotão.

Cristão consciente é àquele que têm a exata noção que pertence a Duas Pátrias. Uma Celeste e Uma Terrestre, daquela, através do sacrifício do Salvador Jesus temos acesso, desta, onde fomos colocados, e devemos, à luz do texto sagrado, ser “sal da terra e luz do mundo”.

Desta forma mais que um direito, é um dever nosso, como cristãos conscientes votar em homens e mulheres que se disponham a árdua tarefa de bem representar nosso povo.

Dentro desta compreensão tudo devemos fazer ou deixar de fazer, para contribuir com a melhoria de nossas condições de vida, inclusive através de atuações participativas.

.A primeira destas atuações, conforme orienta a Bíblia é orar pela cidade, por seus habitantes, por aqueles que trabalham e por aqueles que geram empregos, e rogar aos céus soluções para seus problemas, por que na sua paz nós teremos paz.

A segunda é interceder para que Deus oriente àqueles que foram colocados como autoridades sobre nós, seja para julgar, seja para legislar, seja para governar.

A terceira a nosso ver é participar na escolha consciente de pessoas que tenha realmente condições espirituais, intelectuais, emocionais de representar o povo, suas aspirações, seus ideais, e trabalhar para torná-los realidades. Pessoas comprometidas em encontrar soluções novas e criativas para problemas antigos e crônicos que nos assolam.

A quarta destas atuações é se preparar para ser representante do povo, juntos àqueles que lideram a nação, em todos os seus níveis, seja municipal, estadual ou federal. Na linguagem bíblica, estar dentro do palácio do Rei, agindo como um intercessor do povo.

Por isso é muito importante que, enquanto cristãos conscientes de nosso dever e responsabilidade com nossos patrícios, exerçamos as quatro atuações descritas, colocando-nos à disposição de Deus, cada um da forma que Ele próprio tem orientado, para ser instrumento dEle, também enquanto cidadão da Pátria Terrestre.

E neste momento quando estamos, mais uma vez, próximos de uma eleição municipal, é tempo de refletirmos, pesquisarmos, conversarmos e, sobretudo, buscarmos orientação divina, sobre quais são àqueles em quem devemos depositar nosso voto, quais são àqueles que materializam nossas expectativas, quais são àqueles que tem real compromisso com Deus e com seu povo, quais são àqueles que tem verdadeira possibilidade de dar um substancial contribuição à nossa sociedade, quais são àqueles que tem condições de nós representar, no poder executivo, como prefeito e vice-prefeito, no poder legislativo, como vereadores, todos autoridades municipais.

Este é um “novo” tempo, e por isso um tempo que requer pessoas “novas”, com experiência na administração da coisa pública, e por consequência, conhecidas e reconhecidas pelo povo onde vivem e atuam, em alguns casos, pessoas que ainda não tiveram a oportunidades de dar sua contribuição de forma ativa, exercendo um mandato político de cristão consciente, comprometido com a implantação da Justiça do Reino, através da atuação compromissada com o bem estar das pessoas, à qual permita a todas liberdade de escolha e igualdade de oportunidades.

Que o próprio Deus nós capacite a bem cumprir nosso direito e dever deste tempo, que é escolher homens e mulheres comprometidos com Ele, e que em função disso estejam comprometidas a encontrar soluções aqui e agora, para as carências sociais de nossa brava gente brasileira, as quais, afinal, são parte da obra prima da criação, e também estão de longa data “ardentemente aguardando a revelação dos filhos de Deus”; neste caso, em 07 de outubro, e, onde houver segundo turno, em 28 de outubro, votando como cristão consciente.

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Gilberto Garcia
DIREITO NOSSO: Gilberto Garcia é Advogado, Professor Universitário, Mestre em Direito, Especialista em Direito Religioso. Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa do IAB/Nacional (Instituto dos Advogados Brasileiros), Membro da Comissão Especial de Advogados Cristãos, OAB/RJ, Integrante da Comissão de Juristas Inter-religiosos pelo 'Diálogo e pela Paz', Instituída pela Arquidiocese Católica do Rio de Janeiro, e, Membro Titular da Academia Evangélica de Letras do Brasil - AELB. Autor dos Livros: “O Novo Código Civil e as Igrejas” e “O Direito Nosso de Cada Dia”, Editora Vida, e, “Novo Direito Associativo”, Editora Método/Grupo GEN, e Coautor nas Obras Coletivas: “In Solidum - Revista da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas da UNIG”, Ed. Gráfica Universitária/RJ; bem como, “Questões Controvertidas - Parte Geral Código Civil”, Grupo GEN, e, “Direito e Cristianismo”, Volumes 1 e 2, Editora Betel, e, “Aprendendo Uma Nova Realidade: 2020 - O Ano em que o Mundo Parou!”, “Os Reflexos da Covid-19 no Meio Cristão-Evangélico Brasileiro”, “O Que Pensam os Líderes Batistas?”, “O Esperançar em Um Pais Repleto de Pandemias”, “Princípios Batistas, Discurso Relativização, Coerência e Vivência”, e, “Igreja e Política - Um Hiato Dolorido”, "Antologia de Verão/2023", "Antologia de Outono/2023', Vital Publicações; e, ainda, “A Cidadania Religiosa num Estado Laico: a separação Igreja-Estado e o Exercício da fé”, IAB/Editora PoD, e, “Desafios do Exercício da Fé no Ordenamento Jurídico Nacional”, IAB/Editora Essenzia; além do DVD - “Implicações Tributárias das Igrejas”, CPAD/CGADB; Instagram:@prof.gilbertogarcia; Editor do Site: www.direitonosso.com.br
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