Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves
Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, decidiu processar o jornal Folha de S. Paulo por causa da reportagem “Ministra Damares Alves agiu para impedir aborto de criança de 10 anos”. Damares anunciou a medida judicial em seu Twitter nesta segunda-feira (21).

– Novamente a Folha de SP publica mentiras sobre a minha atuação e o trabalho de nossos técnicos. Entraremos imediatamente com pedido de resposta. Mais uma vez faremos o departamento jurídico do jornal trabalhar – afirmou.

Ela disse ainda que o Ministério atuou para reforçar a proteção da vítima.

– Deixamos claro que o tempo inteiro nossa atuação ocorreu para fortalecer a rede de proteção à criança em São Mateus. Oferecemos melhorar o Conselho Tutelar e até curso foi ministrado com esse objetivo. Não vamos deixar de trabalhar na defesa das crianças e adolescentes da cidade – destacou a ministra.

Neste mesmo tuíte, Damares rebateu a jornalista Mariliz Pereira, que é colunista da Folha. Mariliz acusou Damares de “subornar funcionários públicos”.

– Essa acusação que você faz é grave. Tem provas? Testemunhas? Como isso seria feito, se estamos falando de um programa do Ministério que é efetivado a partir de emendas parlamentares? Terá que provar isso na Justiça a partir de agora. Espero que se retrate, cara militante – disse a ministra.

O mesmo tratamento deve ser dispensado à colunista do jornal El País e da revista Marie Claire, Débora Diniz. Débora publicou em suas redes sociais o “passo a passo de como Damares abusou do poder público para impedir a menina de 10 anos de abortar”. Ela usa como base a mesma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A ministra rebateu o tuíte da jornalista.

– 1. Matéria desse jornal não é prova de absolutamente nada. 2. Equipe do Ministério vai a várias cidades para realizar o mesmo trabalho, em muitos o abusado é um menino. 3. A Sra. faz acusações sem provas e terá que responder a isso na Justiça, dona Débora – escreve a ministra.

Fonte: Pleno News