Cena do filme
Cena do filme "Show Dogs"

O pastor especialista em ética Russell D. Moore se juntou a outros pais on-line, expressando seu “horror” em uma interpretação do filme infantil “Show Dogs”, lançado nos EUA na semana passada, que alguns dizem que poderia ser usado parapromover o aliciamento, abuso sexual de crianças. Segundo o site ‘Adoro Cinema’, o filme deve estrear em breve no Brasil, mas ainda não tem data definida para o lançamento.

Terina Maldonado, que escreve para o blog ‘Macaroni Kid’, que analisa conteúdo voltado para famílias, escreveu no domingo que ela, seu marido, sua mãe e sua filha pequena assistiram a uma exibição do filme na semana passada.

Enquanto o filme, que é sobre cães policiais e seus parceiros humanos investigando crimes, pretende ser uma comédia, a revisão do blog se concentrou em alertar sobre um aspecto perturbador da trama, no qual o personagem canino principal, Max, precisa ter suas partes íntimas inspecionadas como parte de uma competição de exposição de cães.

“O dia da final chega e se Max não deixar suas partes íntimas serem tocadas, ele pode perder a competição e qualquer esperança de encontrar o panda sequestrado no crime que ele e seu parceiro humano investigam. Tudo depende de sua habilidade de deixar alguém tocar em suas partes íntimas”, Maldonado descreve o enredo.

“As mãos do juiz lentamente tocam Max nas partes íntimas. Logo após Max parece sonhar, voando pelo céu, dançando com seu parceiro, há fogos de artifício e flores – tudo é ótimo – enquanto alguém toca suas partes íntimas”, acrescentou.

A mãe observa em sua resenha que, durante o filme, ela continuou pensando: “Isso está errado, não precisa estar em um filme infantil. Todo o resto do filme é divertido, exceto por isso”.

“Depois, meu marido mencionou que ele também percebeu essa mensagem, assim como minha mãe, que viu o filme conosco. Minha filha, por outro lado, disse que sua parte favorita do filme foi quando Max teve aquela ‘reação engraçada’ ao ser tocado”, continuou ela.

“Eu decidi usar esse momento para ajudar a reforçar o que ensinamos aos nossos filhos desde que eles eram pequenos: partes privadas são apenas isso, privadas. Nós conversamos sobre como eu senti que a parte não precisava estar no filme”, ​​escreveu Maldonado.

“Conversamos também sobre como nunca devemos deixar ninguém tocar em nossas partes íntimas, o que devemos fazer se alguém tentar isso. Reforçamos que, se alguém tentar ou pedir que toquem suas partes íntimas, devem conversar conosco sobre isso. falamos sobre maneiras diferentes pelas quais as crianças podem se sentir pressionadas a participar desses tipos de comportamento”, destacou.

Maldonado disse que ela se sente muito alarmada sobre esse material, já que ela é uma sobrevivente de abuso infantil. Ela acusou o filme de promover uma mensagem muito sombria, como se quisesse “preparar as crianças a abrirem para que as pessoas toquem suas partes íntimas, mesmo que não a desejem”.

“Isso lhes dá a idéia de um ‘lugar zen’ para ir mentalmente quando elas são tocadas”, ela avisou.

Moore, que é presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, escreveu em um tweet na segunda-feira ao fazer um link para a revista Macaroni Kid: “Eu tive que ler isso duas vezes para ter certeza de que estava lendo corretamente. É aterrorizante .”

“A predação sexual não é divertida. O que vocês estão pensando @ShowDogsMov?”, ele perguntou.

Matt Chandler, pastor líder do ensino na Igreja da Aldeia em Highland Village, Texas, também twittou em resposta à resenha: “Isso é vil e perturbador … Como isso é possível?”.

A Sense Media, site de críticas de filmes para a família, deu separadamente a “Show Dogs” a classificação de dois em cinco estrelas, e também anotou o enredo controverso.

“Um ponto da trama é centrado no exame físico de Max por um juiz de cães, onde o animal parece se sentir violado e é treinado para superá-lo, o que poderia atingir alguns espectadores perto demais da experiência de abuso sexual”, diz Common Sense Media. avisou.

Fonte: Guia-me