Na era da informação, os “e-vangélicos” encontram na internet os novos caminhos para divulgar a palavra de Deus. Até mesmo filmes considerados uma blasfêmia pelos mais conservadores da Igreja, como “O Código Da Vinci”, são formas inovadoras de divulgar a mensagem da Bíblia.

Na era da informação, os “e-vangélicos” encontram na internet, nas mensagens de telefones celulares e podcasts os novos caminhos para divulgar a palavra de Deus.

Até mesmo filmes considerados uma blasfêmia pelos setores mais conservadores da Igreja, como “O Código Da Vinci”, são formas inovadoras de divulgar a mensagem da Bíblia.

Neste final de semana, o pastor californiano Ken Baugh, contra-atacou a estréia do filme polêmico distribuindo entradas de graça.

Os ingressos são acompanhados de um convite para tomar café em Starbucks ao final do filme e 325 iPod de presente, com seus sermões rebatendo os argumentos do livro de Dan Brown.

Em lugar de atacar o “thriller” que questiona as origens e o desenvolvimento teológico do Cristianismo, Baugh prefere a discussão.

Para isso, utiliza armas modernas para promover o diálogo entre os não convertidos sem ter que trazê-los à igreja, lugar que – segundo uma pesquisa recente – só 17% dos paroquianos consideram essencial.

Embora alguns considerem os argumentos exagerados, Baugh não é o primeiro que tanta levar a mensagem de Deus por outros formatos.

Pelos EUA, as formas de conquistar fiéis são as mais variadas.

No último “E3”, a maior convenção do entretenimento eletrônico, foi lançado o jogo “Left Behind: Eternal Forces”, uma luta contra o anticristo em um mundo pós-apocalíptico onde os aliados são os anjos e é preciso ler partes das Sagradas Escrituras.

Com o tema “Você falou com Deus hoje?”, a empresa FaithMobile oferece um serviço que, com o pagamento de US$ 5,99 mensais, os clientes podem receber mensagens bíblicas, proteção de tela, fotos e imagens, em seus telefones celulares.

Em MP3, as opções são variadas, com muitos sermões disponíveis na internet para que cada um escute em seu iPod.

Algumas congregações recorrem inclusive ao sexo – uma importante arma de marketing – para conseguir paroquianos, com campanhas como “www.mylamesexlife.com”, da igreja de Granger, em Indiana.

Parte do movimento WiredChurches.com, esta comunidade teve aumento de 70% no número de paroquianos com sermões como “O melhor sexo de sua vida”, um dos muitos que podem escolhidos no serviço “encontrando Deus no seu iPod”.

É uma “revolução” eclesiástica, como outros momentos na história, como os primeiros sermões radiofônicos, as missas cantadas ou os sermões televisivos.

As inovações despertam dúvidas e uma variedade de estudos teológicos, como o “E-vangélicos, conectando com a geração na rede” ou “Vendendo a Igreja: Os perigos da promoção eclesiástica”, que expõem os riscos de transformar a fé em mais um objeto de consumo.

No entanto, a propagação eletrônica da palavra de Deus é um fato, e 60% das igrejas protestantes nos EUA têm página na internet.

Além disso, há também grupos de oração na rede como “www.worldprayerteam.com”, onde as preces personalizadas cruzam fronteiras para pedir pela saúde de um paciente com câncer, pelo fim da violência entre vizinhos, entre outros desejos da intervenção divina.

Como confirma a empresa de publicidade cristã “Holy Cow Creative”, o objetivo é ter a chance de ser moderno, transgressor e relevante, e tirar o peso que sempre acompanha a palavra “sermão”, mesmo fora da Igreja.

Fonte: EFE