A mulher flagrada beijando o padre católico Alberto Cutié, um dos mais populares dos Estados Unidos, em uma praia exigiu nesta sexta-feira à imprensa que respeite a sua “privacidade” e, sem fazer referência ao suposto namoro, pediu a familiares, amigos e pessoas mais próximas: “rezem por nós”. Já Cutié disse nesta sexta-feira que está “apaixonado” por ela.

“Quero agradecer à minha família, amigos e tantas outras pessoas que ofereceram amor e apoio. Peço a todos que rezem por nós”, afirma comunicado enviado à imprensa e assinado por “Ruhama Canellis”. “Como mãe, peço que respeitem minha privacidade e a de meu filho de 14 anos”, reclama.

Segundo o jornal “The Miami Herald”, a mulher é guatemalteca, divorciada e tem 35 anos. Nos últimos dias, as TVs locais estão de plantão perante o prédio de Miami Beach onde a mulher vive na tentativa de entrevistá-la, mas ela chamou a polícia.

O flagra foi publicado na revista de fofocas “TVNotas USA”. Nas fotos, o padre e a mulher aparecem deitados na areia, em várias situações românticas.

Cutié, de 39 anos, admitiu nesta terça-feira (5) os fatos em uma carta à comunidade, pediu perdão caso suas ações tenham provocado dor e tristeza, e garantiu que o seu “serviço e a sua dedicação a Deus prosseguirão intactos”. Ele foi afastado da Igreja de São Francisco de Sales, onde celebrava missas.

Mas em entrevista ao canal Univisión, TV hispânica dos EUA, ele deixou claro que não se arrepende de ter quebrado seus votos de celibato pelo amor a uma mulher.

“Estou apaixonado por ela e ela por mim”, disse Cutié à TV, lamentando, no entanto, ter ferido os sentimentos de seus paroquianos, esclarecendo que só pede “perdão” aos que se sentiram ofendidos por suas ações.

O padre, nascido em Porto Rico, mas de família cubana, tinha uma forte presença na mídia com um programa na televisão a cabo, uma coluna semanal no jornal “El Nuevo Herald” e um programa na Rádio Paz, a emissora católica da qual era diretor até a explosão do escândalo. Cutié criticava publicamente o celibato e era um defensor fervoroso da vida em casal.

O caso do padre Alberto é mais um de uma longa lista de escândalos na Igreja Católica americana, abalada desde 2002 por milhares de denúncias contra sacerdotes envolvidos em casos de abusos sexuais.

Fonte: Folha Online

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