Culto de estudantes evangélicos na UFMG Foto: Reprodução/Rede Social
Culto de estudantes evangélicos na UFMG Foto: Reprodução/Rede Social

Um culto realizado por estudantes evangélicos dentro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou-se alvo de uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), gerando repercussão nas redes sociais. O evangelista de jovens Lucas Teodoro, fundador da organização missionária Aviva (@avivaoficial) relatou o episódio em um vídeo (veja abaixo), explicando que a denúncia teria partido da própria realização de uma reunião de oração no campus.

Segundo o relato, o encontro foi voluntário, com jovens ajoelhados em oração e clamando por um avivamento espiritual no ambiente universitário, sem o uso de estrutura de som ou qualquer formalidade.

O grupo demonstrou surpresa com a denúncia e a subsequente investigação, conforme divulgado por Teodoro. Os participantes foram acusados de formar uma suposta “organização criminosa”, alegação que o evangelista refuta veementemente, afirmando que se tratava de uma simples reunião voluntária de adoração a Deus, oração e arrependimento.

Reuniões com grande adesão estudantil

Lucas Teodoro informou que os momentos de oração organizados por estudantes cristãos na UFMG têm atraído um número expressivo de participantes nos últimos meses, chegando a reunir até 3 mil estudantes em algumas ocasiões.

Essas reuniões ocorrem de maneira espontânea, congregando jovens interessados em vivenciar a fé, oração e reflexão espiritual no espaço acadêmico.

A participação é totalmente voluntária e aberta a todos os estudantes.

Debate sobre liberdade religiosa em universidades

O caso reacendeu discussões sobre a liberdade religiosa no ambiente das universidades públicas, levantando debates sobre os limites entre manifestações de fé, liberdade de expressão e as normas institucionais.

Lucas Teodoro criticou o que percebe como um tratamento desigual entre manifestações religiosas e outros tipos de eventos e expressões presentes no campus, como cartazes, pichações e manifestações políticas, que, segundo ele, são frequentes.

Para o evangelista, a situação questiona a convivência entre diferentes visões e crenças no meio acadêmico e levanta pontos sobre a aplicabilidade das regras em um ambiente diverso.

Ele destacou que a atividade religiosa foi caracterizada como uma reunião voluntária, contrastando com a acusação de formação de organização criminosa. O evangelista também mencionou que alguns estudantes que se aproximaram apenas para observar acabaram se envolvendo espontaneamente com o grupo, participando da oração e se emocionando com o momento.

“Alguns chegaram para investigar o que estava acontecendo, mas acabaram participando e orando conosco”, relatou Teodoro.

Caso segue repercutindo e grupo reafirma missão

Até o momento, não há divulgação pública sobre o andamento da denúncia. No entanto, o episódio continua gerando discussões nas redes sociais, ampliando o debate sobre manifestações religiosas em universidades.

Apesar da polêmica, Lucas Teodoro afirmou que o grupo pretende dar continuidade aos encontros de oração e à disseminação de sua mensagem entre os estudantes.

O grupo reforça seu compromisso, declarando: “Continuaremos falando de Jesus nas universidades, porque acreditamos que essa é a nossa missão”.

Fonte: Portal de Prefeitura

Comentários