O pastor Davi Passamani sofreu uma derrota inicial em sua ação judicial para reassumir a administração da Igreja Casa, em Goiânia. A 16ª Vara Cível e Ambiental da capital goiana, em decisão publicada em 5 de julho de 2026, não atendeu aos pedidos de afastamento da atual diretoria nem de nomeação do pastor como administrador provisório. O caso tramita sob o processo nº 5579469-60.2026.8.09.0051.
A magistrada Viviane Atallah reconheceu a participação de Passamani na fundação da Casa Ministério Cristão e seus mais de seis anos como presidente. Contudo, a juíza apontou que os documentos apresentados até o momento não comprovam a legitimidade do pastor para solicitar a destituição da presidente Mariana Lovaglio Dantas Moura e do tesoureiro Áthila Moura Barbosa. A magistrada ressaltou que, em princípio, a autonomia das organizações religiosas para gerenciar seus dirigentes conforme seus estatutos, incluindo a destituição, cabe à assembleia da instituição.
Davi Passamani foi notificado e tem um prazo de 15 dias para apresentar provas que sustentem sua legitimidade na ação. Caso essa comprovação não seja feita, a petição inicial pode ser indeferida, impedindo a análise das acusações financeiras levantadas pelo pastor.
O pedido para que Davi Passamani fosse nomeado administrador provisório da igreja por um período de 12 meses, juntamente com o afastamento das diretorias e o bloqueio de valores relacionados ao Casa Worship, não foi concedido. A atual administração permanece em seus cargos, e Passamani não obteve poderes para comandar a instituição.
Adicionalmente, a juíza questionou a legitimidade de Passamani para discutir os direitos econômicos do Casa Worship. Conforme a decisão, uma sentença arbitral apresentada no processo estabelece a Casa Ministério Cristão como proprietária da marca, banda, fonogramas, redes sociais e catálogo musical. A sentença também registraria que a Musical Produções Gospel, empresa da qual Davi é sócio-administrador, não poderia mais receber valores da exploração comercial do referido catálogo.
A decisão representa um obstáculo para Davi Passamani, mas não põe fim à disputa judicial. A juíza ainda poderá analisar a documentação que será apresentada no prazo concedido. Questões como confusão patrimonial, retenção de royalties e esvaziamento financeiro, que são alegações feitas por Passamani, ainda dependem de análise aprofundada por parte do judiciário. As partes envolvidas foram contatadas para manifestação.
Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel







