Al-Shabaab ataca ônibus no Quênia e executa cristãos, após separar passageiros por religião. (Foto: International Christian Concern)
Al-Shabaab ataca ônibus no Quênia e executa cristãos, após separar passageiros por religião. (Foto: International Christian Concern)

Homens armados vinculados ao Al-Shabaab, grupo terrorista que atua principalmente no sul da Somália, atacaram um ônibus que saía de Mandera, no nordeste do Quênia, para Nairóbi, a capital do país.

Os terroristas emboscaram o ônibus nesta terça-feira (6) enquanto o veículo atravessava uma ponte, informa a organização International Christian Concern (ICC).

No início, os homens armados tentaram parar o ônibus acenando com as mãos, mas o motorista não parou. Quando os militantes viram que o ônibus não iria parar, abriram fogo contra ele.

Por causa dos disparos, sete passageiros do ônibus ficaram gravemente feridos. O tiroteio também fez o ônibus quebrar. 

De acordo com relatos da polícia local, os militantes embarcaram no ônibus e separam todos os passageiros por religião. No entanto, eles descobriram que a maioria das pessoas a bordo do ônibus eram muçulmanos somalis locais e ficaram bravos com o motorista do ônibus, por não ter parado.

Segundo a ICC, “os agressores teriam separado todos os cristãos do ônibus e depois os executado”. Ataques como este tornaram-se frequentes nos últimos seis anos. 

“Al-Shabaab está com raiva do governo queniano por apoiar o governo nacional da Somália. Eles conduzem esses ataques a cristãos no Quênia como forma de punir o governo queniano”, diz a organização.

Em dezembro de 2019, membros suspeitos do grupo extremista islâmico somali Al Shabaab interceptaram um ônibus no norte do Quênia, separaram aqueles que não eram muçulmanos somalis de etnia local e os executaram , disseram fontes.

De acordo a fonte, os militantes separaram os passageiros em grupos, tendo como alvo os não-moradores. Nove dos passageiros que não recitaram o Shahadah foram colocados para fora do ônibus e mortos a tiros por terroristas que estão supostamente vinculados ao Al-Shabaab.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern