Para Einstein deveria ser possível reduzir tudo no Universo a uma formula única.

Sim! Porque suas descobertas acabaram por fazê-lo ter que buscar uma conciliação para o que a ele se mostrou contraditório: as leis que regem o macrocosmo e as leis [não-leis em relação às fixas do macrocosmo] que estabelecem as incertezas ou variáveis totais do microcosmo; ou seja: no ambiente subatômico. Morreu frustrado…

Jesus disse que tudo é uma só coisa!

Sim! Todas as coisas se derivam de uma só coisa sempre e em tudo!

Existe a formula única de Einstein. Ela só não foi descoberta ainda. Um dia, todavia, será. E digo isto baseado num principio espiritual, e não físico.

Ora, se a Causa é Um, por que o que Dele decorre não procederia de um princípio único?

Quando Jesus disse que tudo se resumia a uma única coisa no que tangia ao homem, Ele enunciava algo além do homem, e que, em todas as áreas da existência, tem seu aplicativo de simplicidade essencial.

Deus é amor!

Deus é espírito!

Deus é!

O que existe se deriva do Eu Sou.

Eu sou é amor.

Amor é espírito.

Deus é amor.

Deus é; pois, amor é; e espírito é o que é; sem fundamentação na complexidade do que constitui as macro-leis do universo a fim de explicar sua existência.

Assim, o abismo que há entre o que existe e o que gerou a existência é do tamanho da eternidade!

Ora, o tempo e o espaço são complexos, mas a eternidade é o que há de mais simples. A eternidade não pode nem mesmo ser estudada, pois, o simples não é passível de intervenções de complexidade, visto que olhar complexo não enxerga o simples.

O Universo decorre do espírito. Palavra e espírito são a mesma coisa.

Minhas palavras são espírito e vida, disse Jesus.

Palavra, para Jesus, não era a linguagem humana e menos ainda as letras dos códigos escritos. Palavra para Ele é a Verdade que é espírito conforme o Deus que é espírito, verdade e amor.

Entretanto, amor é o que sintetiza todas as coisas. Afinal, que espírito seria em si mesmo sem amor?

Ora, assim como uma vida sem amor se torna apenas uma existência, um espírito sem amor se torna apenas um ente.

Aquele a quem se chama de diabo um dia foi espírito em amor. Foi criado em amor e conheceu o amor. Até que amou mais a si mesmo que ao Altíssimo, e, assim, tornou-se um espírito existente, porém, morto; pois, nem tudo o que existe com volição espiritual carrega vida; posto que vida é tudo aquilo que decorre do espírito em amor; porém, sem amor, um espírito se torna um ente existente, e totalmente destituído de vida.

O diabo existe, mas é morto.

A morte existe. Mortos existem. Existem sem amor; e, portanto, existem mortos.

Tudo pode e deve se tornar uma só coisa: amor.

Assim, sendo Deus amor, nada seria mais natural do que dizer que tudo que concerne a Deus tem a ver com amor; e que sem amor todas as formulas de nada aproveitarão.

Por isso o Deus que é amor tem apenas um mandamento: amor.

Amar a Deus sobre e acima de tudo, e amar ao próximo como se tem que amar a si mesmo.

Tudo o que passa disso é máquina. Sim, máquina biológica, psicológica, física, energética, etc. Mas é ente-máquina. Pois, Vida é amor.

Deus é amor. Ora, se assim é, e sendo Deus o autor da Vida, o que vida é, senão amor?

Mas quem almeja tal simplificação?

Somente as “Marias” da Vida assim crêem. Pois as “Martas” da existência não gostam de tamanha “redução” [como se amor não fosse o que há de mais em tudo o que possa ser mais…].

Bendito seja todo aquele que trouxer sua existência para tal Vida, que é só é Vida porque é amor.

Porém, para o homem caído, quanto mais simples, mais complicado para tudo é.

Afinal, ele se tornou filho do complexo [bem e mal], enquanto o chamado original era apenas para a simplicidade da Árvore sem ambigüidade, pois apenas é Árvore da Vida; e Vida é amor.

Caio