Manifestantes marcham após uma manifestação contra uma lei de extradição, em 17 de junho de 2019, em Hong Kong, China. (Foto: Billy H.C. Kwok/Getty Images)
Manifestantes marcham após uma manifestação contra uma lei de extradição, em 17 de junho de 2019, em Hong Kong, China. (Foto: Billy H.C. Kwok/Getty Images)

Nos últimos dias, uma multidão de milhões de cristãos tem saído às ruas do território chinês autônomo de Hong Kong para protestar contra uma proposta de lei de extradição e contra o governo da China continental.

Uma canção cristã composta em 1974 acabou tornando-se um “hino não oficial” desse grande movimento.

Somando mais de 2 milhões de pessoas, grupos cristãos se uniram nas ruas da cidade e preencheram os locais ao som de palavras de ordem contra o governo comunista da China e com a canção “Sing Hallelujah To The Lord” (“Cante Aleluia ao Senhor”), composta por Linda Stassen-Benjamin. A canção que é cativante e simples em sua melodia, é popular em todo o mundo e foi traduzida para vários idiomas.

Os manifestantes também protestaram contra a brutalidade da polícia chinesa. As autoridades comunistas (governo chinês) aparentemente têm um desgosto pela canção cristã, como evidenciado por um cartaz que um manifestante carregava. “Pare de usar seu cacetete ou tocaremos ‘Sing Halleluja To The Lord”. Diversos vídeos de manifestantes cantando o ‘hino’ foram postados no Twitter e em outras mídias sociais.

No último final de semana, aproximadamente 2 milhões de manifestantes tomaram as ruas para protestar contra uma proposta de lei que enviaria “suspeitos de crimes” para serem extraditados e julgados em território continental.

As manifestações também exigiam a renúncia da diretora executiva de Hong Kong, Carrie Lam. Apesar de fazer parte do território chinês, Hong Kong é governada por um parlamento independente.

Os relatórios indicam que, embora outras medidas sobre a lei de extradição contestada tenham sido suspensas, mas não completamente desmanteladas, os manifestantes, muitos dos quais são jovens, continuam a fazer oposição. Os manifestantes temem que o governo chinês empregue a lei proposta para atingir e efetivamente silenciar aqueles que o criticam.

A presença de cristãos e outros cantores “nas linhas de frente dos protestos foi útil para fazer as manifestações se parecerem mais com um culto ao ar livre do que com os ‘tumultos’ que o governo disse que tinha que reprimir para trazer de volta a lei e a ordem”, informou o jornal Shanghaiist no domingo, chamando a música de 1974 de “o hino não oficial” da revolta.

Clique abaixo para conferir um dos inúmeros vídeos divulgados:

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post