Nos últimos anos o mercado de filmes de animação, especialmente longa metragens tem aumentado bastante. Desde “Toy Story” (1995), os chamados filmes em CGI (sigla em inglês para “imagens geradas por computador”) tem se multiplicado e gerado milhões e milhões de dólares pelo mundo todo.

Não sei se vocês sabiam disso, mas o Brasil foi pioneiro nessa área e na verdade produziu o primeiro filme da historia a ser gerado totalmente em CGI, “Cassiopéia” (1996), que por falta de grana, não foi concluído a tempo de bater “Toy Story”. Bem, mas isso é outra estória. A bola da vêz é o filme de animação “Os Dez Mandamentos” lançado oficialmente dia 18 de outubro nos cinemas americanos.

O longa é inspirado na narrativa bíblica do livro de Êxodus que conta o episódio da saída do egito do povo hebreu, liderado por Moisés. Atores famosos como Christian Slater, Alfred Molina, Ben Kingsley e Elliot Gould, figuram entre os dubladores do filme, que contou com uma pesada campanha publicitária, visando atingir o público infanto-juvenil.

Falando na tal campanha, fiquei sabendo de um episódio que me deixou revoltado. Os estúdios da Disney, responsáveis pela produção e divulgação do filme resolveram baixar uma resolução interna para que todos os trailers e anúncios publicitários fossem refeitos. O motivo? Tiraram a palavra “Deus” de todos eles. Em um dos trailers originais havia uma clara menção ao fato de Moisés ter sido inspirado por Deus, a qual foi devidamente removida. Então você me pergunta: mas, qual é o problema? O enredo do filme não foi retirado da Bíblia?

Pois é, foi. Mas o que está acontecendo aqui nos EUA é uma campanha malévola para se retirar Deus e princípios cristãos da sociedade. Para um país que foi fundado por colonizadores protestantes e que tem mais de 90% da população que professa a fé Cristã, trata-se de algo inaceitável. Uma minoria ultra-liberal tenta usar de expedientes jurídicos e supostamente “politicamente corretos” para, sutilmente, afastar a nação americana de sua origem e desviar a sociedade dos caminhos de Deus. Coisas tipo a proibição de se comemorar o Natal em escolas públicas e a retirada dos dez mandamentos das salas de justiça, são exemplos das estratégias desses grupos. O argumento usado para a edição dos trailers do filme “Os Dez Mandamentos” segue a mesma linha do “politicamente correto” e de não ofender a nenhum outro grupo religioso.

O engraçado é que quando o mesmo estúdio da Disney produziu filmes envolvendo mitologia grega, divindades pagãs indígenas e animismo, ninguém reclamou ou se sentiu ofendido. Fica muito claro que o Cristianismo é o alvo numero 1.
Agora, se eles não queriam fazer menção ao Deus de Israel, por que cargas d’água foram logo pegar uma história do velho testamento? Como é possível falar sobre Moisés, o êxodo, as pragas e não citar o Deus “Eu sou” ?
Absolutamente estúpido. Seria assim como contar a historia do Brasil sem falar de Portugal, ou da copa de 70 sem citar Pelé, ou fazer um filme sobre o Islamismo e não mencionar Maomé.

Não acho que seja o caso de se iniciar um boicote ao filme, até porquê Deus é citado e retratado nele; apenas foi tirado das propagandas; mas, devemos estar atentos a sutilezas como essa, que estão “ao nosso derredor, como um leão, procurando a quem possa tragar”. Nosso inimigo, ao contrário de muitos cristãos, está sempre trabalhando…

Um abraço,

Leon Neto