Presidente mantém posição sobre o uso de templos religiosos para atos políticos durante encontro com pastores do Brasil, Estados Unidos e Cuba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (16) com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto, em evento articulado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito em parceria com a primeira-dama, Janja Lula da Silva. Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, o petista aproveitou a ocasião para reiterar sua rejeição à realização de comícios dentro de igrejas.
A prática de utilizar o espaço religioso para fins eleitorais tem gerado divergências entre aliados do governo, que chegaram a discutir estratégias específicas voltadas ao eleitorado evangélico. Ao abordar o assunto, o presidente enfatizou o respeito à fé alheia.
“Não me convide para ir numa assembleia fazer um comício que eu não vou. Não vou nem na católica e nem da evangélica, porque eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política e com isso eu faço na rua, mas a igreja eu não faço e nenhuma igreja”
“Eu me recuso toda vez que pede alguém para ir numa igreja falar de política, eu não vou. Eu não vou porque eu respeito muito a fé das pessoas. Eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus”
Críticas a intervenções externas
Durante o encontro com os líderes estrangeiros, Lula também abordou o cenário das eleições brasileiras e comentou a postura de Donald Trump. O presidente reafirmou a soberania nacional perante a interferência externa no pleito.
“Daqui a 19 dias esse país vai decidir que tipo de regime ele quer? Que tipo de governo ele quer, que tipo de democracia nós queremos. E o povo brasileiro é soberano. Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump: ‘não se meta nas eleições brasileiras, que as eleições brasileiras é um problema do povo brasileiro. E não duvide das urnas brasileiras’. Se ela pudesse roubar, o Lula não seria presidente da República três vezes.”
Visão do púlpito
O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, que participou da agenda, reforçou a importância da separação entre o exercício religioso e o político. O ministro destacou sua trajetória como evangélico ao defender sua visão sobre o papel das igrejas.
“Eu também quero dizer que eu tenho um sonho de ver o nosso país em que as nossas igrejas elas possam compreender que o púlpito é um lugar sagrado, que não é lugar para homens, é lugar para Deus”
“O que eu peço a Deus todos os dias é que Deus tire as escamas dos olhos dos nossos irmãos para que eles possam enxergar a bondade, a verdade e a justiça que vem dos seus atos todos os dias. Eu tenho muito orgulho de como evangélico, como cristão, servi ao meu país sobre sua liderança.”







